Em decisão liminar, o juiz Gleydson Ney Silva da Rocha, da 1ª Vara do Trabalho de Boa Vista, determinou a redução da jornada de uma funcionária da Superintendência Regional do Trabalho de Roraima para 20 horas semanais, sem corte salarial. A medida visa permitir que a trabalhadora acompanhe o tratamento do neto de sete anos, diagnosticado com autismo. Foi fixada multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento, revertida em favor da empregada. A mulher obteve a guarda do neto após a morte da mãe da criança. O pedido administrativo havia sido negado sob o argumento de que ela é celetista e cumpre 40 horas semanais. Na ação, a servidora solicitou a redução de 50% da jornada. O juiz entendeu que a negativa viola a dignidade da pessoa humana.
A decisão se baseia no artigo 227 da Constituição e no ECA. O magistrado citou a Lei 8.112/90, que já prevê o benefício no serviço público. Também mencionou entendimento do TST favorável ao empregado público com dependente com TEA. Foram citadas ainda a Lei Brasileira de Inclusão e a Lei 12.764/2012. A decisão vale até o julgamento definitivo do caso.
A safra de grãos do Brasil mais que dobrou em 13 anos, segundo o IBGE. A produção passou de 162 milhões de toneladas, em 2012, para o recorde de 346,1 milhões em 2025. Os dados fazem parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado mensalmente. A série histórica do instituto reúne informações desde 1975. No mesmo período, a área colhida cresceu menos que a produção. Passou de 48,9 milhões para 81,6 milhões de hectares, alta de 66,8%. O IBGE atribui o avanço aos ganhos de produtividade. Segundo o órgão, houve investimentos em pesquisa e tecnologia agrícola. A Embrapa desenvolveu variedades adaptadas aos biomas do país. Produtores também ampliaram o uso de tecnologias para elevar o rendimento das lavouras. Em 2025, várias culturas bateram recorde de produção. Entre elas estão soja, milho, algodão, sorgo e café canéfora. As boas condições climáticas ajudaram o desempenho das safras.
TRUMP CEDE A PRESSÃO DE PUTIN
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FBI REVISTA CASA DE REPORTER
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na Truth Social uma mensagem incentivando protestos no Irã e defendendo, de forma inédita, a queda do regime teocrático dos aiatolás. No texto, pediu que manifestantes tomem instituições, guardem nomes de responsáveis pela repressão e afirmou ter cancelado reuniões com autoridades iranianas, encerrando com o slogan “MIGA” (“Tornem o Irã grande novamente”). A reação em Teerã foi imediata. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, acusou Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de serem “assassinos do povo iraniano” e afirmou que Washington busca um pretexto para intervenção militar. Trump também anunciou tarifas de 25% contra países que mantêm negócios com o Irã e aconselhou cidadãos de nações aliadas a deixarem o país. Parlamentares republicanos apoiaram o discurso e defenderam tornar a mudança de regime “inevitável”.