Flávio serve do argumento de que o denominado tarifaço contribuirá para a vitória de Lula na eleição do final deste ano e diz que a posição mais aceitável será deixar a aplicação dessa medida para depois da eleição. Esta será a sexta viagem de Flávio aos Estados Unidos nesses últimos meses; aliás, o candidato tem visitado mais os Estados Unidos do que mesmo os estados-chaves, no Brasil, na corrida eleitoral. Nesses deslocamentos, o candidato Flávio desenvolve trabalho acerca dos impostos aplicados por Trump a produtos brasileiros, mas até agora sem resultado concreto algum. Os comentaristas asseguram que Flávio usa mais uma motivação nessas constantes ausências do Brasil, consistente no desentendimento com Michelle Bolsonaro que alega ter sido maltratada. Já o presidente Lula assegura que a família Bolsonaro é composta por "traidores da pátria", e age com a intenção de "submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos". Mas, Flávio não se limita aos entreveros com Michelle e desentende até com seus próprios apoiadores, dificultando, dessa forma, sua pretensão de desembarcar no Palácio, no próximo ano.
A eleição aproxima-se e, ao que tudo indica, deverão figurar Lula e Flávio, na disputa do cargo de presidente, apesar de o candidato Ronaldo Caiado desenvolver trabalho incessante, visando o cargo. Aliás, Caiado questionou pedido de Flávio no sentido de buscar adiamento do tarifaço para depois das eleições no Brasil. Afirmou que esse posicionamento é "inaceitável". Disse o ex-governador de Goiás: "Com todo o respeito, mas a atitude em relação ao tarifaço tem sido uma atitude infeliz por parte do pré-candidato Bolsonaro, já que este assunto não deve ser tratado apenas no interstícios da campanha eleitoral. Enfim, será que as frequentes andanças de Flávio aos Estados Unidos importará em interferência de Donald Trump nas ações administrativas do Brasil? Essa é preocupação dos brasileiros e o candidato terá de explicar o motivo de seguidos deslocamentos e constantes audiências com Trump e sua equipe de governo. Enfim, se eleito presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro poderá ser agente americano no Brasil.
Santana, 9 de julho de 2026.
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