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sexta-feira, 10 de julho de 2026

INVESTIGAÇÕES SOBRE ESQUEMA CONTRA O BANCO CENTRAL


Na 10ª fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal aprofundou as investigações sobre um suposto esquema de cooptação de influenciadores e jornalistas para atacar o Banco Central em redes sociais e veículos de imprensa. O principal alvo foi o publicitário Thiago Miranda, ex-sócio de Léo Dias e apontado como aliado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mandados autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF, também apuram supostas tentativas de espionagem e intimidação contra jornalistas e o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy. Segundo a PF, Vorcaro encomendou um dossiê contra Maluhy e sua esposa, Camila Moretti. Conversas obtidas pela investigação mostram o empresário pedindo a Miranda um levantamento sobre o executivo. A investigação aponta ainda que Miranda coordenava ataques digitais ao Banco Central e buscou informações sobre a jornalista Malu Gaspar para tentar impedir reportagens sobre o Banco Master. Sem encontrar conteúdo comprometedor, teria tentado contratá-la.

Na decisão, Mendonça afirmou que os indícios revelam uma organização com "contornos de máfia". A PF sustenta que Miranda atuava para proteger o grupo, manipular a opinião pública e intimidar jornalistas. Os investigadores também afirmam que recursos do suposto esquema financeiro do Banco Master financiaram campanhas de desinformação. Durante as buscas, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais. A defesa de Thiago Miranda nega qualquer irregularidade, afirma que ele sempre atuou dentro da legalidade e destaca que a investigação não autoriza conclusão antecipada de culpa, ressaltando o direito à ampla defesa e à presunção de inocência.

 

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