A alegação de que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos poderia abrir caminho para uma ação militar no Brasil foi considerada "absurda" pelo governo do presidente Donald Trump. Em comunicado ao G1, o Departamento de Estado afirmou que a medida busca proteger a população norte-americana da atuação dessas facções, que, segundo Washington, já operam em território dos EUA. A resposta rebate documento enviado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, à Câmara dos Deputados, no qual o Itamaraty alerta que a classificação pode servir de pretexto para intervenções militares e gerar sanções econômicas contra o Brasil.
O chanceler também argumenta que a designação permite a adoção de medidas administrativas e judiciais unilaterais contra pessoas, empresas e organizações brasileiras, mesmo sem vínculos diretos com os EUA. Na semana passada, o governo norte-americano aplicou as primeiras sanções relacionadas à medida, atingindo dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com o PCC. As restrições incluem bloqueio de bens sob jurisdição dos EUA e proibição de transações com os alvos. Os brasileiros sancionados são Vitor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.
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