Em 2018, ainda no primeiro mandato, Donald Trump tratou a candidatura dos Estados Unidos, Canadá e México para sediar a Copa de 2026 como instrumento de pressão diplomática. Em publicação nas redes sociais, cobrou apoio de países aliados e ameaçou rever relações com quem votasse contra a candidatura. O então presidente da US Soccer, Carlos Cordeiro, minimizou a declaração, afirmando que governos passam, mas o futebol permanece. A previsão se confirmou apenas em parte: Trump deixou a presidência em 2021, mas retornou antes do Mundial. Já de volta à Casa Branca, aproximou-se do presidente da Fifa, Gianni Infantino, participou de eventos ligados ao torneio e recebeu o Prêmio da Paz da entidade. O Mundial, porém, ocorreu em meio à escalada da política externa americana, incluindo a guerra contra o Irã e novos bombardeios durante a competição. A seleção iraniana reclamou de dificuldades para entrar nos Estados Unidos antes das partidas e acabou eliminada na fase de grupos.
Embora acompanhasse o torneio, Trump priorizou outros compromissos, comparecendo a eventos esportivos e evitando assistir aos jogos nos estádios até a reta final. O episódio mais polêmico envolveu o atacante Folarin Balogun. Suspenso após expulsão, ele foi liberado para jogar depois que Trump admitiu ter pedido a revisão do caso a Infantino. A Fifa negou interferência política e afirmou que a decisão foi tomada por um comitê independente. Após a eliminação dos EUA para a Bélgica, o governo criticou a arbitragem de Raphael Claus e citou seu depoimento na CPI da Manipulação de Jogos. O árbitro, porém, nunca foi investigado. A Casa Branca afirmou que Trump considera a defesa do "fair play" importante tanto no esporte quanto na política.
Nenhum comentário:
Postar um comentário