A Polícia Civil de Goiás (PCGO), em parceria com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) e outras forças de segurança, deflagrou, ontem, 5, a Operação Lex Data para desarticular um esquema de inserção de mandados de prisão falsos em sistemas do Judiciário. O principal suspeito é um adolescente de 15 anos, morador do Distrito Federal, apontado como responsável por inserir ordens fraudulentas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Goiânia, Iporá e no DF. A investigação contou com apoio das polícias civis de Minas Gerais e Santa Catarina e apura fraudes cibernéticas interestaduais que atingiram o Banco Nacional de Medidas, Penas e Prisões (BNMP), do CNJ, e o sistema Projudi, do TJ-GO. Não houve prisões nesta fase, mas o adolescente prestou depoimento e confessou os crimes. Segundo a polícia, o acesso ocorreu por meio do uso indevido de credenciais de servidores públicos, obtidas de forma fraudulenta, possivelmente via links maliciosos ou vírus.
Com uma única credencial, foram realizadas 102 movimentações no sistema, incluindo inserções, alterações e exclusões de mandados. Em 20 de janeiro, os CPFs de Lula e Moraes foram inseridos indevidamente no BNMP, fraude identificada pelo CNJ. As autoridades afirmam que não houve invasão estrutural dos sistemas, e que os servidores cujas senhas foram usadas são considerados vítimas. As investigações indicam ainda que o esquema visava beneficiar integrantes de facções criminosas, com a baixa de mandados, emissão de alvarás de soltura e liberação de bens. O adolescente levava vida de luxo e estava fora da escola havia dois anos. As fraudes, segundo os órgãos, foram detectadas e corrigidas a tempo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário