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segunda-feira, 16 de março de 2026

REVOGAÇÕES DE LICENÇAS DE EMISSORAS: "TÍPICA DE MANUAL AUTORITÁRIO"

Governo Trump ameaça censurar emissoras dos EUA por cobertura da guerra no  IrãO presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC), Brendan Carr, ameaçou revogar licenças de emissoras de TV por causa da cobertura da guerra com o Irã. A declaração faz parte de sua campanha contra o que considera viés nas transmissões. Com o conflito entrando na terceira semana, Carr acusou emissoras de divulgarem “boatos e distorções” e pediu que “corrijam o rumo” antes da renovação das licenças. Segundo ele, as emissoras devem operar em favor do interesse público. Carr compartilhou uma publicação do presidente Donald Trump no Truth Social criticando a cobertura da mídia sobre a guerra. Trump reclamava de uma reportagem do The Wall Street Journal que citava um ataque a aviões de reabastecimento dos EUA na Arábia Saudita, classificando a manchete como “intencionalmente enganosa”. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também criticou a cobertura da CNN sobre o conflito no Oriente Médio. Ele afirmou esperar que a emissora seja controlada pelo bilionário David Ellison, que é dono da Paramount Skydance, empresa que tenta comprar a Warner Bros. Discovery por US$ 111 bilhões, o que colocaria a CNN sob seu controle. Ele também reformulou a liderança da CBS News, indicando jornalistas mais conservadores.

Desde que assumiu a presidência da FCC no governo Trump, Carr vem levantando a possibilidade de cassar licenças de emissoras por decisões de programação. Especialistas, porém, afirmam que o processo é complexo e caro, e que a legislação de comunicações proíbe o governo de usar regulações para censura. Parlamentares democratas e ativistas reagiram às declarações. A senadora Elizabeth Warren classificou a ameaça como “típica de um manual autoritário”. O senador Mark Kelly disse que, em tempos de guerra, é essencial que a imprensa possa noticiar sem interferência do governo. A Fundação para os Direitos Individuais e a Expressão também criticou Carr, afirmando que sua gestão tem sido marcada por tentativas de intimidar a imprensa livre. Críticos dizem que as ações do presidente da FCC seguem um padrão que o coloca como potencial censor nacional. Carr já questionou programas como Jimmy Kimmel Live! e sugeriu investigação sobre The View por conteúdo político. As críticas do governo à imprensa ocorrem em meio à queda do apoio popular à guerra e à tensão com o Irã sobre uma importante rota petrolífera, enquanto os preços globais do petróleo continuam em alta.

 

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