O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou 11 pessoas por suspeita de desviar R$ 86,3 milhões do Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia estadual responsável por projetos na região metropolitana fluminense. Na operação realizada nesta quinta-feira (9), foram presos o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, o Didê; o delegado da Polícia Civil Franquis Dias Nepomuceno, diretor da autarquia; e o procurador do Estado Marcelo Lopes da Silva, então chefe da Procuradoria-Geral do órgão. A denúncia, apresentada pelo Gaesf, atribui aos investigados os crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações, contratações irregulares e lavagem de dinheiro. Segundo o MP, o grupo utilizou contratos firmados entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos públicos. Didê seria o líder do esquema, responsável por autorizar contratações, assinar contratos e controlar pagamentos. A investigação aponta que recursos eram repassados ao Instituto Bio e a empresas contratadas, consideradas sem estrutura compatível com os valores recebidos, e posteriormente sacados em dinheiro.
Também foi denunciado Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM, apontado como responsável por direcionar licitações. Ele é considerado foragido. Mandados de prisão e busca foram cumpridos na capital, em São Gonçalo e Teresópolis. Outros cinco denunciados receberam medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar o país e comparecimento periódico à Justiça. O IRM e a Procuradoria-Geral do Estado não se manifestaram até a publicação. A Polícia Civil informou que abriu processo disciplinar contra o delegado preso e afirmou que colabora com as investigações.
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