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quinta-feira, 23 de julho de 2026

FEMINICÍDIO: 741 VÍTIMAS ENTRE JANEIRO E JUNHO


O Brasil registrou 741 vítimas de feminicídio entre janeiro e junho de 2026, queda de 2,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 760 casos. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Apesar da redução nacional, nove estados apresentaram aumento nos registros. Junho teve 108 casos, o menor número mensal do ano, e o segundo trimestre registrou desaceleração em relação aos três primeiros meses. As maiores quedas ocorreram nas regiões Norte (-20%) e Nordeste (-19,9%). Já Centro-Oeste, Sul e Sudeste tiveram aumento, com destaque para Goiás, onde os feminicídios cresceram 113,6%. Também houve alta em Sergipe, Amazonas, Santa Catarina, Paraná, Amapá, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio Grande do Norte. O MJSP também apresentou os resultados da Operação Integrada Mulher Segura. Nas duas fases realizadas em 2026, foram efetuadas 20.441 prisões, sendo 16.131 em flagrante e 4.310 por mandado judicial, além do atendimento a mais de 92 mil vítimas e do acompanhamento de medidas protetivas.

Mesmo com a redução dos indicadores, casos recentes reforçam a gravidade da violência contra a mulher. No Rio de Janeiro, a advogada Bárbara Damião Costa foi morta a tiros, e o ex-companheiro é apontado como principal suspeito, sendo encontrado morto horas depois. Em Belo Horizonte, a capitã da PM Michele Leão Azevedo morreu após agressões atribuídas ao companheiro, um sargento com histórico de violência. Em Goiás, a professora Valdirene Vaz Clemente foi assassinada pelo ex-marido, apesar de já ter denunciado ameaças e solicitado medida protetiva.

 

CANADÁ CANCELA CERIMÔNIA COM TRUMP DE INAUGURAÇÃO DE PONTE


O governo do Canadá cancelou a cerimônia de inauguração da Ponte Internacional Gordie Howe após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa adicional de 50% sobre produtos canadenses. 
O evento conjunto estava marcado para sexta-feira (24), mas Ottawa considerou inadequado manter a celebração diante das novas medidas comerciais americanas. A ponte liga Detroit, nos EUA, a Windsor, no Canadá, e é considerada uma das principais rotas de comércio entre os dois países. Segundo o governo canadense, haverá apenas uma cerimônia nacional, enquanto os EUA ainda não confirmaram participação.

Apesar do impasse diplomático, a expectativa é que a ponte seja aberta ao tráfego em 27 de julho. Com 2,4 quilômetros de extensão, a obra atravessa o Rio Detroit e custou cerca de US$ 4,4 bilhões. O projeto foi financiado pelo Canadá, que pretende recuperar os custos por meio da cobrança de pedágios. Em fevereiro, Trump chegou a defender que os EUA passassem a controlar pelo menos metade da propriedade da ponte.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 23/07/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Plano Brasil Soberano 3: veja as regras, setores e os valores

Nova fase do plano criado para blindar setor produtivo amplia linhas de financiamento para setores atingidos pela sobretaxa de 25% dos EUA e pelos conflitos no Oriente Médio

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Pressionado, Flávio Bolsonaro enfrenta desembarque de União-PP enquanto testa discurso mais radical

Ataque às urnas e ofensiva contra o STF integram tática do senador que tenta emular o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Gás do Povo provoca guerra dos botijões entre fabricantes nacionais e importadores da China

Programa que distribui vales para acesso ao produto impulsiona compra de recipientes no exterior Produtores pedem aumento no imposto sobre importação, enquanto compradores dizem que não há produção suficiente

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Por que o Brasil tem tantos golpes virtuais e roubos de celular?

As ocorrências, mesmo em queda, seguem em patamar elevado: cerca de 900 mil casos de roubos e furtos de celular por ano, ou 100 por hora.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Muçum tem 18 famílias fora de casa após rio Taquari ultrapassar cota de inundação

Marca do curso d’água, porém, está em tendência de estabilidade nas últimas horas

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Governo e ANA continuam sem consenso sobre a data de abertura do novo aeroporto

Concessionária aponta início da operação no aeroporto Luís de Camões para 2037, mas Governo mantém pressão para antecipar prazos em três anos. Falta de alinhamento nos calendários está a gerar desentendimentos entre o Executivo e a gestora detida pela Vinci.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

RADAR JUDICIAL


MINISTROS DO STF CRITICAM DECLARAÇÕES DE FLÁVIO BOLSONARO

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) criticaram declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre as urnas eletrônicas, classificando-as como "graves" e "absurdas". O parlamentar sugeriu que as urnas brasileiras teriam a mesma origem das usadas na Venezuela, citadas em relatório da CIA sobre supostas fraudes. O ministro Gilmar Mendes afirmou que o sistema eleitoral brasileiro é confiável e repudiou o uso de relatórios estrangeiros para levantar suspeitas. Outros ministros lembraram que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já desmentiu essa alegação. Segundo eles, Flávio repete o discurso adotado por Jair Bolsonaro em 2022. A campanha do senador divulgou nota afirmando que ele não questionou a segurança das urnas brasileiras, mas apenas mencionou o relatório sobre a Venezuela. O TSE voltou a negar qualquer relação entre as urnas brasileiras e a empresa Smartmatic. As declarações ocorrem em meio a dificuldades na campanha de Flávio, que enfrenta crise interna e ainda busca um candidato a vice.


DISNEY DEMITE CENTENAS DE FUNCIONÁRIOS

A Disney realizou nova rodada de demissões nesta terça-feira (21), desligando centenas de funcionários após cortar mais de mil vagas em abril. Os cortes atingiram equipes da Pixar, ESPN, National Geographic e outras áreas da empresa. A Pixar foi a mais afetada, com demissões nos setores de produção e operações. Segundo o CEO Josh D'Amaro, a medida faz parte de uma estratégia para reduzir o volume de lançamentos no Disney+ e priorizar a qualidade. Em abril, os cortes já haviam atingido marketing, estúdios, televisão, ESPN e áreas corporativas. Especialistas avaliam que a pandemia mudou o hábito do público, que passou a consumir animações da Pixar no streaming, após lançamentos como "Soul", "Luca" e "Turning Red", reduzindo a força das estreias nos cinemas.


RISCO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NOS PAÍSES DO GOLFO 

O Irã voltou a atacar uma usina de dessalinização no Kuwait na segunda-feira (20), elevando o temor de uma crise no abastecimento de água nos países do Golfo. A instalação, integrada a uma central elétrica, sofreu incêndios e novos bombardeios nesta terça (21). Teerã também mirou bases militares usadas pelos Estados Unidos no Kuwait. Os ataques fazem parte da estratégia iraniana de atingir infraestrutura crítica. A ofensiva ocorre após a retomada do conflito por Donald Trump, encerrando uma trégua de 60 dias. Na semana passada, Trump ordenou bombardeios contra pontes e um aeroporto no Irã. O Irã afirma ter atingido ainda instalações da Amazon no Bahrein. A infraestrutura hídrica é vital para os países desérticos da região. No Kuwait, 90% da água potável vem da dessalinização; no Bahrein e no Qatar, 100%.
Cerca de 60% da capacidade mundial de dessalinização está concentrada no Golfo. Os EUA responderam com novos bombardeios no sul e oeste do Irã. A escalada aumenta o risco de agravamento da guerra e de uma crise humanitária na região.

LULA NÃO IRÁ NA POSSE DE KEIKO E ESPRIELLA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participará das posses dos presidentes eleitos do Peru, Keiko Fujimori, e da Colômbia, Abelardo de la Espriella. Segundo o Planalto, o foco do governo, às vésperas da eleição presidencial, será a agenda interna. O próximo compromisso internacional de Lula deve ser a Assembleia-Geral da ONU, em setembro, em Nova York. O chanceler Mauro Vieira representará o Brasil na posse de Keiko, em Lima. Ainda não há definição sobre o representante brasileiro na posse colombiana. A ausência ocorre em meio à mudança política na América do Sul, com vitórias de candidatos de direita. Com isso, o Brasil passa a ser o único grande país da região governado por um presidente de esquerda. Na Colômbia, a transição é marcada por disputas entre Espriella e o atual presidente, Gustavo Petro. Petro questionou o resultado da eleição sem apresentar provas. Keiko também venceu por margem apertada no Peru. Lula cumprimentou os dois eleitos e defendeu a continuidade das relações diplomáticas. As vitórias reforçam o avanço da direita na América do Sul e ampliam o isolamento político do governo brasileiro na região.

CNJ AUTORIZA EXTINÇÃO DE EXECUÇÕES

O CNJ, através de resolução dispôs sobre novas regras dispostas na Resolução 683/2026, buscando mais celeridade e simplificação nas ações de baixo valor que tramitam nas instituições financeiras. O documento autoriza os juízes e juízas a extinguirem, sem resolução de mérito, execuções de títulos extrajudiciais que tenham valores inferiores a R$ 10 mil, desde que não sejam localizados o devedor ou bens passíveis de penhora e quando o devedor não contestou a execução.   

AÇÃO JUDICIAL CONTRA META POR USAR "IA"

Uma ação judicial na Califórnia acusa a Meta de usar inteligência artificial para selecionar funcionários para demissão de forma discriminatória. Trabalhadores alegam que o sistema prejudicou pessoas com deficiência ou que tiraram licença médica ou familiar. O caso evidencia a dificuldade de provar como a IA foi usada nas decisões internas das empresas. Segundo especialistas, acordos de arbitragem também dificultam ações coletivas e limitam o acesso à Justiça. A arbitragem é sigilosa, o que impede que provas sejam compartilhadas com outros funcionários. A Meta nega ter utilizado IA para decidir demissões ou avaliações de desempenho, afirmando que todas as decisões foram tomadas por pessoas. O juiz William Orrick rejeitou um pedido para suspender as demissões, mas poderá rever a decisão caso surjam novas provas. Uma audiência está marcada para 24 de agosto. O caso é considerado raro e pode influenciar futuras disputas sobre o uso de IA nas relações de trabalho.

TRUMP AMEAÇA COM CRIME DE GUERRA 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir “uma ponte ou usina de energia” do Irã sempre que o país atacar navios no Estreito de Ormuz. Em publicação na Truth Social, afirmou que os EUA responderão com bombardeios a qualquer míssil, foguete ou drone lançado contra embarcações na região. A declaração ocorreu após a 11ª noite seguida de ataques americanos ao Irã. Pelo direito internacional, a legalidade de atingir pontes e usinas depende de elas serem consideradas objetivos militares. As Convenções de Genebra proíbem ataques a bens civis sem finalidade militar. O Estatuto de Roma classifica como crime de guerra ataques deliberados contra alvos civis ou desproporcionais. Especialistas apontam que cada caso exige avaliação da necessidade e da proporcionalidade da ação. Enquanto isso, o conflito segue elevando os custos para Washington. Segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a guerra já consumiu US$ 37,5 bilhões. Em junho, Trump solicitou ao Congresso mais US$ 90 bilhões em recursos. A maior parte do financiamento é destinada às operações ligadas ao conflito com o Irã. A escalada aumenta as tensões e amplia o risco de novos confrontos na região.

Santana, 22 de julho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

 

EUA JÁ GASTARAM R$ 190 BILHÕES COM GUERRA NO IRÃ


O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou no Senado que a guerra contra o Irã já custou US$ 37,5 bilhões (R$ 190 bilhões), US$ 12 bilhões a mais do que a estimativa divulgada em abril, antes do cessar-fogo. Desde então, os confrontos foram retomados. O valor integra um pedido do Pentágono de US$ 70 bilhões em recursos emergenciais ao Congresso. Desse total, US$ 46 bilhões seriam destinados à ampliação da produção de armamentos, incluindo bombas de precisão, mísseis hipersônicos e sistemas antidrones. Hegseth justificou o pedido afirmando que ele reflete as novas exigências do cenário internacional e acusou o governo Joe Biden de negligência, defendendo a modernização das Forças Armadas diante da evolução dos conflitos e do uso crescente de drones. 

O pedido enfrenta resistência dos democratas. A senadora Patty Murray afirmou que a proposta tenta contornar o processo orçamentário regular e criticou a falta de planejamento do Pentágono. O orçamento militar dos EUA para 2026 é de quase US$ 1 trilhão, e o governo Donald Trump pretende elevá-lo para US$ 1,5 trilhão em 2027. Se aprovado, o gasto militar americano superaria, segundo o Sipri, a soma dos orçamentos de defesa de diversas potências mundiais e alcançaria cerca de 5% do PIB dos Estados Unidos. 

MELONI, DA ITÁLIA, ROMPE COM TRUMP, DOS EUA


A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, viu fracassar a tentativa de atuar como ponte entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e os líderes europeus. As divergências sobre comércio, defesa e o conflito entre Israel, EUA e Irã levaram ao rompimento público entre os dois, enfraquecendo a estratégia diplomática italiana. Aliados ideológicos desde antes da chegada de Meloni ao poder, ambos mantiveram relação próxima até 2025. Ela foi a única líder europeia presente à posse de Trump e recebeu elogios na Casa Branca. A sintonia, porém, se desfez com as tarifas comerciais, as cobranças da Otan e a recusa italiana em permitir o uso de uma base na Sicília por aviões americanos. Os ataques de Trump ao papa Leão 14 agravaram a crise. Meloni considerou as declarações inaceitáveis, tornando o distanciamento definitivo.

Especialistas afirmam que a derrota do governo em um referendo e a rejeição do eleitorado à proximidade com Trump também influenciaram a mudança de postura. Após trocas de acusações públicas, Meloni passou a priorizar a reconstrução das relações internacionais da Itália. A estratégia agora é fortalecer laços com potências médias, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Canadá, Austrália e Japão, países interessados em maior estabilidade global. No cenário interno, pressionada pela direita e de olho nas eleições, Meloni tende a endurecer o discurso contra a União Europeia, enquanto busca preservar sua permanência no poder.

 

TARIFA DE TRUMP SOBRE O BRASIL ENTRA EM VIGOR HOJE, 22


Tarifa extra dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira (22), conforme anunciado pelo governo de Donald Trump. A sobretaxa de 25% incide sobre cerca de 3.000 produtos, após investigação do USTR que apontou supostas práticas comerciais desleais do Brasil. Os EUA alegam prejuízos em áreas como comércio digital, Pix, etanol, propriedade intelectual, corrupção e desmatamento ilegal. Máquinas agrícolas, papel, vestuário e etanol estão entre os itens mais afetados. Com a medida, o Brasil passa a ser o segundo país mais taxado pelos EUA, atrás apenas da China. O governo Lula estima impacto sobre 18% das exportações brasileiras ao mercado americano. Mais de 2.100 produtos ficaram isentos, entre eles carne, café, petróleo, laranja, suco de laranja e peças para fabricação de aviões. O governo brasileiro contesta as justificativas americanas, afirmando que o desmatamento caiu, o Pix não prejudicou empresas dos EUA e que o Brasil mantém superávit comercial com os americanos.

Entidades do setor produtivo alertam para prejuízos às exportações. A Amcham estima impacto superior a US$ 11 bilhões, enquanto o governo calcula perdas de US$ 5,8 bilhões. Segundo a Amcham, as negociações entre os dois países continuam sendo o melhor caminho para retirar as sobretaxas. Dados do Ministério do Desenvolvimento mostram queda de 12,8% no comércio bilateral no primeiro semestre, para US$ 36,4 bilhões, com saldo favorável aos EUA. A CNI afirma que, desde 2025, as vendas de bens industriais aos EUA caíram 8,7%, afetando especialmente aço, ferro, celulose e derivados de petróleo. Fiesp, Abimaq, Abicalçados e Unica também criticaram a medida, destacando perda de competitividade e impactos sobre setores estratégicos, especialmente máquinas, calçados e etanol.

 

EUA NA DEPENDÊNCIA DO MÉXICO EM TECNOLOGIA AVANÇADA


O avanço da inteligência artificial nos Estados Unidos impulsionou as exportações mexicanas de tecnologia avançada, ampliando a dependência americana de equipamentos produzidos no México. Entre janeiro e abril, o México triplicou as vendas desses produtos aos EUA em relação ao mesmo período de 2025. As exportações superaram US$ 50 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 2,23 bilhões. O setor passou a responder por mais de 30% das exportações mexicanas aos EUA, superando a indústria automobilística, afetada pelas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. Segundo o governo mexicano, a demanda por equipamentos para IA explica o crescimento. Entre os produtos mais procurados estão chassis que abrigam placas de processamento para centros de dados.

O estado de Jalisco, conhecido como "Vale do Silício mexicano", concentra grandes fabricantes e startups do setor. A Foxconn, parceira da Nvidia, anunciou investimento de US$ 137 milhões em subsidiárias mexicanas e prevê dobrar sua produção ligada à IA em 2026. Outra empresa, a Flextronics, ampliou sua capacidade produtiva diante da explosão da demanda. O crescimento ocorre enquanto EUA, México e Canadá renegociam o USMCA. Trump quer reduzir o déficit comercial e ampliar a produção em território americano. Washington também busca limitar o uso de tecnologia asiática na América do Norte, mas analistas avaliam que tarifas podem prejudicar o desenvolvimento da IA e comprometer a competitividade dos EUA no setor. 

EX-MINISTRA MORREU ATACADA COM MATELO


A ex-ministra conservadora britânica Ann Widdecombe morreu após ser atacada com um martelo por um invasor em sua casa, em Dartmoor, segundo promotores do Reino Unido. 
O Tribunal Penal de Londres classificou o crime como um ataque "planejado e direcionado". Joshua Kerry, de 28 anos, é acusado de invadir a residência enquanto a ex-política almoçava. Segundo a acusação, ele desferiu 21 golpes de martelo na cabeça da vítima.
A causa da morte foi traumatismo provocado por objeto contundente. O suspeito permaneceu na casa por cerca de dois minutos antes de fugir. Preso três dias depois em South Yorkshire, ele também foi detido com base na Lei Antiterrorismo. Kerry compareceu à Justiça, confirmou sua identidade e segue preso preventivamente. Nova audiência está marcada para 9 de outubro, antes do julgamento.

O corpo de Widdecombe foi encontrado pelo jardineiro um dia após o crime. Ela tinha 78 anos e era porta-voz do partido Reform UK, de Nigel Farage. Deputada conservadora entre 1987 e 2010, foi ministra nos governos de John Major. Também ganhou notoriedade ao participar do programa "Strictly Come Dancing", da BBC. Defensora do Brexit, integrou o Parlamento Europeu pelo Partido do Brexit. A polícia investiga se o assassinato teve motivação política ou terrorista. A unidade antiterrorismo assumiu as investigações, que continuam em andamento. 

OEA E EUA CONTRA A CONTINUIDADE DE ORTEGA


Os Estados Unidos e a Organização dos Estados Americanos (OEA) condenaram a decisão do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, de acabar com as eleições no país. Para Washington, a medida aprofunda a repressão e representa uma escalada autoritária. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo Donald Trump e a comunidade internacional não permanecerão inertes diante da ditadura de Ortega e Rosario Murillo. Segundo ele, o anúncio revela medo da vontade popular e confirma o caráter autoritário do regime. Rubio defendeu uma ação internacional coordenada para impedir que o governo nicaraguense continue ignorando as críticas. O secretário-geral da OEA, Alberto Ramdin, declarou que a Nicarágua abandonou definitivamente a democracia. Para ele, a eliminação das eleições nega ao povo o direito de escolher seus governantes e ameaça a estabilidade do continente.

O líder oposicionista Félix Maradiaga considerou a reação dos EUA oportuna e disse que Ortega só responde quando enfrenta custos políticos e econômicos. Ele defendeu sanções ao regime, proteção aos presos políticos e uma declaração formal da OEA reconhecendo a ilegitimidade do governo. O analista Enrique Sáenz criticou a OEA por condenar violações de direitos humanos e, ao mesmo tempo, permitir que a Nicarágua assumisse a presidência da Associação de Estados do Caribe, classificando a situação como contraditória. 

TRUMP QUER INFANTINO COMO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deseja que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, dispute o cargo de secretário-geral da ONU, segundo o New York Post. O mandato do atual secretário-geral, António Guterres, termina em dezembro deste ano. Trump avalia que Infantino possui prestígio internacional e capacidade de articulação para liderar a organização. A aproximação entre ambos se fortaleceu durante o Mundial de Clubes de 2025 e a Copa do Mundo de 2026, realizados na América do Norte. O enviado especial dos EUA, Paolo Zampolli, afirmou que a experiência de Infantino à frente da Fifa o credencia para o cargo. 

Apesar das especulações, o dirigente suíço não comentou o assunto e mantém o plano de disputar a reeleição à presidência da Fifa, prevista para março do próximo ano. Caso aceitasse a função na ONU, teria uma redução significativa de salário. Para assumir o cargo, o candidato precisa ser recomendado pelo Conselho de Segurança e aprovado pela Assembleia Geral da ONU. Entre possíveis concorrentes estão Michelle Bachelet e Rafael Grossi. Desde que voltou à Casa Branca, Trump tem reduzido o apoio dos EUA à ONU, retirando o país de organismos como a OMS e a Unesco. 

PRESIDENTE DA UCRÂNIA DEMITE CHEFE DAS FORÇAS ARMADAS


Após seis dias de protestos, o presidente da Ucrânia,
Volodimir Zelenski demitiu ontem, 21, o chefe das Forças Armadas, Oleksandr SirskiiNo comando desde o início de 2024, Sirskii será substituído pelo general Mikhailo Drapatii, de 44 anos. Os protestos começaram na quinta-feira (16) em Kiev e outras cidades. Manifestantes também pediam o retorno do ex-ministro da Defesa Mikhailo FedorovFedorov ganhou prestígio pelos ataques com drones e mísseis contra a Rússia. Sua demissão foi atribuída a disputas com Sirskii e ao crescimento de sua influência política. Sirskii era criticado por adotar táticas de alto custo humano. Cartazes o responsabilizavam por elevadas baixas entre soldados ucranianos. Zelenski afirmou que a ofensiva de longo alcance continuará sob Drapatii.

Fedorov recebeu convite para um cargo na área de tecnologia, mas ainda não respondeu. A troca amplia a disputa interna pelo poder em Kiev. Sirskii havia substituído Valeri Zalujni, outro militar popular. Drapatii ganhou destaque ao conter uma ofensiva russa em Kharkiv. Enquanto isso, a guerra se intensificou no mar Negro. A Rússia atacou instalações portuárias em Odessa e embarcações na região. Moscou também restringiu áreas de ancoragem no mar de Azov após ataques ucranianos. Segundo a ONU, o primeiro semestre de 2026 foi o mais letal para civis ucranianos desde 2022.