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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

RADAR JUDICIAL

Chefe do instituto que mede a inflação na Argentina renuncia | G1RENÚNCIA NO GOVERNO MILEI

O chefe do Indec, órgão que mede a inflação, Marco Lavagna, renunciou ontem, 2, ao cargo que ocupava desde 2019, segundo fonte da instituição. A saída ocorre dias antes da divulgação do novo índice de inflação, prevista para 10 de fevereiro, já com metodologia atualizada. Os motivos da renúncia não foram divulgados oficialmente. Representantes dos trabalhadores classificaram a saída como surpreendente e cobraram independência do instituto em relação ao poder político. Lavagna é economista ligado ao peronismo e a Sergio Massa. Sua permanência no Indec sob o governo Milei foi vista como sinal de credibilidade. A inflação caiu de 211,4% em 2023 para 31,5% em 2025. Apesar disso, houve alta mensal de 2,8% em dezembro. A nova metodologia atualiza a cesta de consumo e segue padrões internacionais. 

Operação Overclean: prefeito de Riacho de Santana retorna ao cargo após  mais de 100 dias de afastamento - Farol da BahiaPREFEITO RETORNA AO CARGO

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou ontem, 2 o retorno do prefeito de Riacho de Santana (BA), João Vitor (PSD), ao cargo. Ele estava afastado há 109 dias no âmbito da 8ª fase da Operação Overclean. A investigação apura suspeitas de desvios de emendas parlamentares. Após a decisão, João Vitor comemorou o retorno ao Executivo municipal. Em declaração, disse que “a justiça foi feita” após cerca de 110 dias de espera. O prefeito afirmou ter mantido a consciência tranquila durante o afastamento. Segundo ele, a população acompanhou o período difícil vivido por sua gestão. João Vitor declarou que volta para cumprir o mandato conferido nas urnas. O prefeito também é citado como sócio do deputado Dal Barreto (União). Dal Barreto é outro alvo da Operação Overclean na Bahia. Durante o afastamento, a prefeitura foi comandada pelo vice Tito Eugênio (Podemos).

FacebookTRUMP QUER INDENIZAÇÃO DE US$ 1 BILHÃO

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ontem, 2, que seu governo quer uma indenização de US$ 1 bilhão da Universidade de Harvard. A declaração foi feita após o New York Times relatar concessões obtidas pela instituição nas negociações com o governo. “Estamos buscando US$ 1 bilhão e não queremos mais ter nada a ver com Harvard”, escreveu Trump na plataforma Truth Social. Integrantes do governo acusam Harvard e outras universidades de promover a ideologia “woke” e de falhar na proteção a estudantes judeus em atos pró-Palestina. Críticos veem uma campanha de pressão contra universidades liberais. Segundo o NYT, Trump retirou a exigência anterior de US$ 200 milhões. Antes, o presidente dizia negociar um acordo de até US$ 500 milhões, incluindo a criação de escolas profissionalizantes, proposta depois rejeitada.

TRUMP NEGA ENVOLVIMENTO COM EPSTEIN

O presidente dos EUA, Donald Trump, negou ontem, 2, em postagem na Truth Social, ter sido amigo do ex-financista Jeffrey Epstein. Epstein foi pivô de um escândalo sexual envolvendo menores e morreu na prisão em 2019. Trump afirmou que o autor Michael Wolff e o próprio Epstein teriam conspirado para prejudicar seu mandato. Na publicação, chamou Wolff de “canalha” e disse que não frequentou a ilha do magnata no Caribe. “Nunca fui à ilha infestada de Epstein”, escreveu, atacando democratas e doadores. O republicano ameaçou processar opositores que o associam ao caso. Wolff, jornalista e autor de livros sobre Trump, aparece citado nos arquivos da investigação. Documentos divulgados no fim de 2025 indicam trocas de e-mails entre Wolff e Epstein. Em mensagem de 2019, o financista afirmou que Trump “sabia” sobre as “garotas”. Wolff disse, em 2024, ter entrevistado Epstein para o livro “Fogo e Fúria”. O Departamento de Justiça divulgou na sexta (30/1) mais de 3 milhões de páginas do caso.
Epstein morreu no Centro de Detenção Metropolitano de Nova York enquanto aguardava julgamento.

BOLSONARO E OUTROS PODEM PERDER PRISÕES ESPECIAIS 

Com a análise pelo Superior Tribunal Militar (STM) dos pedidos de perda de postos e patentes de Jair Bolsonaro e outros quatro réus condenados na trama golpista, surge a possibilidade de mudança no local das prisões. Bolsonaro está no 19º Batalhão da PM do DF, enquanto os generais Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Oliveira estão detidos em instalações militares no Rio e em Brasília. Caso sejam expulsos das Forças Armadas, em tese, deixariam de ter direito a permanecer nessas unidades. A decisão caberá ao ministro relator, que deve considerar o peso político de se tratar de um ex-presidente e generais. Diante da pressão sobre o STF, a tendência é evitar tensionamentos e manter os réus em instalações militares. A eventual expulsão também implica perda de salários, embora esposas e filhos mantenham direito à pensão, tema ainda em debate no Congresso.

Salvador, 3 de fevereiro de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

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