O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na Truth Social uma mensagem incentivando protestos no Irã e defendendo, de forma inédita, a queda do regime teocrático dos aiatolás. No texto, pediu que manifestantes tomem instituições, guardem nomes de responsáveis pela repressão e afirmou ter cancelado reuniões com autoridades iranianas, encerrando com o slogan “MIGA” (“Tornem o Irã grande novamente”). A reação em Teerã foi imediata. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, acusou Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de serem “assassinos do povo iraniano” e afirmou que Washington busca um pretexto para intervenção militar. Trump também anunciou tarifas de 25% contra países que mantêm negócios com o Irã e aconselhou cidadãos de nações aliadas a deixarem o país. Parlamentares republicanos apoiaram o discurso e defenderam tornar a mudança de regime “inevitável”.
Os números de mortos variam: o New York Times fala em cerca de 3 mil; a BBC, em ao menos 2 mil; e a CBS News cita estimativas entre 12 mil e 20 mil vítimas. Reza Pahlavi, filho do xá deposto em 1979, pediu que forças de segurança apoiem o povo. A repressão provocou reação internacional. Países europeus convocaram diplomatas iranianos, e a União Europeia discute sanções. O Brasil manifestou preocupação, lamentou as mortes e defendeu diálogo pacífico. A ONU condenou a violência e rejeitou a classificação de manifestantes como “terroristas”. Especialistas avaliam que Trump tenta se apresentar como protetor dos protestos, mas duvidam de consenso interno. Ativistas divergem sobre apoio externo: alguns veem esperança; outros afirmam que a queda do regime deve vir apenas dos iranianos.
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