O economista Gustavo Pessoa afirmou que a operação do Pix pelo Banco Central pode gerar debates sobre governança, mas não justifica tarifas comerciais. Os especialistas sugeriram maior cooperação entre Brasil e Estados Unidos, incluindo uma futura integração entre o Pix e o FedNow, sistema de pagamentos instantâneos do Federal Reserve. Segundo eles, a interoperabilidade reduziria custos e facilitaria transações entre empresas dos dois países. A investigação do USTR também questiona políticas brasileiras sobre desmatamento, etanol, propriedade intelectual e comércio digital e embasa a proposta de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. As audiências continuam nesta terça-feira (7), com expectativa de participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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terça-feira, 7 de julho de 2026
GOVERNO DOS EUA CONTRA O PIX
Especialistas brasileiros e americanos defenderam ontem, 6, em audiência do USTR, o Pix contra acusações do governo dos EUA de que o sistema favorece de forma injusta o Banco Central e prejudica empresas americanas. O especialista Vinícius Nunes Pinto abriu seu depoimento relatando ter recebido, na Flórida, um cheque de um centavo enviado pelo correio, exemplo dos custos e da lentidão dos meios tradicionais de pagamento. Participante da criação do Pix, ele afirmou que o sistema é uma infraestrutura pública que amplia a concorrência, reduz custos e estimula a inovação. Segundo Pinto, o Pix impulsionou o consumo de serviços de empresas americanas de tecnologia, comércio eletrônico, transporte e streaming no Brasil. A americana Melinda St. Louis, da Public Citizen, também defendeu o Pix, comparando-o a uma infraestrutura pública, como estradas e redes elétricas. Ela destacou que empresas dos EUA continuam atuando normalmente no mercado brasileiro e citou o Google como um dos principais iniciadores de transações no sistema.
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