Uma investigação sobre uma suposta fraude contábil no banco Digimais colocou sob escrutínio os negócios do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. A instituição é investigada por suspeita de inflar ativos para esconder problemas financeiros, o que levou ao cumprimento de mandados contra executivos e ao bloqueio de cerca de R$ 670 milhões em bens. A Igreja Universal afirma que Macedo não integra a administração do Digimais e que a gestão é responsabilidade exclusiva dos executivos do banco. A instituição financeira informou que não comentaria a investigação. O caso reacende o debate sobre o império empresarial de Macedo, que inclui o Grupo Record, além de reforçar sua influência religiosa e política. Fundador da Universal, ele lidera uma das maiores igrejas evangélicas do país e já apoiou diferentes grupos políticos ao longo das últimas décadas.
Macedo adquiriu participação no banco em 2009 e assumiu o controle total em 2020, quando a instituição passou a se chamar Digimais. Neste ano, o banco enfrentou dificuldades financeiras, precisou de aporte de capital e negocia uma possível venda ao BTG Pactual. Recentemente, o Digimais também passou por uma troca no comando, com Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, assumindo a presidência da instituição.
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