Referência no desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, a pesquisadora Sue Ann Clemmens, da Universidade de Siena, afirma que a inteligência artificial pode ser decisiva para prevenir novas pandemias. Ela participará do Rio Innovation Week. Enquanto especialistas defendem inovação, o setor de vacinas enfrenta turbulência nos Estados Unidos. Empresas como a Moderna reduziram estudos e cortaram funcionários após mudanças na política federal. A nomeação de Robert F. Kennedy Jr. para o Departamento de Saúde gerou preocupação no mercado, devido a seu histórico de críticas às vacinas. Sob o governo Donald Trump, contratos ligados à tecnologia de mRNA foram cancelados e recomendações de imunização revistas. A Food and Drug Administration recusou-se recentemente a analisar a vacina de mRNA contra a gripe da Moderna, citando falhas no estudo. Executivos como Albert Bourla, da Pfizer, criticaram a retórica considerada anticientífica. Grandes farmacêuticas como Sanofi e Merck mantêm operações, mas relatam queda nas vendas. Empresas menores suspenderam projetos e demitiram trabalhadores, refletindo a retração de investimentos.
A redução nas taxas de vacinação, inclusive contra gripe, atinge o menor nível em mais de uma década. Investimentos em vacinas de mRNA caíram significativamente em 2024, segundo dados do setor. Apesar do cenário adverso, seguradoras seguem cobrindo imunizações recomendadas. Líderes da indústria afirmam que as vacinas continuam essenciais e baseadas em evidências científicas. Para especialistas como Sue Ann Clemmens, novas tecnologias, incluindo IA, podem acelerar pesquisas, ampliar a vigilância epidemiológica e evitar futuras crises sanitárias globais.
O fundo de investimentos usado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para comprar parte da participação do ministro do STF Dias Toffoli no resort Tayayá movimentou R$ 35 milhões, segundo extratos obtidos pelo Estadão. Os aportes coincidem com a formação da sociedade entre o fundo e empresa ligada ao ministro. As datas também batem com mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro cobrando do cunhado, o pastor Fabiano Zettel, aplicações no empreendimento. Zettel era o único cotista do fundo Leal, que investia por meio do FIP Arleen — utilizado para adquirir a fatia da família Toffoli no resort em Ribeirão Claro (PR). Em 27 de setembro de 2021, o FIP Arleen tornou-se sócio das empresas do Tayayá. Na ocasião, comprou metade da participação de R$ 6,6 milhões em capital social da Maridt S.A., empresa da família Toffoli. O valor de R$ 3,3 milhões refere-se apenas ao capital social adquirido. Documentos indicam que o investimento total no empreendimento — avaliado em mais de R$ 200 milhões — chegou a R$ 35 milhões. Extratos mostram que, em outubro e novembro de 2021, Zettel aportou R$ 20 milhões no fundo Leal, que repassou valores semelhantes ao FIP Arleen.
QUATRO DIAS DE TRABALHO NA SEMANA

O cancelamento do tradicional Festival del Habano, realizado há 27 anos, virou símbolo da grave crise econômica em Cuba. Em 2025, o leilão do evento ainda arrecadou 16,4 milhões de euros, mas a população sofre com a escassez. Cerca de 9,6 milhões de cubanos enfrentam racionamento energético agravado por sanções dos EUA. Moradores relatam cozinhar com carvão e lenha e aumento de pessoas buscando comida no lixo. A população descreve sentimento generalizado de cansaço, desesperança e resignação. Além do bloqueio energético recente, pesa o embargo americano em vigor desde 1962. A economia cubana encolheu aproximadamente 5% no último ano. Washington ameaçou punir países que forneçam petróleo à ilha. O governo cubano reagiu com medidas de emergência para poupar recursos. Foram fechados hotéis e escolas e reduzida a jornada de trabalho. Universidades migraram para ensino remoto. Houve restrição no comércio de combustível e nas viagens entre províncias. A crise afeta hospitais, impedindo exames, cirurgias e radiografias.