Pesquisar este blog

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

TRUMP PODE ANEXAR GROENLÂNDIA

Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos, manifestou o desejo de  anexar o Canadá e a Groenlândia ao território do país. 🇺🇸 Em uma  publicação nas redes sociais, Trump exibiu um mapaDepois de semanas de pressão e ameaças tarifárias para anexar a Groenlândia, Donald Trump afirmou, no dia 21, ter fechado um acordo com a Otan sobre a ilha. Quase 20 dias depois, porém, os termos seguem desconhecidos. Líderes europeus como Emmanuel Macron, Friedrich Merz e Mette Frederiksen intensificaram encontros em apoio à soberania dinamarquesa. Trump, envolvido em disputas internas sobre o orçamento dos EUA, deixou o tema em segundo plano. Passou a focar em redes sociais e declarações sobre Irã, Venezuela e alegações infundadas sobre as eleições de 2020. Na quarta (4), a União Europeia retomou negociações comerciais com Washington, suspensas após o episódio da Groenlândia. O gesto foi visto como sinal de arrefecimento das tensões. Ainda assim, o tema preocupa capitais europeias. Governos discutem como dissuadir os EUA de uma eventual invasão da ilha.

Segundo o analista Carlo Masala, a Europa não reagiria militarmente. “Ninguém quer uma guerra contra os EUA”, afirma. Mesmo com 70 mil soldados americanos na Europa, a presença dificilmente seria questionada. Para Masala, retirar tropas dos EUA seria arriscado. A Europa não estaria pronta para se defender sozinha de uma ameaça russa. Hoje, cerca de 35 mil soldados americanos estão na Alemanha. Há também armas nucleares dos EUA em países como Alemanha, Itália e Holanda. Esse cenário explica a postura cautelosa de Berlim diante de Trump. A estratégia seria acomodar exigências para manter a proteção americana. Masala avalia que essa política chegou ao limite com a pressão sobre a Groenlândia. Trump seria imprevisível demais para acordos duradouros. O analista defende uma postura europeia mais firme. Afirma ainda que Washington deseja enfraquecer a União Europeia. Os EUA prefeririam negociar com países isolados, não com um bloco. Isso explicaria o apoio a partidos europeus de extrema direita. Após o caso Groenlândia, porém, esses grupos enfrentam rejeição popular. Para Masala, EUA veem a América Latina como quintal e a Europa como irrelevante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário