Em março de 2025, aviões, drones e geradores lançaram iodeto de prata no céu do norte da China para combater a seca no cinturão agrícola. A operação “chuva de primavera” buscava aumentar a precipitação no início do plantio. Autoridades afirmaram ter produzido milhões de toneladas adicionais de chuva. O país usa semeadura de nuvens desde os anos 1950, técnica ainda controversa. Ela estimula gotas de água ou cristais de gelo nas nuvens com partículas microscópicas. Há preocupações ambientais e possíveis impactos em regiões vizinhas. Mesmo assim, a prática vem sendo ampliada com drones e radares modernos. Hoje o país altera o clima em mais da metade do território. A técnica já foi usada para controlar o tempo em grandes eventos nacionais. O interesse cresce por causa das secas cada vez mais frequentes. A ideia surgiu nos EUA nos anos 1940 após descoberta acidental. Experimentos iniciais mostraram neve artificial, mas medições são difíceis. Cada nuvem é única, o que impede testes totalmente controlados. A prática funciona melhor em áreas montanhosas frias. Em regiões quentes usa-se sal para aumentar o tamanho das gotas.A China criou bases e até projetos para transportar vapor d’água a áreas secas. Críticos temem efeitos geopolíticos e riscos para países vizinhos. Outros estudos indicam impacto externo pequeno. Especialistas dizem que desastres naturais não são causados pela técnica. Mesmo assim faltam regras internacionais claras. Dados oficiais apontam grandes aumentos de precipitação. Pesquisadores independentes questionam a confiabilidade desses números. Um estudo de referência confirmou produção artificial de neve. Ainda assim, o efeito total é limitado e irregular. Muitas vezes o custo supera o benefício. Novas tecnologias e inteligência artificial tentam aumentar a precisão. Outros países também testam métodos semelhantes. Mas faltam pesquisas independentes conclusivas. Com o aumento global das secas, governos adotam a técnica apesar das incertezas.
O fundo de investimentos usado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para comprar parte da participação do ministro do STF Dias Toffoli no resort Tayayá movimentou R$ 35 milhões, segundo extratos obtidos pelo Estadão. Os aportes coincidem com a formação da sociedade entre o fundo e empresa ligada ao ministro. As datas também batem com mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro cobrando do cunhado, o pastor Fabiano Zettel, aplicações no empreendimento. Zettel era o único cotista do fundo Leal, que investia por meio do FIP Arleen — utilizado para adquirir a fatia da família Toffoli no resort em Ribeirão Claro (PR). Em 27 de setembro de 2021, o FIP Arleen tornou-se sócio das empresas do Tayayá. Na ocasião, comprou metade da participação de R$ 6,6 milhões em capital social da Maridt S.A., empresa da família Toffoli. O valor de R$ 3,3 milhões refere-se apenas ao capital social adquirido. Documentos indicam que o investimento total no empreendimento — avaliado em mais de R$ 200 milhões — chegou a R$ 35 milhões. Extratos mostram que, em outubro e novembro de 2021, Zettel aportou R$ 20 milhões no fundo Leal, que repassou valores semelhantes ao FIP Arleen.
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