O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu ontem, 9, uma segunda denúncia de assédio contra o ministro Marco Aurélio Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso tramita sob sigilo rigoroso para preservar as investigações e a identidade das vítimas. A nova denúncia agrava a situação do ministro, que já era investigado por um episódio ocorrido em 9 de janeiro, em Balneário Camboriú (SC). A primeira vítima, uma jovem de 18 anos, acusou Buzzi de importunação sexual durante um banho de mar. O ministro é alvo de procedimentos no CNJ, no Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao foro privilegiado, e de sindicância interna no STJ. Caso as denúncias sejam comprovadas, ele pode ser punido com aposentadoria compulsória.
Desde que o caso veio à tona, Buzzi solicitou licença médica de 10 dias e está internado em hospital de Brasília. Paralelamente, pessoas próximas ao ministro são investigadas pela Polícia Federal por suspeita de venda de decisões judiciais. A Corregedoria do CNJ informou que realizou oitiva de possível nova vítima e abriu outra reclamação disciplinar. A defesa do ministro nega as acusações, aponta irregularidades processuais e critica vazamentos de informações.
Nenhum comentário:
Postar um comentário