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sexta-feira, 10 de julho de 2026

PUBLICAÇÃO DE LIVROS CENSURADOS


A Ímã Editorial lançou a Biblioteca Insubmissa, clube de assinatura dedicado a resgatar livros censurados, proibidos ou queimados por regimes autoritários ao longo da história. A cada dois meses, por R$ 99, o assinante recebe duas obras: uma vítima de censura, em edição de capa dura, e outra de temática relacionada. Segundo o editor Julio Silveira, a iniciativa busca preservar obras marcantes e reagir à crescente onda de censura. A primeira edição trouxe "La Garçonne: A Mulher Livre", de V. Margueritte, romance dos anos 1920 sobre a emancipação feminina. O autor foi punido pela Igreja e pelo Estado. O pacote incluiu também "A Vagabunda", clássico feminista de Colette. Entre os próximos títulos estão "Irmãos de Sangue", de Ernst Haffner, queimado pelos nazistas; "Monte de Vênus", de Reina Roffé, recolhido pela ditadura argentina em 1976; e "O Navio Caranguejeiro", de Takiji Kobayashi, escritor comunista morto após publicar a obra.

Silveira afirma que futuras edições incluirão livros proibidos por ditaduras da União Soviética e do Irã, evidenciando como a censura atingiu diferentes países e ideologias. No mercado editorial, a Caxinguelê criou o selo Atotô, voltado a perspectivas afrocentradas, com livros de Bárbara Carine e Thiago Thomé. Já a WMF Martins Fontes lançará "Lia, Mira, Maria", novo livro-poema de Marília Garcia, inspirado pelo luto e pela arte. A editora Elo publicará ainda "Zé Limeira", livro infantil em versos de Gregorio Duvivier sobre o lendário repentista paraibano.

 

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