A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por seis votos a três, que os estados podem manter leis que proíbem estudantes transgênero de competir em equipes esportivas femininas nas escolas. A decisão envolve casos de Idaho e Virgínia Ocidental e fortalece normas semelhantes em cerca de 27 estados. A maioria conservadora entendeu que a Constituição permite aos estados estabelecer essas restrições. No voto vencedor, o ministro Brett Kavanaugh afirmou que legisladores e autoridades educacionais são os mais aptos a definir regras sobre questões médicas, científicas e esportivas. O julgamento reforça a predominância conservadora da Corte, que tem seis ministros indicados por presidentes republicanos, três deles nomeados por Donald Trump.
O tema é uma das principais bandeiras de Trump. Em 2025, ele assinou decreto autorizando o corte de recursos federais para escolas que permitissem atletas trans em equipes femininas. O governo também defendeu as leis estaduais durante o processo. A decisão cria um precedente nacional e amplia uma série de julgamentos favoráveis às políticas do governo Trump sobre pessoas trans, incluindo restrições a tratamentos para menores, serviço militar e passaportes. Após o julgamento, Trump comemorou na Truth Social, chamando o resultado de uma "grande vitória". A Casa Branca também celebrou a decisão nas redes sociais com a frase: "Nada de homens em esportes femininos".
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