Outro ponto de atenção é o futuro PIX Internacional, que poderá integrar sistemas de pagamento entre países e reduzir custos em transações internacionais. Embora alguns analistas vejam possível impacto sobre a hegemonia do dólar, essa hipótese não faz parte das justificativas oficiais do governo americano. Os EUA também possuem sistemas semelhantes, como FedNow e Zelle, mas com alcance menor que o PIX. Em 2025, o sistema movimentou cerca de R$ 35,4 trilhões em quase 80 bilhões de transações. Além do PIX, os EUA citaram decisões do STF sobre plataformas digitais, propriedade intelectual, tarifas, corrupção e desmatamento para justificar o tarifaço. O governo brasileiro rejeita as acusações, afirma que atua dentro da legislação nacional e promete responder às medidas com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
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sexta-feira, 17 de julho de 2026
TRUMP ESTÁ IMPLICADO COM O "PIX"
OPERADOR DE TELEPROMPTER DE TRUMP É AFASTADO E INVESTIGADO
O operador de teleprompter de Donald Trump, Gabriel Perez, foi afastado e é investigado por órgãos federais por suspeita de uso de informação privilegiada na plataforma de apostas Kalshi. A empresa identificou movimentações suspeitas durante sua fiscalização interna e encaminhou o caso à Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). Segundo a Kalshi, a investigação utilizou dados de cadastro de clientes e monitoramento de mercado. A empresa informou que colabora com os reguladores e forneceu todas as evidências coletadas. Perez está cooperando com a investigação, segundo fontes. A Casa Branca informou que Trump foi comunicado do caso e que o funcionário foi colocado em licença sem vencimento. Posteriormente, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que Perez não trabalhará mais na Casa Branca. Trump classificou o episódio como "profundamente lamentável" e destacou as rígidas regras éticas do governo. Leavitt disse não ter conhecimento de outros funcionários envolvidos em apostas semelhantes.
TRUMP TEME ELEIÇÃO E QUESTIONA SISTEMA ELEITORAL SEM PROVAS
Durante o discurso, o republicano disse que a divulgação das supostas irregularidades busca fortalecer a confiança nas eleições e voltou a acusar a China de tentar influenciar jornalistas americanos contra sua gestão, sem apresentar provas. Trump ameaçou emissoras que não transmitiram o pronunciamento ao vivo, sugerindo a revogação de suas licenças, e repetiu críticas à imigração e a políticas voltadas à população trans. Na política externa, afirmou que a Venezuela trabalha com os EUA no fornecimento de petróleo e declarou que as forças americanas estão vencendo o conflito envolvendo o Irã. A Embaixada da China nos Estados Unidos negou as acusações. O porta-voz Liu Chang afirmou que o país "nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais dos EUA".
JORNAL BRITÂNICO DEFENDE BRASIL DE ATAQUES DE TRUMP
O Guardian descreve Lula como um dos políticos mais bem-sucedidos do século, cita sua trajetória sindical e políticas de redução da pobreza, além de afirmar que sua proposta busca combater a desinformação e fortalecer a soberania nacional. Sobre o Pix, o jornal afirma que o sistema é popular, eficiente e reduz a dependência de redes financeiras estrangeiras, ameaçando empresas como Visa e Mastercard. O editorial conclui que sistemas nacionais de pagamento fortalecem a autonomia econômica e tecnológica dos países e afirma que, para Trump, a verdadeira questão não é o protecionismo, mas a soberania brasileira.
SERVIDOR É PRESO E AFASTADO DO CARGO NA SEFAZ/BA
A juíza responsável pelo caso determinou a prisão preventiva por entender que o afastamento do cargo não impediria o investigado de influenciar testemunhas e interferir nas investigações. A defesa tenta converter a prisão em domiciliar, alegando problemas graves de saúde, mas todos os pedidos foram negados pela Justiça. O PAD será conduzido por uma comissão formada por três auditores fiscais, que terá prazo inicial de 60 dias, prorrogável por mais 60, para concluir os trabalhos. Se as acusações forem confirmadas, Olavo será demitido do serviço público. Paralelamente, ele responde na Justiça por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
BRASIL: PAÍS MAIS TARIFADO PELO GOVERNO TRUMP
O Brasil, entre os 30 maiores exportadores para o mercado americano, passará a ser o país que mais sofreu aumento de tarifas dos Estados Unidos desde o retorno de Donald Trump à Presidência. Em janeiro de 2025, a tarifa efetiva média sobre produtos brasileiros era de 1,19%; atualmente está em 11,66% e chegará a 14,42% no fim de julho, quando entrarem em vigor as novas medidas anunciadas pela Casa Branca. O aumento supera o registrado por países como Coreia do Sul, Tailândia, Japão e China. Os dados são do Global Trade Alert (GTA), centro de estudos sediado na Suíça, que calcula tarifas efetivamente cobradas, considerando exceções previstas na legislação americana. Embora a tarifa nominal seja de 25%, milhares de produtos brasileiros ficaram isentos ou sujeitos a alíquotas menores, reduzindo a média efetiva para 14,42%. Mesmo assim, o Brasil se tornará o segundo país mais tarifado pelos EUA, atrás apenas da China, cuja tarifa efetiva média chegará a 21,5%. Antes do novo anúncio, o Brasil ocupava a 13ª posição no ranking.
Entre os produtos isentos estão mel orgânico, ferro-gusa e café solúvel. Segundo o GTA, apenas cerca de um quarto das exportações brasileiras aos EUA, equivalente a US$ 8,5 bilhões, pagará a tarifa máxima de 25%. Especialistas avaliam que o impacto será mais severo para fabricantes de produtos industrializados, enquanto commodities poderão ser redirecionadas para outros mercados. O governo brasileiro repudiou a decisão, anunciou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) e pretende aplicar a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso, caso as tarifas sejam mantidas. Negociações com Washington continuam, mas autoridades já admitiam a possibilidade de um desfecho desfavorável.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 17/07/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Setor produtivo estima impacto de US$ 11 bi e teme desaceleração
Nova sobretaxa dos EUA de 25% atinge cerca de 3 mil produtos exportados pelo Brasil e lista de isentos é ampliada para 2,1 mil
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Resposta política, socorro a empresas e retaliação adiada: como o governo decidiu reagir ao novo tarifaço dos EUA
EUA aplicaram taxa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para aquele país. Planalto denuncia interferência indevida dos EUA e apoio empresas afetadas, mas retarda contra-ataque
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Trump transforma soberania brasileira em prática comercial desleal, diz jornal The Guardian
Editorial critica ações de presidente dos EUA contra o Brasil e diz ser preocupante a atuação de família Bolsonaro como aliada Publicação cita Pix e medidas para responsabilizar plataformas digitais como atos de autonomia
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
TSE firma cooperação com big techs e empresas para prevenir riscos nas eleições
No discurso feito às plataformas, Kássio cobrou o aperfeiçoamento dos mecanismos para combater perfis falsos e identificar conteúdos sintéticos produzidos por IA.
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Trump retoma ataques às eleições e acusa China de tentar influenciar processo nos EUA em discurso à nação
Presidente não mostrou evidências concretas e repetiu ataques contra o sistema eleitoral
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Fernando Alexandre garante que calendário de acesso ao ensino superior não está prejudicado
quinta-feira, 16 de julho de 2026
AS MALVINAS CONSTRANGEM O ESPORTE
Os dados históricos mostram a versão do Reino Unido, da Argentina e até da França sobre as Malvinas. Os ingleses asseguram que a descoberta deu-se em 1592, através do navegador inglês John Davies, enquanto a Argentina informa que o descobrimento aconteceu em 1520, em expedição do navegador português Fernando Magalhães, que estava a serviço da Espanha. A região foi designada pelo nome de "Falkland Sound", em 1692, por John Strong, quando os espanhóis passaram a reivindicar o direito de ocupação da área. Também a França pretendeu a posse das ilhas, alegando que em 1764 colonizou o território e fixou ali um povoado, atualmente com 3.600 habitantes. A Espanha negociou com a França e assumiu o território, em 1811. O desentendimento sobre a posse da área permaneceu, porque a Argentina alegava que herdou da coroa espanhola.
Sabe-se que houve proibição para que a torcida argentina não entrasse no estádio com bandeiras alusivas à disputa territorial. Constava na determinação: "É proibida a entrada de itens que contenham qualquer tipo de mensagem provocativa seja de conteúdo político ou racial. Não será permitido levar bandeiras ou cartazes com esse tipo de conteúdo". Todavia, a reação à orientação aos torcedores originou-se dos próprios jogadores, porque logo após o encerramento do jogo exibiram a faixa com a mensagem provocativa. Sem dúvida algum houve estúpido aborrecimento e cabe à FIFA apurar e punir os provocadores.
Santana, 16 de julho de 2026.
RADAR JUDICIAL
ENSINO DE POLÍTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou duas leis que ampliam o ensino sobre política, cidadania e democracia na educação básica e criam a Semana Nacional da Ética e da Cidadania. As normas alteram a LDB e tornam obrigatórios conteúdos sobre direitos, deveres, funcionamento das instituições e participação democrática. O objetivo é fortalecer a formação cidadã dos estudantes e ampliar o conhecimento sobre a Constituição e o papel do cidadão na sociedade. A Semana Nacional da Ética e da Cidadania será realizada anualmente na primeira semana de maio. Durante o período, escolas, órgãos públicos e entidades poderão promover debates e atividades sobre ética, responsabilidade social, participação cidadã, combate à corrupção, respeito às instituições e fortalecimento dos valores democráticos. As medidas buscam incentivar a participação consciente na vida pública desde os primeiros anos da educação básica.
DENÚNCIA CONTRA COMITÊ OLÍMPICO INTERNACIONAL
A Copa do Mundo se aproxima da final, mas o “caso Balogun” continua gerando controvérsia para a Fifa. A organização FairSquare apresentou denúncia ao Comitê Olímpico Internacional (COI), alegando que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, atuou para atender a um pedido de Donald Trump e reverter a suspensão do atacante dos Estados Unidos. Segundo a entidade, a interferência fere os princípios de neutralidade política previstos na Carta Olímpica e no código de ética do COI. Infantino integra o COI desde 2020. Trump admitiu ter solicitado a revisão da punição de Balogun, expulso contra a Bósnia, para que pudesse atuar nas oitavas de final diante da Bélgica. O The New York Times também revelou que a decisão de suspender a punição foi tomada apenas por Mohamed Al Kamli, presidente do Comitê Disciplinar da Fifa, sem participação dos demais membros. Até o momento, a Fifa não explicou o procedimento adotado.
ADVOGADO ACUSADO DE GOLPES EM FINANCIAMENTOS
PORTA-VOZ BRITÂNICO RESPONDE A MILEI
Jogadores da Argentina exibiram a faixa "As Malvinas são argentinas" após vencerem a Inglaterra por 2 a 1 e garantirem vaga na final da Copa do Mundo de 2026, em Atlanta. O gesto motivou protesto do Reino Unido, que pediu à Fifa investigação por possível violação da regra que proíbe manifestações políticas em campo. O presidente argentino, Javier Milei, afirmou que a homenagem é "válida e lícita", por refletir um sentimento nacional, mas ressaltou que "uma partida de futebol é uma partida de futebol". Segundo ele, o episódio não deve ser confundido com a disputa diplomática pelas ilhas.
Milei destacou que a reivindicação argentina sobre as Malvinas continuará sendo feita pela via diplomática e lembrou que o técnico Lionel Scaloni e veteranos da Guerra das Malvinas já haviam defendido separar futebol e política. Na quarta-feira, o presidente também pediu que a classificação à final não fosse usada para "gestos de patriotismo baratos". Em resposta, um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou: "A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as ilhas definitivamente são".
MINISTRO TOFFOLLI ESTÁ ISOLADO NO STF
Toffoli negou envolvimento no episódio, mas permaneceu distante de colegas e de grupos internos da Corte. Aliados afirmam que ele se ressentiu por perceber maior proteção institucional a Alexandre de Moraes durante a crise. Enquanto as investigações avançam, o ministro reduziu sua participação em eventos públicos. Toffoli nega isolamento jurídico, diz não participar de "panelinhas" e afirma que seu compromisso é apenas com a Constituição. Ex-integrante dos governos Lula, acumulou divergências com o presidente, que neste ano criticou sua atuação no caso Banco Master e chegou a defender sua saída do STF em conversas com auxiliares.
SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO
Justiça Eleitoral patrocina desinformação sobre pesquisas
- Selo de 'acurácia' proposto por Nunes Marques difunde falsa premissa de que estudos podem prever o futuro
- Juízes não têm poder constitucional de tutela sobre a liberdade de informar nem competência técnica para arbitrar qualidade das pesquisa
De 2019 a 2022, as urnas eletrônicas e a Justiça Eleitoral no Brasil foram alvo de uma abjeta campanha de desinformação liderada pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). O método consistia em difundir cogitações falsas mas sedutoras ao público não especializado, como a de que os dispositivos de votação e apuração eram vulneráveis a invasões e manipulações.
Quatro anos depois de encerrada a aventura autoritária, o próprio Tribunal Superior Eleitoral torna-se fonte de uma torrente de falsificação de informações técnicas. Desta vez as pesquisas eleitorais encontram-se na mira do ataque que, como aquele outro, propaga equívocos que poderiam causar apelo em pessoas pouco versadas na ciência estatística.
Em minuta de resolução divulgada nesta terça-feira (14), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, pretende estabelecer um prêmio a institutos de pesquisa cujos resultados mais se aproximarem do verificado nas urnas no dia da votação. Se a proposta for à frente, o selo de "acurácia eleitoral" será uma medalha à ignorância outorgada pelo próprio controlador das eleições.
Está errada a premissa de que pesquisa serve para prever resultado eleitoral. Os levantamentos valem-se da metodologia consagrada da estatística de recolher amostras do universo —o eleitorado— para estimar o parâmetro de interesse —a intenção de voto naquele período da coleta.
Intenção de voto, como o nome diz, não é voto. A única maneira de verificar a "acurácia" de uma pesquisa seria coletar a inclinação de voto de todo o eleitorado —o apto a escolher o presidente da República é de 158 milhões de pessoas— no mesmo período do levantamento. E, ainda assim, o que restaria seria um teste sobre a intenção de voto, que poderia diferir do resultado efetivo da urna, a ser definido no futuro.
Isso porque as pessoas refletem sobre suas decisões até o segundo anterior ao em que apertam as teclas da urna. Mudar de ideia à luz das informações que se tornam abundantes à medida que o pleito se aproxima faz parte do processo natural de escolha de candidatos. O presidente do TSE, pelo visto, ignora a obviedade.
Nunes Marques praticou rematada censura contra levantamento do instituto Atlas, acatando pedido do PL do pré-candidato Flávio Bolsonaro, e parece agora enredado na teia que ele mesmo criou. Em vez de voltar atrás do erro, acena com cometer outros.
A Justiça não tem poder de tutela sobre a liberdade de pesquisar e informar dos institutos. As regras existentes, que jamais deveriam ser alteradas com o jogo em curso, foram postas para promover a transparência sobre questionários e métodos a serem aplicados por agentes privados. Não justificam censura de juiz.
O TSE não tem competência nem constitucional nem técnica para tornar-se árbitro de levantamentos estatísticos. Se insistir nessa via equivocada, será justo recorrer ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para impedi-lo.