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domingo, 12 de julho de 2026

RADAR JUDICIAL


TRIBUTAÇÃO DOS BILIONÁRIOS

O economista Gabriel Zucman defende que tributar os bilionários é essencial para conter a concentração de riqueza e proteger a democracia. Em seu novo livro, afirma que os super-ricos pagam proporcionalmente menos impostos do que a população em geral. No Brasil, os 0,01% mais ricos recolhem cerca de 20% da renda em tributos, contra média de 42,5%. Zucman propõe um imposto mínimo de 2% sobre a riqueza dos muito ricos, dificultando a evasão fiscal. Segundo ele, a medida promoveria justiça tributária, reforçaria as contas públicas e reduziria o acúmulo excessivo de poder econômico. No Brasil, a arrecadação extra poderia chegar a R$ 30 bilhões por ano. Para o economista, riqueza extrema significa também poder para influenciar mercados, mídia, eleições e políticas públicas, tornando a tributação um instrumento de fortalecimento da democracia.


BRASIL TORNOU-SE MAIOR EXPORTADOR DE JOGADORES

O Brasil segue como o maior exportador de jogadores de futebol do mundo. Em 2025, a venda de atletas ao exterior rendeu US$ 553,7 milhões (R$ 2,86 bilhões). As contratações de jogadores estrangeiros somaram US$ 234,7 milhões. O saldo positivo foi de US$ 319 milhões (R$ 1,65 bilhão), segundo o Banco Central. Desde 1995, o país registra superávit nas negociações internacionais de atletas. Quase 30% das receitas dos clubes da Série A vieram da venda de jogadores em 2025. O aumento do valor das transferências, especialmente de jovens talentos, impulsionou a arrecadação. A Fifa apontou o Brasil como líder mundial em saídas e entradas de atletas. Portugal foi o principal destino dos jogadores brasileiros negociados. SAFs, investimentos, clubes mais fortes e receitas das apostas ampliaram as contratações. O Palmeiras liderou as vendas em 2025, impulsionado pela transferência de Estêvão ao Chelsea. Botafogo e Flamengo também se destacaram entre os clubes que mais negociaram atletas.


CHINA TRANSFORMA DESERTO EM FONTE DE ENERGIA

A China constrói no deserto de Kubuqi, na Mongólia Interior, a chamada Grande Muralha Solar, projeto de 400 km de extensão e 5 km de largura. Quando concluída, será a maior instalação de energia fotovoltaica em deserto do mundo. A capacidade prevista é de 60 gigawatts, mais que o dobro da instalada no estado de São Paulo. A muralha reúne parques solares existentes, novas usinas e projetos em planejamento. Além de gerar energia, busca conter o avanço da desertificação e recuperar o solo. Os painéis permitirão o cultivo de vegetação nativa e até pastagens entre as estruturas. Segundo autoridades chinesas, a cobertura vegetal local passou de 5% para cerca de 30%. A energia abastecerá grandes centros e ajudará a suprir a demanda nos horários de pico. Especialistas afirmam que o projeto reforça a segurança energética do país. Apesar do avanço das renováveis, a China mantém o carvão como fonte de apoio. A Mongólia Interior lidera tanto a produção de energia limpa quanto a de carvão. O governo considera o carvão indispensável para compensar a intermitência da energia solar e eólica.

TRUMP PRESSIONA PARA REDUÇÃO DE PREÇOS

Donald Trump intensificou a pressão sobre empresas americanas para reduzirem preços diante da alta da inflação, que atingiu o maior nível em três anos após o aumento dos custos provocado pela guerra contra o Irã. O presidente cobrou cortes de preços do Walmart e de postos de gasolina, ameaçando varejistas que não colaborarem. Analistas e economistas afirmam que a postura representa uma interferência incomum do governo nos mercados e contrasta com o discurso tradicional de livre mercado defendido por Trump. A Casa Branca nega mudança de rumo e afirma que busca ampliar a oferta para reduzir os preços. Enquanto isso, gasolina, diesel e alimentos ficaram mais caros, aumentando a insatisfação dos eleitores às vésperas das eleições de meio de mandato. Pesquisas mostram elevada reprovação à condução do custo de vida, embora algumas ações do governo, como no mercado de ovos e medicamentos, tenham reduzido preços específicos.

FUTEBOL OU "SOCCER" 

O apelido "soccer" voltou ao debate após a Bélgica provocar os EUA na Copa de 2026 com a frase: "Chama-se football, não soccer". Apesar da provocação, os dois termos surgiram no Reino Unido no século 19. "Football" designava vários esportes, como rúgbi e futebol gaélico. Para diferenciar o esporte da Football Association (FA), estudantes criaram o apelido "soccer", derivado de "association". Com o tempo, os britânicos passaram a usar quase exclusivamente "football". Já países como Estados Unidos, Austrália e África do Sul mantiveram "soccer" para evitar confusão com esportes locais chamados "football", como o futebol americano e o australiano. Assim, ambos os nomes têm origem inglesa e coexistem até hoje por razões históricas e culturais. 

Santana, 12 de julho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

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