TRIBUTAÇÃO DOS BILIONÁRIOS
O economista Gabriel Zucman defende que tributar os bilionários é essencial para conter a concentração de riqueza e proteger a democracia. Em seu novo livro, afirma que os super-ricos pagam proporcionalmente menos impostos do que a população em geral. No Brasil, os 0,01% mais ricos recolhem cerca de 20% da renda em tributos, contra média de 42,5%. Zucman propõe um imposto mínimo de 2% sobre a riqueza dos muito ricos, dificultando a evasão fiscal. Segundo ele, a medida promoveria justiça tributária, reforçaria as contas públicas e reduziria o acúmulo excessivo de poder econômico. No Brasil, a arrecadação extra poderia chegar a R$ 30 bilhões por ano. Para o economista, riqueza extrema significa também poder para influenciar mercados, mídia, eleições e políticas públicas, tornando a tributação um instrumento de fortalecimento da democracia.
BRASIL TORNOU-SE MAIOR EXPORTADOR DE JOGADORES
TRUMP PRESSIONA PARA REDUÇÃO DE PREÇOS
Donald Trump intensificou a pressão sobre empresas americanas para reduzirem preços diante da alta da inflação, que atingiu o maior nível em três anos após o aumento dos custos provocado pela guerra contra o Irã. O presidente cobrou cortes de preços do Walmart e de postos de gasolina, ameaçando varejistas que não colaborarem. Analistas e economistas afirmam que a postura representa uma interferência incomum do governo nos mercados e contrasta com o discurso tradicional de livre mercado defendido por Trump. A Casa Branca nega mudança de rumo e afirma que busca ampliar a oferta para reduzir os preços. Enquanto isso, gasolina, diesel e alimentos ficaram mais caros, aumentando a insatisfação dos eleitores às vésperas das eleições de meio de mandato. Pesquisas mostram elevada reprovação à condução do custo de vida, embora algumas ações do governo, como no mercado de ovos e medicamentos, tenham reduzido preços específicos.
O apelido "soccer" voltou ao debate após a Bélgica provocar os EUA na Copa de 2026 com a frase: "Chama-se football, não soccer". Apesar da provocação, os dois termos surgiram no Reino Unido no século 19. "Football" designava vários esportes, como rúgbi e futebol gaélico. Para diferenciar o esporte da Football Association (FA), estudantes criaram o apelido "soccer", derivado de "association". Com o tempo, os britânicos passaram a usar quase exclusivamente "football". Já países como Estados Unidos, Austrália e África do Sul mantiveram "soccer" para evitar confusão com esportes locais chamados "football", como o futebol americano e o australiano. Assim, ambos os nomes têm origem inglesa e coexistem até hoje por razões históricas e culturais.
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