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quinta-feira, 9 de julho de 2026

FLÁVIO BOLSONARO PODERÁ SER AGENTE AMERICANO NO BRASIL


A disputa pela presidência da República, na eleição deste ano, no Brasil, envolve principalmente o senador Flávio Bolsonaro e o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva. A campanha começou e os ataques de parte a parte são intensos. Todavia, o que chama a atenção, nesse entrevero, é a busca desesperada do senador de apoio junto ao presidente americano, Donald Trump, como se fosse um cabo eleitoral apto a influenciar no resultado do pleito. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, está nos Estados Unidos, e foi condenado no Brasil, em decisão unânime da Primeira Turma do STF, acusado da prática do crime de coação no curso do processo, através de ações desenvolvidas nos Estados Unidos; sua punição foi de 4 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto, além de multa e consequente inelegibilidade. Recentemente, Flávio direcionou pedido ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, no Brasil, pugnando pelo adiamento da sobretaxa de 25% sobre importação de produtos brasileiros, sob fundamento de que essa medida facilitará a "vitória política" de Lula.  

Flávio serve do argumento de que o denominado tarifaço contribuirá para a vitória de Lula na eleição do final deste ano e diz que a posição mais aceitável será deixar a aplicação dessa medida para depois da eleição. Esta será a sexta viagem de Flávio aos Estados Unidos nesses últimos meses; aliás, o candidato tem visitado mais os Estados Unidos do que mesmo os estados-chaves, no Brasil, na corrida eleitoral. Nesses deslocamentos, o candidato Flávio desenvolve trabalho acerca dos impostos aplicados por Trump a produtos brasileiros, mas até agora sem resultado concreto algum. Os comentaristas asseguram que Flávio usa mais uma motivação nessas constantes ausências do Brasil, consistente no desentendimento com Michelle Bolsonaro que alega ter sido maltratada. Já o presidente Lula assegura que a família Bolsonaro é composta por "traidores da pátria", e age com a intenção de "submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos". Mas, Flávio não se limita aos entreveros com Michelle e desentende até com seus próprios apoiadores, dificultando, dessa forma, sua pretensão de desembarcar no Palácio, no próximo ano.  

A eleição aproxima-se e, ao que tudo indica, deverão figurar Lula e Flávio, na disputa do cargo de presidente, apesar de o candidato Ronaldo Caiado desenvolver trabalho incessante, visando o cargo. Aliás, Caiado questionou pedido de Flávio no sentido de buscar adiamento do tarifaço para depois das eleições no Brasil. Afirmou que esse posicionamento é "inaceitável". Disse o ex-governador de Goiás: "Com todo o respeito, mas a atitude em relação ao tarifaço tem sido uma atitude infeliz por parte do pré-candidato Bolsonaro, já que este assunto não deve ser tratado apenas no interstícios da campanha eleitoral. Enfim, será que as frequentes andanças de Flávio aos Estados Unidos importará em interferência de Donald Trump nas ações administrativas do Brasil? Essa é preocupação dos brasileiros e o candidato terá de explicar o motivo de seguidos deslocamentos e constantes audiências com Trump e sua equipe de governo. Enfim, se eleito presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro poderá ser agente americano no Brasil.  

Santana, 9 de julho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
   Pessoa Cardoso Advogados.    



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