O presidente Donald Trump aprovou a execução do major Nidal Malik Hasan, do Exército dos Estados Unidos. Hasan matou 13 pessoas e feriu outras 32 em um ataque ocorrido em 2009, em Fort Hood, Texas. O massacre foi o mais letal já registrado em uma base militar americana.
Segundo o Pentágono, Hasan será executado por um pelotão de fuzilamento. A data, o horário e o local serão definidos pelo secretário do Exército. A execução poderá representar a primeira aplicação da pena de morte militar desde 1961. Também poderá ser a primeira execução federal desde o fim do primeiro mandato de Trump. Em 2008, George W. Bush autorizou uma execução militar, mas ela acabou suspensa. No fim de 2024, Joe Biden comutou as penas da maioria dos condenados à morte no sistema federal civil. Hasan era psiquiatra do Exército e trabalhava em Fort Hood quando realizou o ataque. Em 5 de novembro de 2009, ele levou uma arma pessoal para a base e abriu fogo. Durante o atentado, Hasan afirmou estar promovendo uma jihad contra as guerras no Afeganistão e no Iraque. Ele foi baleado e ficou paraplégico após ser atingido durante o ataque. Durante o julgamento militar, confessou os assassinatos e foi condenado em 2013.
A sentença envolveu 45 acusações de homicídio e tentativa de homicídio premeditados. Hasan está atualmente no corredor da morte militar, em Fort Leavenworth, Kansas. Ele não demonstrou arrependimento pelos crimes cometidos. Segundo relatos, afirmou que gostaria de ter morrido durante o ataque e se tornado um mártir. Hasan também declarou que continuaria se considerando mártir caso fosse executado. Nascido na Virgínia, ele era filho de palestinos muçulmanos e estudou na Virginia Tech. Sua formação médica militar começou em 1997. Nos anos anteriores ao ataque, sua visão religiosa tornou-se cada vez mais extremista. O Pentágono destacou suas motivações jihadistas ao anunciar a autorização da execução. Apesar disso, Hasan não foi processado por acusações relacionadas especificamente ao terrorismo. A execução ainda poderá ser impedida por recursos judiciais. Há precedente de suspensão de uma execução militar por decisão de um juiz federal. O último militar americano executado foi John A. Bennett, enforcado em 1961. Atualmente, quatro detentos permanecem no corredor da morte militar aguardando execução. Militares condenados à morte precisam da confirmação pessoal do presidente para serem executados. A decisão de Trump, portanto, retoma a possibilidade de uma execução militar nos Estados Unidos após 65 anos.

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