Ana Carolina Oliveira e Leniel Borel, marcados pela perda dos filhos, foram eleitos deputados federais. A partir de 2027, eles deixarão as Câmaras Municipais de São Paulo e do Rio para atuar em Brasília. As campanhas dos dois destacaram segurança pública, proteção à infância e apoio às vítimas de violência. Ana Carolina entrou na política após a morte da filha, Isabella Nardoni, em 2008. Isabella tinha cinco anos e morreu após ser agredida, asfixiada e lançada do sexto andar. Em 2024, Ana Carolina foi eleita vereadora em São Paulo. Agora, pelo Podemos, conquistou 246.741 votos para a Câmara dos Deputados. Leniel Borel entrou na política após a morte do filho Henry Borel, em 2021. Henry tinha quatro anos, e o caso levou Leniel a defender a proteção de crianças e adolescentes. Ele foi eleito deputado federal pelo PP, com 72.658 votos. Na próxima legislatura, a Câmara também terá jovens parlamentares com votações expressivas. Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, foi o deputado federal mais votado da história. Aos 30 anos, recebeu 3.119.318 votos e superou seu próprio recorde de 2022.Outro destaque é Lucas Pavanato, do PL de São Paulo, de 28 anos. Ele recebeu 3.038.438 votos, tornando-se o segundo deputado mais votado da história. Pavanato ganhou projeção pelo uso intenso das redes sociais e confrontos com adversários.
Entre seus episódios de maior repercussão estão provocações dirigidas a estudantes da USP. A próxima Câmara também terá parlamentares de diferentes correntes políticas. Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, foi a terceira deputada mais votada no estado. Ela recebeu 1.596.472 votos e iniciará um novo mandato na Câmara em 2027. Sua atuação é marcada pela defesa dos direitos das mulheres e da população LGBTQIA+. Em Pernambuco, Jones Manoel, do PSOL, foi o segundo deputado federal mais votado. Professor, escritor e comunicador, ele recebeu 249.077 votos no estado. Jones também ganhou notoriedade por debates e confrontos políticos nas redes sociais. Na Assembleia Legislativa de São Paulo, Eduarda Campopiano, do PL, foi destaque nas urnas. Aos 23 anos, recebeu 1.956.238 votos e foi a mulher mais votada do estado. Ela ganhou projeção nas redes por posições conservadoras e críticas ao movimento feminista. Campopiano também se posiciona contra cotas raciais e sociais e defende outras pautas polêmicas. Após a eleição, ela voltou a gerar repercussão ao fazer uma declaração sobre Erika Hilton. Os novos mandatos mostram a presença de diferentes grupos políticos e perfis na próxima legislatura.

Nenhum comentário:
Postar um comentário