O presidente dos Estados Unidos intitula-se como dono do mundo, sem dependência alguma aos seus correligionários. Recentemente, declarou que não estava satisfeito com a escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã. Mojtaba é filho de Ali Khamenei, assassinado pelos governos dos Estados Unidos e de Israel. Trump fala como se fosse indispensável sua participação para escolha do líder iraniano. Na entrevista concedida ao New York Times, Trump criticou a escolha pelos iranianos de seu governante. Ao ABC News chegou a declarar: "Ele vai ter que obter nossa aprovação. Se não obtiver, não vai durar muito". Até onde chega a empáfia, o comportamento doentio de vingança, a invocação do poder das armas para um presidente de um país, quando declara que outro país precisa de sua aprovação para escolher seus líderes! Estados Unidos juntamente com Israel, certamente, estão preparando planos para matar o novo líder iraniano, simplesmente porque não foram consultados na escolha da direção do país. Netanyahu encontrou apoio de Trump para alastrar sua guerra suja junto aos países vizinhos.
Os europeus recusaram participar juntamente com os Estados Unidos da reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passam os navios carregados de petróleo, no percentual de 20% de todo o fornecimento para o ocidente. Trump saiu a campo para assegurar que apenas testava a disposição de apoio dos parceiros históricos. O presidente americano não se lembrou de que a Europa, como qualquer líder sensato, não vai entrar na canoa furada de Trump, que vive somente para ameaçar ou interferir com agressões em países de todo o mundo. As manobras militares nesses últimos dois anos, 2025/2026, repetem as mesmas interferências do primeiro governo, 2017/2020. Sua política no campo externo tem-se direcionado para intervenção, sustentado no argumento de que segue a nova estratégia de segurança nacional, na busca de proteger os interesses americanos em todo o mundo. De nada prestaram-se suas promessas de não intervenção, porque tem sido sucessivas as ingerências em vários países.
Neste ano, o governo americano incrementou o surgimento de guerras, e passou a combater usando ataques com drones, bombardeios, causando muitas mortes. O Irã tem sido palco das repetidas investidas de Trump, inclusive com o bombardeio de importante centro de exportação de petróleo, a ilha de Kharg. Trump serve-se da beligerância de Israel para guerrear; assim ocorreu com ataque aéreo, em 2020, ao Iraque, quando matou um general iraniano, em Bagdá. Na Venezuela, Trump sequestrou o presidente eleito e sua esposa e continua com sua influência nefasta no país, buscando controle do petróleo. Agora ameaça invadir Cuba. Que dizer dos palestinos, quando Trump e o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fazem guerra com a intenção de transformar a Faixa de Gaza em "polo turístico", com a denominação de "Riviera do Oriente Médio". Netanyahu promove a continuidade da guerra para evitar sua condenação em seu próprio país, através de processos pela prática de crimes cometidos. São inúmeros países vítimas da sanha animalesca de Donald Trump, a exemplo do Líbano. O pedido do presidente americano para os países enviarem navios de guerra para o Estreito de Ormuz teve o repúdio, manifestado pelo chanceler alemão, pelo premiê britânico e por outras nações; não encontrou um só país para integrar "sua guerra" em Ormuz.
Salvador, 18 de março de 2026.

CICLISTAS SEMINUS PROTESTAM EM SÃO PAULO
PROCURADORIA DENUNCIA DEPUTADO E DESEMBAGADOR
EX-SECRETÁRIO, APESAR DE INVESTIGADO, É NOMEADO 

O bombardeio israelense contra a prisão de Evin, um dos principais símbolos do regime iraniano, em junho de 2025, constitui um crime de guerra, afirmou ontem, 16, a chefe da investigação das Nações Unidas sobre o ataque.