O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou hoje, 2, intervir em favor dos manifestantes no Irã caso forças de segurança disparem contra eles. A declaração ocorre cinco dias após o início de protestos contra a inflação, considerados os maiores no país em três anos, com número incerto de mortos. Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que, se manifestantes pacíficos forem mortos, os EUA estão “prontos e carregados para agir”. O aviso vem após ataques americanos a instalações nucleares iranianas em junho do ano passado, em apoio a uma ofensiva aérea israelense. Autoridades iranianas reagiram com dureza. O presidente do Parlamento, Ali Larijani, alertou que a interferência dos EUA provocaria “caos em toda a região” e disse que Washington deveria “vigiar seus soldados”. Já Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo Ali Khamenei, afirmou que a segurança do Irã é uma “linha vermelha”.
Os protestos se espalharam por várias regiões, com confrontos concentrados nas províncias ocidentais de Lorestan e Chaharmahal e Bakhtiari. A mídia estatal e grupos de direitos humanos relataram ao menos seis mortes desde quarta-feira (31). Apesar do endurecimento das forças de segurança, o presidente Masoud Pezeshkian adotou tom conciliador, reconhecendo falhas do governo e prometendo diálogo sobre a crise do custo de vida. A inflação acima de 36%, agravada pela queda do rial e por sanções internacionais, tem aumentado a pressão sobre as autoridades. Segundo organizações de direitos humanos, dezenas de manifestantes foram presos, enquanto autoridades locais prometem tolerância zero a atos considerados ilegais.
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