Hackers invadiram os sistemas de email da AfD, partido de extrema direita da Alemanha, e divulgaram 280 gigabytes de informações reservadas. O material reúne cerca de 420 mil mensagens e 50 mil documentos, incluindo dados pessoais e manifestações neonazistas. A legenda confirmou a invasão, mas afirmou que apenas algumas caixas de email foram afetadas. Entre os conteúdos vazados estão mensagens da colíder do partido, Alice Weidel, e extratos bancários que revelam nomes de doadores. Apesar da popularidade eleitoral, a AfD continua enfrentando resistência de setores empresariais e políticos alemães. Fundado em 2013, durante a crise do euro, o partido começou com posições eurocéticas e posteriormente radicalizou seu discurso, especialmente contra a imigração. Os emails revelam discussões internas sobre integrantes acusados de racismo e ligações com grupos neonazistas. O parlamentar Matthias Helferich, alvo de acusações racistas, teve apenas uma suspensão temporária, apesar da recomendação de expulsão. Outro caso envolve Laurens Nothdurft, integrante de um grupo neonazista proibido em 2009, que agora pode assumir um cargo de secretário estadual. A possibilidade de sua nomeação reflete o avanço da AfD em Saxônia-Anhalt, onde o partido obteve quase 44% dos votos em setembro. A legenda pode chegar ao governo estadual, algo inédito para a extrema direita alemã desde a Segunda Guerra Mundial.








