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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

REGRAS PARA MANIFESTAÇÃO DE JUÍZES NAS REDES SOCIAIS

Maioria dos juízes não vê importância em uso de redes sociais para  comunicação processualO primeiro julgamento do ano no plenário do STF, que discute regras para manifestações de juízes nas redes sociais, é visto pelo presidente da corte, Edson Fachin, como um termômetro da receptividade à criação de um código de conduta. A partir de hoje, 4, os ministros decidem se mantêm ou derrubam resolução do CNJ que fixa parâmetros para o uso de plataformas digitais, como restrições a posicionamentos político-partidários e à divulgação de fake news. A norma também recomenda evitar conteúdos que prejudiquem a imagem de independência, imparcialidade e integridade da magistratura ou a confiança no Judiciário. Fachin defende que o código ajude a resgatar a credibilidade do STF. Ele designou Cármen Lúcia como relatora da proposta, que deve ser analisada em sessão administrativa após as eleições.

A ação contra a resolução, proposta pela AMB em 2019, é relatada por Alexandre de Moraes. O julgamento começou em 2022, mas foi levado ao plenário presencial por pedido de Kassio Nunes Marques. Atenções se voltam a Moraes e Dias Toffoli, que já votaram a favor da norma, mas podem mudar de posição. Toffoli, quando presidia o CNJ, criou o grupo que discutiu o tema. Ministros divergem sobre o momento da iniciativa: críticos temem novos ataques ao STF, enquanto defensores veem a chance de reafirmar padrões éticos e recuperar a imagem da corte. 

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