O líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou ontem, 17, que o país manterá uma “resistência inexpugnável” diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Diante do pior cenário, Cuba tem uma certeza: qualquer agressor externo encontrará uma resistência inexpugnável”, escreveu Díaz-Canel na rede X. Na segunda-feira (16), Trump declarou que “acredita que terá a honra de tomar Cuba” e que pode “fazer o que quiser” com a ilha, em fala no Salão Oval da Casa Branca. A declaração ocorre em meio a uma grave crise energética no país, agravada pelo bloqueio ao fornecimento de petróleo imposto pelos EUA, essencial para a geração de energia. Díaz-Canel acusou Washington de ameaçar Cuba quase diariamente e criticou o embargo histórico, em vigor desde 1962, dizendo que ele é responsável por enfraquecer a economia da ilha. O país enfrenta apagões prolongados, serviços básicos afetados, voos cancelados e dificuldades generalizadas.
Recentemente, um colapso no sistema elétrico deixou cerca de 10 milhões de cubanos sem energia por mais de 29 horas. A energia foi restabelecida no dia seguinte, mas autoridades alertam que novos cortes ainda podem ocorrer devido à baixa capacidade de geração. Cuba não informou oficialmente a causa do apagão, o primeiro desse tipo desde a interrupção do fornecimento de petróleo. Antes mesmo do colapso, a população já enfrentava cortes de energia de até 16 horas diárias. Nas últimas semanas, Trump tem intensificado críticas ao governo cubano, ao mesmo tempo em que sugere a possibilidade de um acordo com Havana. Díaz-Canel admitiu recentemente que há contatos entre os dois países. Apesar das tensões, EUA e Cuba já passaram por momentos de diálogo desde a Revolução Cubana de 1959, que derrubou Fulgencio Batista. Desde então, diferentes governos americanos tentaram, sem sucesso, alterar o regime cubano. O cenário atual, porém, é visto como um dos mais críticos das últimas décadas, com aumento da pressão econômica e retórica por parte de Washington.
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