Cinquenta eurodeputados apoiaram uma petição da ONG britânica FairSquare para que a Fifa investigue a concessão de um inédito "Prêmio da Paz" ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, feita por Gianni Infantino em novembro de 2025. A organização acusa o presidente da Fifa de violar o dever de neutralidade previsto no código de ética da entidade ao favorecer Trump. Segundo a FairSquare, nunca foram esclarecidos os critérios ou as regras para a criação e entrega da premiação. Em carta enviada à Comissão de Ética da Fifa, 50 parlamentares de 13 países europeus, em sua maioria social-democratas, liberais e verdes, pedem que a investigação seja conduzida com rapidez e transparência. Os signatários afirmam que, durante a Copa do Mundo de 2026, a Fifa tem a oportunidade de demonstrar compromisso com a neutralidade política, a transparência e a responsabilidade.
A petição é liderada pelos eurodeputados Barry Andrews, Lara Wolters e Niels Fuglsang e conta com o apoio da Federação Norueguesa de Futebol, única entre as 211 associações nacionais da Fifa a aderir ao pedido. A FairSquare também critica declarações anteriores de Infantino em defesa de um Nobel da Paz para Trump e comentários favoráveis à política interna do presidente americano, alegando que a postura compromete a integridade e a reputação da Fifa.
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