Eleita em 2023, Kawata foi a primeira mulher e a prefeita mais jovem da história de Yawata. Ela pretende se afastar por cerca de quatro meses, deixando a administração cotidiana sob responsabilidade do vice-prefeito, enquanto continuará participando das decisões mais importantes. O anúncio dividiu opiniões nas redes sociais. O general aposentado Toshio Tamogami afirmou que mulheres que pretendem ter filhos deveriam evitar disputar cargos públicos, declaração amplamente criticada. Em contrapartida, autoridades, ativistas e moradores defenderam a prefeita, destacando que o Japão precisa apoiar a maternidade e ampliar a participação feminina na política. Kawata afirmou que deseja contribuir para a construção de uma sociedade em que homens e mulheres possam exercer cargos de liderança sem abrir mão da vida familiar, inspirando mais mulheres a ingressarem na política.
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sábado, 4 de julho de 2026
PREFEITA NO JAPÃO PEDE LICENÇA-MATERNIDADE E GERA APOIOS E PROTESTOS
A cidade de Yawata, no oeste do Japão, ganhou destaque nacional após a prefeita Shoko Kawata, de 35 anos, anunciar que tirará licença-maternidade para o nascimento de seu primeiro filho. Ela será a primeira prefeita japonesa a se afastar do cargo por esse motivo. A decisão foi recebida com apoio por muitos moradores, que lhe deram presentes e mensagens de incentivo. Porém, também gerou críticas, principalmente de homens, que a acusaram de colocar a vida pessoal acima das responsabilidades públicas. Grávida de seis meses, Kawata afirmou que a reação revelou o quanto ainda existe discriminação contra mulheres no Japão. O caso reacendeu o debate sobre os obstáculos enfrentados pelas mães trabalhadoras e o chamado matahara(assédio por maternidade). Apesar de o Japão ter eleito sua primeira mulher para o cargo de primeira-ministra, a presença feminina na política ainda é reduzida, especialmente nos governos locais, onde menos de 4% dos prefeitos são mulheres.
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