Pesquisar este blog

domingo, 5 de julho de 2026

PUTIN RECRUTA ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS PARA SUA GUERRA


A Rússia ampliou neste ano o recrutamento de estudantes universitários e de escolas técnicas para integrar unidades de drones na guerra da Ucrânia, apresentando a função como moderna, tecnológica e mais segura que a infantaria. Entre os primeiros mortos está Valery Averin, de 23 anos, que estudou operação de drones por três meses, mas, segundo sua mãe adotiva, foi enviado para um ataque frontal e morreu em abril perto de Luhansk. Outros dois jovens recrutados, Vladislav Gorbunov, de 18 anos, e Rakhim Abdullin, também morreram semanas após assinarem contratos militares. A BBC identificou os três entre mais de 230 mil militares russos mortos confirmados por registros públicos, embora especialistas estimem que o número real varie entre 417 mil e 509,5 mil. Para suprir as perdas, Moscou oferece contratos de um ano, altos salários, benefícios acadêmicos e treinamento em drones para estudantes.

O programa se expandiu rapidamente, alcançando centenas de universidades e faculdades em todo o país. O governo afirma que operadores de drones atuam longe da linha de frente, mas especialistas alertam que esses militares se tornaram alvos prioritários no conflito. Levantamento da BBC indica que pelo menos 920 operadores de drones russos morreram desde o início da invasão em 2022. Advogados também afirmam que a promessa de serviço limitado a um ano pode não ser cumprida, já que contratos militares permanecem válidos até o fim da mobilização decretada por Vladimir Putin. Há ainda denúncias de pressão sobre estudantes com dificuldades acadêmicas ou ameaçados de expulsão para que assinem contratos. Para a mãe de Averin, a promessa de uma função técnica e relativamente segura não se concretizou. "Ele dizia que nada aconteceria com ele", lamentou. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário