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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

ESCOLAS CÍVICO-MILITARES EM QUESTIONAMENTO

Colégios militares, cívico-militares e da polícia: veja quantos são no país  e entenda as diferenças entre eles | G1Casos recentes em escolas cívico-militares reacenderam o debate sobre o modelo e seus impactos na educação. Críticos apontam rigidez excessiva, falta de evidências de melhor desempenho escolar e episódios de violência envolvendo militares. Apesar disso, a promessa de disciplina e segurança continua atraindo muitos pais. Em Caçapava (SP), monitores escreveram palavras com erros de grafia na lousa, como “descançar” e “continêcia”. O caso, gravado em vídeo, gerou repercussão nas redes. O governador Tarcísio de Freitas defendeu os monitores, afirmando que eles não exercem função pedagógica, mas orientam postura e disciplina. Especialistas em educação alertam que o episódio pode indicar falhas na seleção dos militares, que não possuem formação pedagógica. No modelo, professores cuidam do ensino e da gestão escolar, enquanto militares monitoram alunos, muitas vezes com salários superiores ao piso docente.

O Ministério da Educação informou que não mantém mais vínculo com escolas cívico-militares desde o fim do programa federal em 2023, cabendo aos estados a responsabilidade pelas unidades que seguem o modelo. No Paraná, investigações revelaram denúncias de abuso sexual contra estudantes, resultando em demissões. Mesmo assim, governos estaduais afirmam ter altos índices de aprovação entre pais e professores. Entidades educacionais e organismos internacionais criticam o modelo, alertando para impactos negativos na democracia, na infância e no pensamento crítico. Em 2025, a ONU recomendou que o Brasil proíba a militarização das escolas públicas. 

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