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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

MÉDICO QUE COBRAVA DE PACIENTES DO SUS É CONDENADO

📌 Justiça em ação no Paraná: o médico ortopedista Lucas Saldanha Ortiz foi  condenado a 10 anos de prisão em regime fechado em Toledo, no oeste do  estado, após ser considerado culpadoA Justiça do Paraná condenou o ortopedista Lucas Saldanha Ortiz a dez anos de reclusão, em regime fechado, por cobrar dinheiro de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A sentença acolheu denúncia do Ministério Público estadual, que apontou a realização de procedimentos custeados exclusivamente pelo SUS.  Denunciado pela 4ª Promotoria de Justiça de Toledo, no Oeste do Estado, o médico foi condenado por corrupção passiva, praticada 11 vezes entre 2015 e 2017. Ele também deverá pagar 250 dias-multa, cada um equivalente a meio salário mínimo da época dos fatos. Segundo as investigações, o ortopedista solicitava de pacientes ou familiares valores entre R$ 50 e R$ 200 durante consultas ou cirurgias em hospitais de Toledo. Ele alegava que as quantias seriam destinadas ao pagamento de anestesista ou de serviços não cobertos pelo SUS. De acordo com o Ministério Público, muitos pacientes não tinham condições de pagar e chegaram a contrair dívidas.

Nos autos, o médico afirmou que cobrava uma taxa de R$ 50 para repassar ao instrumentador cirúrgico, profissional que, segundo ele, não era disponibilizado pelo hospital. Disse que, em cirurgias maiores, precisava de dois instrumentadores e que os valores não eram para benefício próprio. Relatou que nunca deixou de operar pacientes, inclusive em casos de urgência e emergência, quando não fazia qualquer cobrança. Afirmou que pagava instrumentador terceirizado por ato cirúrgico e que o hospital não oferecia a estrutura necessária. O réu declarou que recebia valores baixos do SUS e que chegou a acionar judicialmente o hospital para receber repasses atrasados. Sustentou que jamais se apropriou das quantias cobradas e que informava previamente os pacientes sobre o custo. Também alegou que o Hospital Bom Jesus não fornecia instrumentador cirúrgico nem condições técnicas adequadas para os procedimentos, situação que, segundo ele, persiste até hoje. 

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