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quarta-feira, 8 de julho de 2026

INVESTIGAÇÃO NO BANCO DIGIMAIS DE EDIR MACEDO


Uma investigação sobre uma suposta fraude contábil no banco Digimais colocou sob escrutínio os negócios do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. A instituição é investigada por suspeita de inflar ativos para esconder problemas financeiros, o que levou ao cumprimento de mandados contra executivos e ao bloqueio de cerca de R$ 670 milhões em bens. A Igreja Universal afirma que Macedo não integra a administração do Digimais e que a gestão é responsabilidade exclusiva dos executivos do banco. A instituição financeira informou que não comentaria a investigação. O caso reacende o debate sobre o império empresarial de Macedo, que inclui o Grupo Record, além de reforçar sua influência religiosa e política. Fundador da Universal, ele lidera uma das maiores igrejas evangélicas do país e já apoiou diferentes grupos políticos ao longo das últimas décadas.

Macedo adquiriu participação no banco em 2009 e assumiu o controle total em 2020, quando a instituição passou a se chamar Digimais. Neste ano, o banco enfrentou dificuldades financeiras, precisou de aporte de capital e negocia uma possível venda ao BTG Pactual. Recentemente, o Digimais também passou por uma troca no comando, com Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, assumindo a presidência da instituição. 

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