Morgan McSweeney, chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, renunciou neste domingo (8) após forte pressão política provocada pela indicação de Peter Mandelson ao cargo de embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos. A crise se intensificou após a divulgação de novos documentos do Departamento de Justiça dos EUA que revelam a relação próxima de Mandelson com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Considerado o principal estrategista da vitória trabalhista nas eleições de 2024, McSweeney assumiu publicamente a responsabilidade pela nomeação. Em nota, afirmou que a decisão foi um erro que prejudicou o partido, o país e a confiança da população na política, classificando sua renúncia como a “única escolha honrosa”. Ele também destacou a importância de lembrar as vítimas de Epstein e defendeu que a indicação de Mandelson fosse completamente revista, apesar de reafirmar apoio a Starmer. Mandelson havia sido escolhido para o posto em dezembro de 2024, mas foi demitido meses depois, quando documentos revelaram que manteve amizade com Epstein mesmo após sua condenação em 2008.
O escândalo ganhou novas dimensões em janeiro, quando veio à tona que Mandelson compartilhou informações sigilosas do governo britânico com Epstein enquanto era ministro no governo Gordon Brown. Diante das revelações, ele anunciou sua saída da Câmara dos Lordes, mas a pressão política continuou. Starmer agradeceu publicamente a McSweeney, elogiando sua dedicação e papel central na vitória eleitoral. A oposição, porém, afirmou que a crise pode levar também à queda do primeiro-ministro, com críticas duras do líder do Reform UK, Nigel Farage.
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