O juiz federal Lewis Kaplan, dos Estados Unidos, autorizou, ontem, 8, o pagamento de US$ 5,8 milhões (cerca de R$ 30 milhões) do presidente Donald Trump à escritora E. Jean Carroll, após condenação por abuso sexual e difamação. O magistrado determinou a liberação da indenização original de US$ 5 milhões, acrescida de juros, que estava retida enquanto Trump recorria da decisão. A medida foi tomada após a Suprema Corte dos EUA recusar, em 29 de junho, analisar o recurso apresentado pelo presidente. Menos de uma hora após a decisão, Trump recorreu novamente ao tribunal federal de apelações de Manhattan. Seus advogados afirmam que Carroll deveria aguardar o julgamento de um novo recurso pela Suprema Corte e alegam que o presidente sofreria prejuízo irreparável caso ela doe o dinheiro, como já declarou que pretende fazer.
A defesa também sustenta que o pagamento imediato comprometeria a confiança pública no sistema judicial. Carroll, de 82 anos, acusa Trump de tê-la atacado sexualmente em uma loja de departamentos de Manhattan em 1996. Trump nega as acusações e afirma que o caso é uma perseguição política. Em janeiro de 2024, outro júri condenou Trump a pagar US$ 83,3 milhões por difamação relacionada ao mesmo caso. O presidente também tenta reverter essa condenação na Suprema Corte.
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