Uma publicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticando um esquiador norte-americano nos Jogos Olímpicos de Inverno gerou reação em cadeia entre atletas do país. Tudo começou quando Hunter Hess disse sentir “emoções mistas” ao representar os EUA neste momento. Segundo ele, vestir a bandeira não significa apoiar tudo o que acontece no país. Hess afirmou que há políticas com as quais não concorda e que muitas pessoas pensam o mesmo. Para o atleta, competir é mais sobre representar amigos, família e valores positivos dos EUA. Trump reagiu em uma postagem na rede Truth Social, no domingo (8). O presidente chamou Hess de “um grande perdedor”. Disse ainda que o atleta não deveria estar na equipe se não se sente representando o país. A declaração provocou críticas de vários atletas que disputam os Jogos de Inverno na Itália. A equipe feminina de snowboard halfpipe saiu em defesa de Hess. Chloe Kim afirmou que atletas têm direito de expressar suas opiniões. Maddie Mastro disse que não dá para ignorar o que acontece ao redor. Mikaela Shiffrin declarou que o esporte deve ser sobre união, não política. Gus Kenworthy criticou Trump por atacar atletas por opiniões políticas. Eileen Gu lamentou que o foco das Olimpíadas esteja nos comentários do presidente.
O Comitê Olímpico dos EUA declarou apoio aos atletas do Time EUA. O órgão afirmou que oferece suporte de saúde mental e segurança 24 horas por dia. Após a polêmica, Hess dobrou seus seguidores no Instagram. O esquiador voltou a se pronunciar na segunda-feira. Disse amar os EUA, mas que o país pode melhorar em alguns aspectos. Afirmou que tem liberdade para apontar isso. Hess agradeceu o apoio recebido nos últimos dias. Disse ainda que os Jogos são uma oportunidade de incentivar união. Aliados de Trump também criticaram o atleta. Katie Miller afirmou que Hess “odiava os EUA”. O deputado Tim Burchett mandou o esquiador “calar a boca”. Já Bernie Sanders disse que ninguém é obrigado a se curvar ao presidente.
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