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domingo, 7 de setembro de 2025
O MUNDO ASSISTE PASSIVAMENTE A DESTRUIÇÃO DE GAZA
Israel bombardeou e destruiu ontem, 6, mais um arranha-céu no sudoeste da Cidade de Gaza, após ordenar a retirada dos moradores. É o segundo prédio derrubado em dois dias; na sexta-feira (5), outro edifício também desmoronou após ataque aéreo. A ofensiva integra o plano do governo israelense, aprovado no mês passado, para expandir o controle sobre a capital do território palestino. Vídeos mostram a torre Soussi, de 15 andares, colapsando e levantando uma nuvem de poeira. O Exército afirma que os prédios eram usados pelo Hamas. Testemunhas confirmaram que a torre atingida neste sábado era a Soussi. O ministro da Defesa, Israel Katz, publicou os vídeos com a mensagem: “Continuamos”. Na véspera, ele havia escrito: “Começamos”. Netanyahu justifica que a capital é reduto do Hamas e deve ser conquistada. A ofensiva ameaça deslocar centenas de milhares de palestinos.
Antes da guerra, a Cidade de Gaza abrigava cerca de 1 milhão de pessoas. Israel orientou civis a se retirarem para Khan Yunis, apontada como “zona humanitária”. Bombardeios seguem intensos e tropas já avançam para o centro da cidade. Alguns moradores afirmam que não querem ser deslocados novamente. Na sexta, o Hamas divulgou vídeo de dois reféns israelenses capturados em 2023. Um deles afirmou estar em Gaza com outros reféns e temer ser morto. O Exército declarou já controlar 40% da capital e promete intensificar a ofensiva. A guerra começou em outubro de 2023, após ataque do Hamas a Israel. Desde então, cerca de 63 mil pessoas morreram em Gaza, segundo autoridades locais. A ONU alerta para fome provocada pelo conflito, acusação rejeitada por Israel.
TRUMP ABRAÇA OS DITADORES
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| Trump e Kim Jong-un |
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira, 5, que impôs tarifas de 50% sobre o Brasil porque o país estaria “fazendo algo muito infeliz” e teria se tornado “radicalmente à esquerda”. Segundo ele, embora mantenha boa relação com o povo brasileiro, o governo atual estaria prejudicando o país e conduzindo-o de forma equivocada. As tarifas, que entraram em vigor em 6 de agosto, não atingiram alguns produtos estratégicos, como derivados de petróleo, ferro-gusa, itens de aviação civil — o que beneficiou a Embraer — e suco de laranja, que representam cerca de 43% das exportações. Trump disse que a sobretaxa é uma resposta ao que considera uma “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro e às decisões do ministro Alexandre de Moraes, que já foi alvo de sanções dos EUA. A declaração ocorreu durante entrevista no Salão Oval, em resposta a uma pergunta sobre sanções a delegações que participarão da Assembleia-Geral da ONU.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou a medida e disse que não é hora de telefonar para Trump sobre as tarifas. Segundo Lula, Trump não estaria disposto ao diálogo, e os EUA têm adotado uma postura política em relação ao Brasil. Ele destacou que ministros como Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Mauro Vieira estão encarregados de tratar do tema. Enquanto isso, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento da trama golpista de 2022. O processo pode levar, pela primeira vez na história, à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de generais acusados de tentativa de golpe. Na primeira semana, houve a leitura do relatório, a acusação da Procuradoria-Geral da República e a defesa dos réus. A sessão será retomada na próxima terça-feira (9) com os votos dos ministros do STF.
TARIFAÇO SAIU PELA CULATRA: "BRASIL UM GIGANTE NAS EXPORTAÇÕES"
A balança comercial brasileira fechou agosto com superávit de US$ 6,133 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O presidente da Apex, Jorge Viana, avaliou os números como positivos e disse que o Brasil “segue um gigante nas exportações”, mesmo após o tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump. Apesar da queda de 18% nas vendas para os EUA, houve crescimento em outros mercados. Com a China, o aumento foi de 31%; no Mercosul, de quase 28%. As exportações para o Reino Unido subiram 11% em agosto. Para o México, o avanço foi de 43,82%. Para a Argentina, o crescimento foi de 40,37%. Já para a Índia, as vendas aumentaram 58%.
Em contrapartida, houve recuos significativos. As exportações para a Bélgica caíram 43,8%.
Para a Espanha, a queda foi de 31,3%. A Coreia do Sul registrou retração de 30,44%. Já Singapura teve redução de 17,1%. No caso dos Estados Unidos, a queda foi de 18,5% no mês. De janeiro a agosto, o Brasil exportou US$ 227,6 bilhões. O resultado representa alta de 0,5% em relação a 2024. Esse valor é recorde para os primeiros oito meses da série histórica. As importações somaram US$ 184,8 bilhões no período. A corrente de comércio totalizou US$ 412,4 bilhões, também recorde.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 7/9/2025
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Governo Lula estuda a volta do horário de verão ainda em 2025
Suspenso em 2019, no primeiro ano da gestão Bolsonaro, o horário de verão era utilizado desde 1931
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
O código contra-ataca: IA é a 1ª revolução digital a afetar os próprios profissionais de tecnologia
Funções agora são feitas por inteligência artificial. Programadores, engenheiros e cientistas devem ser mais atingidos
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Eleições na província de Buenos Aires são 1º grande teste de Milei após escândalo
Comandada pelos peronistas, província mais importante do país vai eleger deputados e senadores no domingo Peronismo tenta se posicionar para
nacionais de outubro, em meio a suposto esquema envolvendo
irmã do presidente
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Professor universitário é morto a tiros ao voltar do trabalho em SP
Mário Eugênio Longato era docente e coordenador do curso de Segurança da Informação da Fatec São Caetano do Sul
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Trump ameaça intervenção militar em Chicago
Medida busca replicar a operação já realizada em Washington, onde o governo federal destacou tropas da Guarda Nacional para realizar detenções para deportações
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Empresa de manutenção do Elevador da Glória reage e diz e que "qualquer conclusão nesta fase seria "prematura"
Em comunicado, o advogado da MNTC – Serviços Técnicos de Engenharia afirma que a empresa está a colaborar com as autoridades para determinar a causa do acidente desde o primeiro momento.
sábado, 6 de setembro de 2025
RADAR JUDICIAL
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou hoje, 5, a criação de uma lista de países que, segundo Washington, promovem “detenções injustas” de cidadãos americanos. A medida, formalizada em decreto, prevê sanções severas, semelhantes às aplicadas a nações acusadas de patrocinar o terrorismo. Os países designados como “patrocinadores de detenções injustas” poderão sofrer restrições econômicas, controles de exportação e até proibição da entrada nos EUA de autoridades envolvidas. O Departamento de Estado também poderá impor limites às viagens de cidadãos americanos a esses destinos, como já ocorre com a Coreia do Norte.
Embora o governo não tenha divulgado nomes, um funcionário citado pela AFP afirmou que China, Irã e Afeganistão estão sob análise, acusados de praticar a chamada “diplomacia de reféns”. Segundo o assessor presidencial Sebastian Gorka, “os cidadãos americanos não serão usados como moeda de troca”. A proteção a presos no exterior tem sido prioridade da política externa dos EUA. Washington já negociou trocas de prisioneiros, como no caso da Rússia. De acordo com o governo, 72 americanos foram libertados durante a gestão Trump. O processo de identificação começa com a assistência consular e a avaliação se a prisão é motivada politicamente ou usada como barganha diplomática. No governo Biden, houve avanços: a China libertou todos os americanos que Washington considerava detidos injustamente, após flexibilização de restrições de viagem.
A taxa de desemprego dos EUA subiu para 4,3% em agosto, ante 4,2% em julho, segundo o Departamento do Trabalho. Foram criados apenas 22 mil empregos fora do setor agrícola no mês, contra 79 mil em julho. Economistas previam 75 mil novas vagas, mas o resultado veio muito abaixo das expectativas. Foi a primeira vez desde a pandemia que o número de desempregados superou o de vagas abertas. O mercado de trabalho mostra crescimento quase estagnado, afetado por tarifas de importação e restrições à imigração. A fraqueza vem das contratações, com baixa rotatividade e poucas admissões ou demissões. Segundo Ernie Tedeschi, o crescimento atual é impulsionado por novas empresas. O cenário pressiona o Fed, que mantém a taxa de juros entre 4,25% e 4,5%. Donald Trump defende corte de três pontos percentuais nos juros. A decisão será discutida na reunião do Fed em 16 e 17 de setembro.
A segunda edição da NFL no Brasil ocorreu nesta sexta-feira (5), em Itaquera, unindo esporte e entretenimento. O evento contou com shows, fogos de artifício, pulseiras luminosas e a presença de celebridades como Neymar e Luciano Huck. Apesar da expectativa, Taylor Swift não apareceu, embora sua vinda tivesse sido divulgada. O gramado, alvo de críticas em 2024, foi elogiado após reforma e suportou bem a vitória do Los Angeles Chargers sobre o Kansas City Chiefs por 27 a 21. Ainda assim, houve vaia ao hino dos EUA, em meio à tensão diplomática gerada pelas tarifas de 50% impostas por Donald Trump ao Brasil. No intervalo, Karol G animou o público com sucessos de sua turnê, enquanto Ana Castela cantou o hino brasileiro. O transporte público funcionou em horário estendido, e a venda de cerveja foi liberada, algo incomum nos jogos nacionais.
SERVIDOR, ACUSADO DE VENDA DE DECISÕES
O Superior Tribunal de Justiça demitiu hoje, 5, o técnico judiciário Márcio José Toledo Pinto, acusado de integrar esquema de venda de decisões. Segundo o processo administrativo, ele modificava e vazava minutas para o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, suspeito de negociar resultados favoráveis em troca de propina. Pinto atuou nos gabinetes das ministras Isabel Galotti e Nancy Andrighi. A portaria de demissão afirma que ele usou o cargo para “lograr proveito pessoal ou de outrem” e revelou segredos funcionais, condutas proibidas por lei. O caso é investigado pela Polícia Federal desde o ano passado, com autorização do ministro Cristiano Zanin, do STF. As apurações já resultaram em afastamentos de magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A investigação começou a partir de informações no celular do advogado Roberto Zampieri, morto a tiros em Cuiabá em dezembro de 2023. Segundo a PF, dados encontrados no aparelho indicam que servidores do STJ teriam repassado informações sigilosas de gabinetes. Esses repasses eram usados para pressionar e extorquir terceiros. O acesso ao celular de Zampieri gerou disputa judicial, mas acabou liberado.
RELAÇÃO DE EMPREGO
A 11ª Câmara do TRT da 15ª Região reconheceu vínculo de emprego entre uma trabalhadora e empresa de bingo. Ela foi admitida em 17/10/2022 como gerente de cartonagem, também atuando em tarefas de limpeza. Na 2ª Vara de Campinas, seus pedidos foram negados sob o argumento de que a atividade de jogos é ilícita. No recurso, alegou que também prestava serviços lícitos, pedindo nulidade da sentença. A empresa admitiu prestação de serviços, mas não comprovou que eram eventuais. A relatora destacou que os serviços eram pessoais, diários e remunerados. Sem provas de que a autora trabalhava quando queria, ficou caracterizado o vínculo. A ilicitude do bingo não impede o reconhecimento da relação de emprego. Negar o vínculo seria perpetuar desigualdade de gênero e exploração da trabalhadora. O acórdão fixou vínculo de 17/10/2022 a 1º/3/2023, com salário de R$ 2.500,00.
TRIBUNAL CRIA VARA CONTRA FACÇÕES E CORRUPTOS
O Tribunal de Justiça de Mago Grosso, em sessão de quinta-feira, 4, criou a 3ª Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças, que julgará os crimes de tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e delitos conta a ordem tributária, econômica e de consumo.
Santana/Ba, 6 de setembro de 2025.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO
Marcos Augusto Gonçalves
Tarcísio sai do armário e se entrega à política golpista
Na tentativa de se cacifar na extrema direita, governador de São Paulo acaba com a fantasia de 'bolsonarista moderado'
Se restava alguma dúvida, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem dado renovadas demonstrações de seu alinhamento à extrema direita, juntando-se à ralé ideológica e moral bolsonarista, com direito ao que há de mais abjeto no centrão.
Nos últimos dias, em busca de se cacifar com os radicais, tendo em vista a ausência de Bolsonaro em 2026, o governador saiu do armário e rasgou a fantasia de que seria um improvável "bolsonarista moderado". No afã de agradar os seguidores de seu demiurgo, Tarcísio não tem feito por menos: declarou que, se eleito presidente, seu primeiro ato de governo (atenção, o primeiro!) será conceder indulto ao capitão golpista; afirmou também, em declaração alarmante, que não confia na Justiça brasileira (o que lhe valeu até um vexatório sabão em editorial do vetusto jornal O Estado de S. Paulo); engajou-se, ainda, na aventura de aprovar no Congresso um golpe contra a Justiça e a Constituição com a proposta delirante de uma "anistia ampla, geral e irrestrita".
Note-se que o mandatário já havia feito o papel ridículo de posar em suas redes sociais com o boné de Donald Trump; a seguir, em novo sinal de subordinação, rastejou diante do presidente dos EUA, em apoio às sanções tarifárias impostas ao Brasil.
Tarcísio conta com as indisfarçáveis simpatias de setores majoritários do mercado e do empresariado, com as suas correspondentes redes e câmaras de eco na opinião pública. São segmentos influentes que, em seu desespero para impedir novo mandato de Lula, topam tudo —o lixo golpista— por dinheiro. No caso, privatizações e corte de despesas sociais, com o objetivo de consumar um projeto de ajuste fiscal custeado pelos mais pobres.
O governante, como se sabe, não tem experiência política digna de nota e mal conhecia o estado. Foi um poste indicado por Jair Bolsonaro para pegar os paulistas. No governo, enfrenta dificuldades na segurança pública, que registra, entre outros problemas, uma disparada de mortes provocadas por policiais.
É também acossado por um escândalo de corrupção de grandes proporções na Fazenda estadual, e tem patinado na área educacional, com resultados medianos e a obsessão de instalar escolas cívico-militares como referência. Quanto a isso, aliás, o mandatário viu há pouco o TCE frustrar suas tentativas de usar verbas da Educação para pagamento de policiais militares, o que caracteriza desvio de finalidade. A fiscalização também apontou a inexistência de estudos prévios de impacto orçamentário e financeiro.
Não obstante a performance duvidosa, Tarcísio conta com alguma boa vontade de setores da população, embora mais da metade considere seu governo regular, ruim ou péssimo. Na fotografia atual, segundo o Datafolha, o governador perderia para Lula na disputa presidencial e empataria com Geraldo Alckmin no estado.
Errático, o personagem joga com dissimulações. Ora insinua que será postulante ao Planalto, ora que tentará de novo o Bandeirantes. Apesar da crescente movimentação do centrão para que se lance na campanha nacional, as incertezas no horizonte não são pequenas. Tarcísio corre o risco, em cenário periclitante, de perder a corrida presidencial e ver um adversário triunfar em São Paulo. Já pensou?
AÇÕES DE VALOR INFERIOR A R$ 100 MIL
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) recebeu um Projeto de Lei que autoriza a Procuradoria Geral do Estado (PGE) a desistir de ações em andamento de até R$ 100 mil e a não ajuizar execuções fiscais desse valor. A proposta, de nº 25.934/2025, foi protocolada nesta sexta-feira (5). Segundo o governador Jerônimo Rodrigues, a medida busca racionalizar a recuperação de créditos públicos, já que os custos de cobrança muitas vezes superam o valor recuperado. Ele destacou que o projeto atualiza o piso judicial para cobranças tributárias, adequando-o à realidade econômica e garantindo maior eficiência ao Estado. O texto permite ainda que a PGE condicione novas ações à existência de indícios de bens ou atividade econômica que viabilizem o pagamento.
O procurador-geral do Estado definirá critérios para essa análise, com base em princípios de racionalidade, economicidade e eficiência. O PL também revoga o parágrafo 1º do artigo 4º da Lei nº 13.729/2017, que obrigava os procuradores a consultar superiores antes de desistir de processos até R$ 100 mil. Com isso, os procuradores terão mais autonomia para encerrar ações de pequeno valor. O Executivo afirma que a mudança se alinha à Política de Consensualidade do Estado da Bahia, aprovada em 2024, que prioriza soluções alternativas e redução de custos judiciais e administrativos.
TRIBUNAIS GASTAM ALTOS VALORES EM OLIMPÍADAS
Nove Tribunais de Contas gastaram R$ 1,4 milhão para custear servidores e conselheiros que participaram das olimpíadas da categoria em Foz do Iguaçu, no fim de agosto. A programação incluiu hospedagem em resorts de luxo e disputas em diversas modalidades, de futebol a truco. Os tribunais bancaram inscrições, diárias, uniformes, fisioterapia e assessorias esportivas. A soma pode ser ainda maior, já que nem todas as cortes divulgaram dados completos. Organizado pela Associação Nacional Olímpica dos Servidores dos Tribunais de Contas (ANOSTC), o evento reuniu 1.716 atletas de 40 delegações. Desse total, 1.396 eram de tribunais brasileiros. O TCE-AM foi bicampeão e também líder em gastos: R$ 625 mil, incluindo R$ 442 mil em inscrições, R$ 51,6 mil em uniformes, R$ 58,2 mil em fisioterapia e R$ 59,7 mil em assessoria esportiva. A presidente Yara Lins acompanhou a delegação e celebrou o título. O TCM-PA gastou R$ 230,6 mil para 72 atletas e três conselheiros, hospedados em hotel de águas termais. O TCE-RO desembolsou R$ 156 mil em inscrições de 78 servidores, sob justificativa de “bem-estar”. O TCE-TO pagou R$ 297 mil em inscrições e R$ 17,4 mil em diárias de autoridades. Já o TCE-MT bancou diárias para preparativos, e o TCE-AL cobriu gastos de viagem em congresso técnico. O TCE-PE custeou R$ 16,7 mil em diárias de capacitação, mas atletas pagaram inscrições e hospedagens. O MPC-PA desembolsou R$ 38 mil para 10 atletas.
Muitos tribunais dispensaram servidores do ponto. No TCU, 72 participaram sem custos para a instituição, mas em junho o órgão gastou R$ 9,4 mil em diárias de preparativos. O ministro Augusto Nardes esteve na abertura. Outros tribunais alegaram que custos foram pessoais, com compensação de horas ou férias, como TCE-RS, TCE-SC e TCM-SP. Alguns conselheiros participaram pessoalmente, como no TCE-PB, mas sem transparência sobre despesas. Tribunais de Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Sergipe não responderam. Outros, como TCE-SP, TCE-ES e TCE-CE, não enviaram delegações.
TRUMP MUDA DE "DEPARTAMENTO DE DEFESA" PARA "DEPARTAMENTO DE GUERRA"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ontem, 5, ordem executiva para mudar o nome do Departamento de Defesa, conhecido como Pentágono, para “Departamento de Guerra”. A medida autoriza o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e outros integrantes da pasta a usarem títulos como “secretário de Guerra” em documentos oficiais. Segundo Trump, a mudança envia “uma mensagem de vitória e força” aos inimigos. “É um nome mais apropriado, considerando a situação atual do mundo”, disse. Hegseth comemorou e afirmou que a mudança busca “restaurar o espírito guerreiro” das Forças Armadas. “Vamos para a ofensiva, não só na defesa. Letalidade máxima”, declarou. Na prática, a alteração depende de aprovação do Congresso. Apesar disso, as redes sociais do Pentágono já exibem o novo nome.
Questionado sobre a exigência legal, Trump respondeu: “vamos seguir em frente”. Desde janeiro, o presidente tem promovido renomeações em locais e instituições. O Departamento de Defesa era chamado de Departamento de Guerra até 1949. Na época, o Congresso unificou Exército, Marinha e Força Aérea após a Segunda Guerra. A mudança simbolizava a prioridade de prevenir conflitos na era nuclear. Trump, no entanto, disse que foi resultado de “politicamente correto” e “woke”. Críticos consideram a proposta cara e uma distração desnecessária. Já Hegseth afirma que a alteração é mais que simbólica: trata-se de resgatar o espírito guerreiro. Trump defendeu que “a Defesa está muito defensiva” e precisa de postura ofensiva. No mês passado, ele já havia sugerido a mudança em discursos públicos. Para opositores, a medida não passa de estratégia política.
ISRAEL DESTRÓI PRÉDIO RESIDENCIAL
Um bombardeio israelense ontem, 5, derrubou um prédio residencial de 14 andares na Cidade de Gaza, o edifício Mushtaha, segundo maior da Faixa de Gaza. Ainda não há informações sobre vítimas. O Exército israelense confirmou o ataque e afirmou que o prédio era usado pelo Hamas para planejar operações. Segundo militares, medidas foram tomadas para reduzir riscos a civis. O ataque, registrado pela Reuters, utilizou três mísseis de precisão. As explosões atingiram a base do prédio, que desmoronou. A construção ficava próxima a um campo de refugiados com centenas de tendas. Centenas de palestinos presenciaram o ataque. Moradores relataram que outros arranha-céus também foram bombardeados na cidade.
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, informou que 30 pessoas morreram só nesta sexta-feira. Dessas, 20 estavam na Cidade de Gaza. Os ataques integram nova ofensiva terrestre israelense contra a maior cidade do território. Com mais de 1 milhão de habitantes, a área é considerada último reduto do Hamas. Israel declarou controlar 40% da cidade e prometeu ampliar a ofensiva. A guerra começou em 7 de outubro de 2023 com ataque do Hamas ao sul de Israel. Na ocasião, 1.200 pessoas foram mortas e 251 levadas como reféns.
Desde então, mais de 64 mil palestinos morreram, segundo autoridades de Gaza. Grande parte do enclave está em ruínas. A população enfrenta uma grave crise humanitária.
MILEI PERDE PODER
Em mais uma derrota para Javier Milei, o Senado argentino aprovou, na madrugada de ontem, 5, projeto que restringe o uso dos Decretos de Necessidade e Urgência (DNUs). A medida foi votada horas após os senadores derrubarem, pela primeira vez, um veto presidencial. O projeto, ainda pendente na Câmara, impõe limites a um governo que é minoria no Congresso e enfrenta crise com escândalos de corrupção ligados a Karina Milei. Assim, o Executivo acumula sua 20ª derrota consecutiva no Legislativo. A proposta determina que cada DNU precisará ser ratificado pelas duas Casas em até 90 dias. Caso não haja aprovação, o decreto será automaticamente revogado. Hoje, os DNUs valem até rejeição expressa do Congresso. Com a mudança, bastará uma das Casas rejeitar para que o decreto caia. O texto foi aprovado por 56 votos a favor, 8 contra e 2 abstenções, com apoio da oposição peronista. Também proíbe “leis-ônibus”, reuniões durante o recesso para tratar de DNUs e decreta vedação de reedição sobre matérias já rejeitadas.
A oposição acusa Milei de abusar dos DNUs em vez de negociar com o Congresso. Governo alega que a votação foi apressada e motivada por interesse em enfraquecer a Casa Rosada. Na mesma sessão, o Senado derrubou veto à Lei de Emergência para Pessoas com Deficiência. A lei atualiza taxas de serviços e cria pensão de 70% do benefício mínimo de aposentadoria. Foi a primeira vez que Milei teve um veto revertido pelo Congresso. As derrotas ocorrem às vésperas da eleição na província de Buenos Aires, no próximo domingo7. O cenário evidencia a fragilidade do governo no Parlamento. Em 26 de outubro, haverá renovação parcial das duas Casas legislativas. Com Milei nos EUA, a vice-presidente Victoria Villarruel presidiu a sessão. Governistas ficaram isolados, enquanto opositores usaram o escândalo na agência de deficiência para criticar cortes do governo.
TRUMP GOVERNA COMO QUER
A tradição política dos EUA sempre rejeitou o governo de um só homem, mas Trump governa por decreto, enviando tropas, impondo tarifas e intimidando adversários. Apesar da rejeição da maioria dos americanos, ele avança rapidamente, antes que instituições como a Suprema Corte possam reagir. O Partido Republicano o apoia quase incondicionalmente, transformando debates em disputas sobre o “verdadeiro significado” de suas palavras. Instituições independentes poderiam freá-lo, mas a competição entre elas dificulta a coordenação. Trump usa vingança e intimidação: críticos perdem cargos, enfrentam investigações ou represálias políticas. Diante disso, a oposição recai sobre os democratas, que se mostram desorganizados e divididos. Eles não sabem se devem radicalizar a linguagem, buscar o centro ou apostar na autenticidade. A base democrata se frustra, pois Trump é impopular, mas ainda mais popular que o próprio partido. No curto prazo, as eleições de meio de mandato podem impor limites, embora o gerrymandering reduza distritos competitivos. Uma Câmara democrata teria poder de fiscalização crucial contra abusos do Executivo. No longo prazo, porém, a marca democrata está enfraquecida.
Apesar de maior confiança em saúde, meio ambiente e democracia, perdem terreno em crime e imigração. Na eleição de 2024, Kamala Harris foi vista como mais extrema que Trump, prejudicando a legenda. A demografia também não favorece: republicanos crescem entre jovens e eleitores não brancos, enquanto democratas perdem a classe trabalhadora branca. Com apenas 40% dos adultos com diploma universitário, o apelo progressista tem alcance limitado. Os democratas ainda subestimam a habilidade de Trump em armar armadilhas políticas. Questões como cortes na ajuda externa, envio de tropas ou ataques a traficantes expõem dilemas difíceis. Ao denunciar abusos de poder, os democratas parecem apoiar criminosos ou gangues. O partido precisa responder por que muitos eleitores os veem como extremistas. Essa reflexão é central para enfrentar o risco de um governo cada vez mais personalista.
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