A Polícia Federal pediu ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, a suspeição de Dias Toffoli como relator da investigação sobre o Banco Master, liquidado pelo Banco Central. O pedido se baseia em perícia no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que contém menções ao ministro e a outras autoridades com foro privilegiado. Fachin notificou Toffoli para que se manifeste. Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que o pedido é baseado em ilações e que a PF não tem legitimidade para requerer a suspeição, por não ser parte no processo, conforme o Código de Processo Civil. Informou ainda que o ministro apresentará resposta ao presidente da Corte. O conteúdo extraído do celular de Vorcaro está sob sigilo e foi entregue a Fachin pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. As mensagens reforçariam suspeitas de proximidade entre o ex-banqueiro e Toffoli, levando Fachin a avaliar possível conflito de interesse. Toffoli já vinha sendo questionado desde o início das apurações. Um dos episódios foi sua viagem ao Peru, em jatinho de um empresário, acompanhado de pessoas ligadas ao caso. O ministro negou que tenham tratado do Banco Master.
Outro ponto de tensão ocorreu quando Toffoli marcou uma acareação entre Vorcaro, o ex-presidente do BRB e um diretor do BC. A PF considerou a medida um atropelo às investigações. Após impasse sobre a condução das perguntas, houve acordo para que fossem tratadas como sugestões. A acareação durou poucos minutos. No Senado, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Renan Calheiros, afirmou que o colegiado solicitará acesso ao material apreendido e a informações da investigação, inclusive sob sigilo. Após reunião com Fachin, disse que a comissão pode requisitar dados com base na legislação e defendeu que Vorcaro seja o primeiro a depor.

O Indec planejava estrear uma nova metodologia para calcular a inflação na Argentina, mas uma crise com o governo de Javier Milei suspendeu a mudança, levou à troca de comando e abriu uma crise interna no instituto. Ontem, 10, foi divulgado o IPC tradicional, com alta de 2,9% em janeiro, acima dos 2,8% de dezembro. Em 12 meses, a inflação acumulou 32,4%. A divulgação foi ofuscada pela suspensão da atualização da cesta de bens e serviços, baseada em pesquisa de 2017–2018. A metodologia atual usa dados de 2004. Em janeiro, alimentos e bebidas lideraram os aumentos (4,7%), puxados por carnes, verduras e legumes. Restaurantes e hotéis vieram em seguida (4,1%). Na Cidade de Buenos Aires, o índice local ficou em 3,1%, o maior desde março de 2025, influenciado por serviços ligados à temporada de verão. O novo IPC daria mais peso a habitação, energia, transporte e comunicações, e reduziria a participação de alimentos, bebidas, roupas e calçados. Também seria menos sensível ao câmbio e a preços internacionais.