Cuba enfrenta a pior crise econômica desde a Revolução de 1959, marcada por colapso da rede de proteção social, escassez extrema e apagões prolongados. Segundo especialistas e moradores, nunca a situação foi tão grave, resultado da combinação de má gestão interna, sanções dos EUA e perda do apoio venezuelano. A população convive com longas horas sem eletricidade, falta de alimentos, medicamentos e combustível. O sistema de racionamento praticamente deixou de funcionar, e filas para gasolina podem durar meses. A coleta de lixo irregular favorece doenças, enquanto hospitais carecem até de itens básicos. O governo atribui a crise ao embargo americano, mas analistas apontam também falhas estruturais e planejamento deficiente. A economia encolheu pelo terceiro ano seguido, com inflação alta e queda do PIB. A produção de energia está 25% menor que em 2019.
A abertura limitada ao setor privado gerou pequenas empresas que oferecem produtos, porém a preços inacessíveis para quem vive de salários em moeda local. Um salário médio mensal não cobre itens básicos como ovos. O turismo e a indústria, como a de níquel, sofrem com os apagões. Protestos em 2021 foram reprimidos, e a crise impulsionou um êxodo histórico: cerca de 2,75 milhões de cubanos deixaram o país desde 2020. Apesar da reputação do sistema de saúde, faltam recursos essenciais. Para muitos cubanos, a sobrevivência diária tornou-se incerta, alimentando medo, pobreza e desilusão generalizada.
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