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sábado, 18 de julho de 2026

PROFESSORA PIONEIRA DE BRASÍLIA COMEMOROU 100 ANOS



A pioneira Wilma Péres Tredicci comemorou 100 anos no último dia 13 de julho, cercada por familiares em Taguatinga, onde vive desde 1960. Natural de Pouso Alto (MG), ela chegou a Brasília no ano da inauguração da capital, acompanhada do marido, do irmão e da cunhada, que receberam lotes vizinhos na cidade. Professora por vocação, Wilma iniciou a carreira na Escola Classe 01 de Taguatinga e, em 1963, tornou-se a primeira diretora da Escola Classe 06, cargo que ocupou até a aposentadoria. Formada em Pedagogia pelo Ceub, ela afirma que sempre cultivou amizade com alunos e professores. Ao longo de 66 anos na capital, acompanhou a expansão da educação e o crescimento de Taguatinga, desde as ruas de terra até a pavimentação da região. Familiares lembram que vieram para Brasília em busca de oportunidades e destacam a tradição da família na área da educação. O sobrinho José Dalmo Péres recorda que a capital era vista como símbolo de um futuro melhor.

A sobrinha Denise Péres Pena relembra a infância ao lado da tia, as brincadeiras nas ruas sem asfalto, os almoços na casa de Wilma e as viagens de kombi para Minas Gerais. Segundo ela, a família sempre foi muito unida. Conhecida pelo bom humor, Wilma também diverte os parentes com histórias da vida. Para Denise, a pioneira é uma das personagens mais importantes da história da educação de Brasília e motivo de orgulho para toda a família.




SUPREMA CORTE BUSCA SEGURANÇA PARA SEUS MEMBROS


Até poucos anos atrás, ministros da Suprema Corte dos EUA viviam sem forte esquema de segurança. Hoje, a realidade é diferente. Em 2022, a ministra Amy Coney Barrett precisou usar colete à prova de balas após ameaças de morte. Barrett e a ministra Elena Kagan defenderam no Congresso a proposta orçamentária da Corte para 2027, que prevê aumento de quase 10% nos recursos. O principal motivo é a escalada da violência contra magistrados. Em 2025, o U.S. Marshals Service investigou 807 ameaças graves. Apenas no primeiro semestre de 2026, foram 512 casos, com previsão de superar mil até o fim do ano. As intimidações incluem envio de pizzas não solicitadas às residências dos juízes, tentativa de assassinato contra o ministro Brett Kavanaugh e ataques do tipo swatting, que mobilizam equipes policiais com falsas denúncias. Barrett relatou que sua família foi surpreendida por um desses episódios, evitado graças à atuação dos agentes responsáveis por sua proteção.

Durante audiência no Senado, parlamentares questionaram se críticas do presidente Donald Trump ao Judiciário contribuíram para o aumento das ameaças. Kagan afirmou que críticas são legítimas, mas tentativas de intimidar juízes representam um grave risco à independência do Judiciário. Segundo ela, o reforço da segurança começou em 2017, diante do aumento das ameaças. A Suprema Corte solicita US$ 228,4 milhões para 2027, destinados principalmente ao fortalecimento da segurança física dos ministros e da cibersegurança da instituição. 

GOVERNO AMERICANO CONTRIBUI PARA FORTALECIMENTO DE LULA


Parte da recuperação de Lula nas pesquisas é atribuída a medidas adotadas antes do período eleitoral, além de fatores externos, como decisões dos Estados Unidos e crises na pré-campanha de Flávio Bolsonaro. O novo tarifaço anunciado por Donald Trump abriu outra oportunidade política para o presidente. A reação dura do secretário de Estado Marco Rubio permitiu a Lula reforçar o discurso de defesa da soberania nacional e adotar postura moderada. O governo delegou a resposta inicial a Geraldo Alckmin, ao Itamaraty e a ministros, evitando ataques pessoais a Trump. Alckmin criticou as tarifas e sinalizou apoio ao setor produtivo. Flávio Bolsonaro, por sua vez, culpou Lula pelas sanções sem condenar diretamente Trump. Pesquisas da Quaest apontam desgaste do senador com o tema, aumento da rejeição aos Estados Unidos e fortalecimento da narrativa governista. 

Outros líderes da direita passaram a dividir a responsabilidade pela crise com o bolsonarismo. O Congresso demonstra disposição para aprovar medidas de apoio aos setores afetados, e o STF tende a respaldar ações excepcionais. O cenário permite a Lula ampliar benefícios econômicos, fortalecer relações com empresários e recompor alianças políticas. Integrantes do governo já comparam o impacto das tarifas ao da pandemia para justificar novas medidas. Assim, erros da oposição e a atuação de Washington acabam favorecendo politicamente o presidente.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 18/07/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Governo prevê nova sobretaxa de 12,5% para a próxima semana

Após EUA confirmarem taxação adicional de 25%, autoridades esperam conclusão de segunda investigação na semana que vem. Com isso, imposto pode chegar a 37,5%

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Lula amplia visitas ao RJ, afaga Couto e busca reverter derrotas nos últimos 8 anos no estado

Estadia do atual governador interino passa por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que paralisou o processo sucessório em março após a renúncia de Castro

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Congresso limita recursos ao STJ e pode afetar ações de Previdência e consumidor

Projeto defendido pelo tribunal foi aprovado nas duas Casas em pouco mais de um mês STJ defende que proposta beneficia o sistema de Justiça e faz valer emenda aprovada em 2022

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

STJ retoma julgamentos da Faroeste em agosto

A CORTE Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) retomará, no próximo mês, a análise de um dos processos vinculados à Operação Faroeste

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Defesa Civil do RS emite alerta vermelho para temporal neste fim de semana; confira as regiões mais afetadas

Estão previstos volumes de até 300mm entre sábado e domingo, com risco de granizo, vendaval e tornado localizado

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Notas dos exames começam a ser afixadas, mas problemas continuam. Processo está "comprometido", diz Fenprof

Cada escola decidiu o que fazer diante da chegada tardia das notas. Algumas ficaram abertas até mais tarde, enquanto outras esperaram a manhã de sábado. Há casos de alunos sem notas nas provas.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

RADAR JUDICIAL


CAMISA USADA POR PELÉ: US$ 5 MILHÕES

A camisa usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958 foi vendida em um leilão em Nova York por quase US$ 5 milhões (cerca de R$ 25 milhões). A peça foi utilizada na decisão contra a Suécia, quando o Brasil conquistou seu primeiro título mundial. O uniforme tornou-se o item de Pelé mais valioso já arrematado em leilão. Também passou a ser a segunda camisa de futebol mais cara da história. O recorde continua com a camisa de Diego Maradona. Ela foi usada no jogo da "Mão de Deus", na Copa do Mundo de 1986. A peça do argentino foi vendida por cerca de US$ 9 milhões em 2022. O leilão reforça o valor histórico de objetos ligados às maiores lendas do futebol. A camisa de Pelé é considerada uma das maiores relíquias da Seleção Brasileira. A venda ocorreu durante o período de disputa da Copa do Mundo.


MANTIDA SUCESSÃO IMPERIAL COM PROIBIÇÃO DE MULHERES

O Parlamento do Japão aprovou nesta sexta-feira (17) uma reforma na lei de sucessão imperial, mas manteve a proibição de mulheres assumirem o trono. Com isso, o futuro da monarquia continua dependendo do príncipe Hisahito, de 19 anos, único herdeiro homem da nova geração. Se ele não tiver um filho homem, a linha sucessória poderá ser encerrada. A reforma permite que parentes masculinos distantes retornem à família imperial por adoção. Também autoriza que mulheres da família mantenham o status imperial após se casarem com plebeus. No entanto, a lei de 1947 continua impedindo que mulheres se tornem imperatrizes. Assim, a princesa Aiko, filha do imperador Naruhito, segue fora da sucessão. Pesquisa do jornal Asahi Shimbun mostrou que 72% dos japoneses apoiam a sucessão feminina. A mudança foi debatida após divergências entre conservadores. Especialistas e ex-integrantes da família imperial criticam a adoção de parentes distantes. Hoje, a família imperial japonesa tem apenas 16 membros. Destes, somente cinco são homens.


ACUSAÇÃO DE TRUMP É DESMENTIDA PELA CHINA

A China classificou como "infundadas" as acusações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Pequim teria obtido ilegalmente dados de cerca de 220 milhões de eleitores americanos. O porta-voz da chancelaria chinesa, Lin Jian, afirmou que o país nunca interferiu nas eleições dos EUA e pediu que Washington "reflita sobre seu próprio comportamento". Trump também alegou, sem apresentar provas, que a China financiou jornalistas para publicar reportagens negativas contra ele. Segundo o presidente, Pequim queria sua derrota eleitoral por causa das tarifas impostas ao país e de sua política de enfrentamento ao regime chinês. As declarações surgem dois meses após sua visita a Pequim e ameaçam a trégua na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. O episódio também coloca em dúvida uma possível visita do líder chinês, Xi Jinping, a Washington, prevista para setembro.

EUA ATACAM, IRÃ RESPONDE

O Irã afirmou nesta sexta-feira (17) que manterá ataques contra forças americanas e aliados enquanto os EUA continuarem bombardeando o sul do país e o Estreito de Ormuz. O comandante da Guarda Revolucionária, Majid Mousavi, disse que as ofensivas seguirão até o fim das ações americanas. Na madrugada, os EUA atingiram pontes, portos e outras infraestruturas civis e energéticas iranianas. Segundo a mídia estatal, os ataques deixaram ao menos oito mortos e 20 feridos, além de danificar um aeroporto, uma estação ferroviária e duas pontes. O governo iraniano informou que instalações de energia também foram atingidas, causando sobrecarga na rede elétrica e levando à recomendação de reduzir o consumo. Em resposta, Teerã afirmou ter atacado bases e sistemas militares dos EUA e aliados no Catar, Omã, Jordânia, Kuwait e Bahrein.

LUCRAR MAIS DEPENDE DE VENDER MAIS?

Muitos empreendedores acreditam que vender mais significa lucrar mais, mas isso nem sempre acontece. O faturamento pode crescer enquanto a margem de lucro diminui. Segundo o Sebrae, o problema muitas vezes está na precificação. Entre os erros mais comuns estão copiar preços da concorrência, ignorar os próprios custos, conceder descontos sem calcular a margem e definir valores com base apenas no "achismo". O primeiro passo é levantar todos os custos do negócio. Devem ser incluídas despesas fixas, taxas, tempo e mão de obra. Com esses dados, é possível definir um preço mínimo de venda. Isso evita prejuízos e garante retorno em cada negociação. Especialistas recomendam revisar os preços periodicamente. Assim, a empresa acompanha os custos, o mercado e mantém a saúde financeira.

EXTINÇÃO DA APOSENTADORIA COMPULSÓRIA COMEÇA A VALER

Especialistas afirmam que a decisão da 1ª Turma do STF, que extinguiu a aposentadoria compulsória como punição a magistrados, deve valer para processos ainda pendentes. O entendimento decorre da Ação Originária 2.870 e da Reforma da Previdência (EC 103/2019). Apesar disso, o TJ de Goiás manteve a aposentadoria compulsória do juiz Adenito Francisco Mariano Júnior. A maioria do tribunal entendeu que o precedente do STF não tem efeito vinculante. Votos divergentes sustentaram que a sanção perdeu base constitucional e não pode mais ser aplicada. Juristas afirmam que não há retroatividade, mas aplicação da legislação vigente desde 2019. Eles defendem que a Loman deve ser reinterpretada à luz da Constituição. Outro grupo ressalta que a decisão da Turma ainda produz efeitos apenas entre as partes. A definição sobre a aplicação geral dependerá de manifestação do Plenário do STF. Em maio, a Corte decidiu que, em infrações graves, a punição adequada é a perda do cargo. Nesses casos, o CNJ deve encaminhar a ação judicial cabível ao Supremo.

Santana, 17 de julho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


 

MULHERES SÃO EXCLUÍDAS DE PROMOÇÃO NA MARINHA DOS EUA


O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, bloqueou a promoção de sete oficiais superiores da Marinha ao posto de almirante de duas estrelas, sendo cinco mulheres ou pessoas não brancas. A decisão rompe uma tradição de mais de dez anos e pode deixar a Marinha sem promover nenhuma mulher ao posto de almirante neste ano. Os oficiais haviam sido escolhidos por uma comissão formada por almirantes, após carreiras de mais de 25 anos. Entre os nomes retirados está o da contra-almirante Amy Bauernschmidt, primeira mulher a comandar um porta-aviões nuclear da Marinha. Hegseth não apresentou justificativa para excluir os indicados. Em declarações e em seu livro The War on Warriors, ele critica políticas de diversidade nas Forças Armadas e afirma que promoções passaram a priorizar mulheres e minorias, sem apresentar dados que sustentem essa tese. As mulheres representam cerca de 21% do efetivo da Marinha, mas apenas 7% dos almirantes em atividade. Desde que assumiu o cargo, Hegseth afastou ou retirou das listas de promoção mais de 60 oficiais-generais, sendo mais da metade mulheres ou negros.

Sete senadores democratas enviaram carta ao secretário questionando a legalidade das decisões e afirmando que elas comprometem o caráter apolítico das Forças Armadas. Segundo a política do Pentágono, promoções só devem ser canceladas por problemas morais, físicos, mentais ou profissionais. O Pentágono não explicou os motivos das exclusões e acusou o The New York Times de dar atenção excessiva a questões raciais. A Marinha também não comentou o caso. Antes de assumir o comando do Pentágono, Hegseth criticava a presença de mulheres em funções de combate. Depois, passou a defender sua participação, desde que submetidas aos mesmos padrões físicos dos homens. Amy Bauernschmidt decidiu permanecer na ativa e continuará buscando a promoção, enquanto outros oficiais retirados das listas optaram pela aposentadoria. O episódio reacendeu o debate sobre diversidade e igualdade de oportunidades nas Forças Armadas dos Estados Unidos.

 

TRUMP ESTÁ IMPLICADO COM O "PIX"


Em menos de cinco anos, o PIX tornou-se um dos principais meios de pagamento no Brasil, garantindo recebimento imediato, menor custo e mais eficiência para pequenos negócios. Agora, o sistema está no centro da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. O governo de Donald Trump incluiu o PIX entre os argumentos para impor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), o PIX favoreceria o Banco Central e criaria concorrência desigual para empresas americanas do setor de pagamentos. No Brasil, especialistas afirmam que o sistema apenas reduziu custos, eliminou intermediários e ampliou a concorrência. Pesquisa do Sebrae mostra que 59% dos pequenos empresários já utilizam o PIX como principal forma de recebimento. Antes do sistema, comerciantes dependiam de dinheiro ou cartões, sujeitos a taxas e demora na liberação dos recursos. Especialistas ressaltam que cartões de crédito e débito continuam operando normalmente, sem restrições impostas pelo PIX. Para o CEO da PagBrasil, Ralf Germer, o sistema não substituiu outras formas de pagamento, mas estimulou inovação no mercado. Economistas apontam que o PIX afeta principalmente empresas que lucravam com tarifas de transações, como Visa e Mastercard.

Outro ponto de atenção é o futuro PIX Internacional, que poderá integrar sistemas de pagamento entre países e reduzir custos em transações internacionais. Embora alguns analistas vejam possível impacto sobre a hegemonia do dólar, essa hipótese não faz parte das justificativas oficiais do governo americano. Os EUA também possuem sistemas semelhantes, como FedNow e Zelle, mas com alcance menor que o PIX. Em 2025, o sistema movimentou cerca de R$ 35,4 trilhões em quase 80 bilhões de transações. Além do PIX, os EUA citaram decisões do STF sobre plataformas digitais, propriedade intelectual, tarifas, corrupção e desmatamento para justificar o tarifaço. O governo brasileiro rejeita as acusações, afirma que atua dentro da legislação nacional e promete responder às medidas com base na Lei da Reciprocidade Econômica. 

OPERADOR DE TELEPROMPTER DE TRUMP É AFASTADO E INVESTIGADO


O operador de teleprompter de Donald Trump, Gabriel Perez, foi afastado e é investigado por órgãos federais por suspeita de uso de informação privilegiada na plataforma de apostas Kalshi. 
A empresa identificou movimentações suspeitas durante sua fiscalização interna e encaminhou o caso à Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). Segundo a Kalshi, a investigação utilizou dados de cadastro de clientes e monitoramento de mercado. A empresa informou que colabora com os reguladores e forneceu todas as evidências coletadas. Perez está cooperando com a investigação, segundo fontes. A Casa Branca informou que Trump foi comunicado do caso e que o funcionário foi colocado em licença sem vencimento. Posteriormente, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que Perez não trabalhará mais na Casa Branca. Trump classificou o episódio como "profundamente lamentável" e destacou as rígidas regras éticas do governo. Leavitt disse não ter conhecimento de outros funcionários envolvidos em apostas semelhantes.

Casos recentes envolvendo uso de informação privilegiada em plataformas como Kalshi e Polymarket aumentaram o escrutínio sobre o setor. Neste ano, um soldado americano e o ex-deputado George Santos também passaram a ser investigados. A Kalshi oferece contratos que permitem apostar sobre eventos futuros, inclusive palavras ditas em discursos públicos. Esses mercados são alvo de preocupações regulatórias por possível manipulação e acesso antecipado a informações. A empresa congelou a conta de Perez antes que ele retirasse mais de US$ 90 mil em lucros. A investigação incluiu entrevista com o operador e denúncias feitas por participantes do mercado. Em junho, a Kalshi reforçou suas regras, exigindo mais informações dos usuários e criando um canal de denúncias. Plataformas de mercados de previsão enfrentam há anos questionamentos sobre integridade e uso de informações privilegiadas. A investigação sobre Perez foi divulgada inicialmente pela ABC News.

 

TRUMP TEME ELEIÇÃO E QUESTIONA SISTEMA ELEITORAL SEM PROVAS


A poucos meses das eleições de meio de mandato nos EUA, o presidente Donald Trump fez um pronunciamento em que voltou a questionar a integridade do sistema eleitoral e acusou, sem apresentar provas, a China de interferir na eleição de 2020, vencida por Joe Biden. Trump afirmou que Pequim teria obtido ilegalmente dados de cerca de 220 milhões de eleitores americanos e pediu ao FBI que investigue o caso. Segundo ele, documentos divulgados pela Casa Branca sustentam suas alegações. O material reúne arquivos sobre supostas vulnerabilidades dos sistemas de votação, exploração de dados eleitorais pela China, registros de eleitores em Michigan e presença de não cidadãos em cadastros eleitorais. Apesar disso, não há evidências de manipulação de votos. O presidente prometeu reforçar a segurança das eleições de novembro, embora seu governo tenha reduzido a estrutura da Agência de Segurança Cibernética e desmontado a Comissão de Assistência Eleitoral. Trump também pressionou o Congresso a aprovar a Save America Act, que exige documento de identidade e prova de cidadania para votar. Críticos afirmam que a proposta pode dificultar o acesso de minorias ao voto.

Durante o discurso, o republicano disse que a divulgação das supostas irregularidades busca fortalecer a confiança nas eleições e voltou a acusar a China de tentar influenciar jornalistas americanos contra sua gestão, sem apresentar provas. Trump ameaçou emissoras que não transmitiram o pronunciamento ao vivo, sugerindo a revogação de suas licenças, e repetiu críticas à imigração e a políticas voltadas à população trans. Na política externa, afirmou que a Venezuela trabalha com os EUA no fornecimento de petróleo e declarou que as forças americanas estão vencendo o conflito envolvendo o Irã. A Embaixada da China nos Estados Unidos negou as acusações. O porta-voz Liu Chang afirmou que o país "nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais dos EUA".

 

JORNAL BRITÂNICO DEFENDE BRASIL DE ATAQUES DE TRUMP


O jornal britânico The Guardian afirmou, em editorial, que o presidente dos EUA, Donald Trump, trata atos de soberania do Brasil como "práticas comerciais desleais". Segundo o texto, medidas como o Pix e a responsabilização de plataformas digitais por conteúdos antidemocráticos são decisões soberanas do governo Lula, mas foram reinterpretadas por Trump como barreiras comerciais. O editorial critica o alinhamento da família Bolsonaro ao governo americano, classificando como preocupante a atuação de Flávio Bolsonaro nos EUA em defesa das tarifas e sua tentativa de suspender as medidas até as eleições de 2026. O jornal lembra que o STF passou a responsabilizar plataformas por discursos de ódio e conteúdos antidemocráticos após os ataques de 2023, decisão que afetou empresas como o X, de Elon Musk. Também destaca que Trump vinculou essas medidas e o Pix ao novo tarifaço imposto ao Brasil, alegando práticas comerciais injustas.

O Guardian descreve Lula como um dos políticos mais bem-sucedidos do século, cita sua trajetória sindical e políticas de redução da pobreza, além de afirmar que sua proposta busca combater a desinformação e fortalecer a soberania nacional. Sobre o Pix, o jornal afirma que o sistema é popular, eficiente e reduz a dependência de redes financeiras estrangeiras, ameaçando empresas como Visa e Mastercard. O editorial conclui que sistemas nacionais de pagamento fortalecem a autonomia econômica e tecnológica dos países e afirma que, para Trump, a verdadeira questão não é o protecionismo, mas a soberania brasileira. 

SERVIDOR É PRESO E AFASTADO DO CARGO NA SEFAZ/BA


A Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta do auditor fiscal Olavo José Gouveia Oliva, ex-coordenador de fiscalização de petróleo e combustíveis, preso na Operação Khalas, em maio deste ano. Durante a operação, investigadores apreenderam cerca de R$ 250 mil em dinheiro, incluindo moedas estrangeiras, na residência do servidor. As investigações apontam que, entre 2021 e 2025, Olavo teria vazado informações fiscais sigilosas para empresários, cobrado propina para favorecer empresas do setor de combustíveis e atuado como sócio de empresa privada, prática proibida para servidores públicos. A Operação Khalas é desdobramento da Operação Primus, que investigava um esquema de sonegação fiscal no setor de combustíveis. Segundo a apuração, o auditor usava o cargo para retardar ou evitar fiscalizações em troca de vantagens financeiras. A polícia também apreendeu um revólver calibre .38 e 52 munições na casa do investigado. Embora tenha obtido liberdade em relação ao porte da arma, ele permaneceu preso por força da prisão preventiva decretada no âmbito da Operação Khalas. 

A juíza responsável pelo caso determinou a prisão preventiva por entender que o afastamento do cargo não impediria o investigado de influenciar testemunhas e interferir nas investigações. A defesa tenta converter a prisão em domiciliar, alegando problemas graves de saúde, mas todos os pedidos foram negados pela Justiça. O PAD será conduzido por uma comissão formada por três auditores fiscais, que terá prazo inicial de 60 dias, prorrogável por mais 60, para concluir os trabalhos. Se as acusações forem confirmadas, Olavo será demitido do serviço público. Paralelamente, ele responde na Justiça por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

 

BRASIL: PAÍS MAIS TARIFADO PELO GOVERNO TRUMP


O Brasil, 
entre os 30 maiores exportadores para o mercado americano, passará a ser o país que mais sofreu aumento de tarifas dos Estados Unidos desde o retorno de Donald Trump à Presidência. Em janeiro de 2025, a tarifa efetiva média sobre produtos brasileiros era de 1,19%; atualmente está em 11,66% e chegará a 14,42% no fim de julho, quando entrarem em vigor as novas medidas anunciadas pela Casa Branca. O aumento supera o registrado por países como Coreia do Sul, Tailândia, Japão e China. Os dados são do Global Trade Alert (GTA), centro de estudos sediado na Suíça, que calcula tarifas efetivamente cobradas, considerando exceções previstas na legislação americana. Embora a tarifa nominal seja de 25%, milhares de produtos brasileiros ficaram isentos ou sujeitos a alíquotas menores, reduzindo a média efetiva para 14,42%. Mesmo assim, o Brasil se tornará o segundo país mais tarifado pelos EUA, atrás apenas da China, cuja tarifa efetiva média chegará a 21,5%. Antes do novo anúncio, o Brasil ocupava a 13ª posição no ranking.

Entre os produtos isentos estão mel orgânico, ferro-gusa e café solúvel. Segundo o GTA, apenas cerca de um quarto das exportações brasileiras aos EUA, equivalente a US$ 8,5 bilhões, pagará a tarifa máxima de 25%. Especialistas avaliam que o impacto será mais severo para fabricantes de produtos industrializados, enquanto commodities poderão ser redirecionadas para outros mercados. O governo brasileiro repudiou a decisão, anunciou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) e pretende aplicar a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso, caso as tarifas sejam mantidas. Negociações com Washington continuam, mas autoridades já admitiam a possibilidade de um desfecho desfavorável.