O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou ajudar manifestantes no Irã caso forças de segurança atirem contra eles. A declaração ocorreu cinco dias após o início de protestos contra a alta inflação, considerados os maiores no país em três anos e que já deixaram mortos, em número ainda incerto. Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que os EUA estariam “prontos para agir” se manifestantes pacíficos fossem mortos. No ano passado, americanos e israelenses atacaram instalações nucleares iranianas, aumentando a tensão entre os países. Em resposta, a polícia iraniana disse compreender as reivindicações econômicas dos protestos, mas alertou que não tolerará “caos”. O porta-voz Said Montazeralmahdi afirmou que há distinção entre demandas legítimas e ações destrutivas.
Autoridades políticas reagiram com tom mais duro. O presidente do Parlamento, Ali Larijani, alertou que a interferência dos EUA pode gerar instabilidade regional. Já Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo, afirmou que a segurança do Irã é “linha vermelha”. Os confrontos se concentram no oeste do país, especialmente nas províncias de Lorestan e Chaharmahal e Bakhtiari. Pelo menos seis mortes foram registradas desde quarta-feira. O presidente Masoud Pezeshkian adotou postura conciliadora, reconhecendo falhas do governo na crise econômica e prometendo diálogo. A inflação acima de 36%, agravada pela desvalorização da moeda e por sanções internacionais, tem aumentado a pressão sobre o regime.
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