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sexta-feira, 10 de julho de 2026

ENVELHECIMENTO NÃO CAUSA GRANDE IMPACTO ÀS CONTAS PÚBLICAS


O envelhecimento da população costuma ser apontado como uma ameaça às contas públicas, devido ao aumento dos gastos com saúde e aposentadorias. No entanto, estudos recentes indicam que esse impacto pode ser menor do que as previsões feitas há alguns anos. Pesquisas do National Bureau of Economic Research mostram que os custos da saúde cresceram menos do que o esperado nos Estados Unidos. Em 2024, o país gastou cerca de US$ 1 trilhão a menos do que estimativas feitas em 2010. Além disso, idosos vivem mais tempo e passam mais anos com boa saúde, reduzindo a necessidade de tratamentos caros e cuidados de longa duração. Outro fator é a desaceleração dos custos hospitalares. Após anos de aumentos acima da inflação, os avanços tecnológicos passaram a tornar os serviços mais eficientes e baratos, reduzindo a chamada "doença de custos de Baumol", que explicava o encarecimento contínuo de setores intensivos em mão de obra. A tendência também aparece em países da OCDE, onde o crescimento dos gastos com saúde como proporção do PIB perdeu força e deve continuar moderado na próxima década.

Outro estudo aponta que sociedades mais envelhecidas não são necessariamente menos produtivas. Regiões com menor natalidade tendem a adotar mais tecnologias que economizam mão de obra, compensando parte da redução da população em idade ativa. Os pesquisadores ressaltam, porém, que as aposentadorias continuarão pressionando as contas públicas. Nos EUA, elevar gradualmente a idade de aposentadoria de 67 para 70 anos poderia cobrir boa parte dos custos adicionais da Previdência até 2100. A conclusão é que o envelhecimento populacional continuará sendo um desafio, mas os avanços tecnológicos, a melhora das condições de saúde dos idosos e reformas previdenciárias podem reduzir significativamente seus impactos econômicos.

 

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