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terça-feira, 17 de março de 2026

ISRAEL COMETEU CRIME DE GUERRA

Genocídio, crime de guerra e lesa-Humanidade: especialistas explicam as  violações no conflito entre Hamas e IsraelO bombardeio israelense contra a prisão de Evin, um dos principais símbolos do regime iraniano, em junho de 2025, constitui um crime de guerra, afirmou ontem, 16, a chefe da investigação das Nações Unidas sobre o ataque. “Encontramos motivos razoáveis para acreditar que, ao realizar os ataques aéreos na prisão de Evin, Israel cometeu o crime de guerra de direcionar intencionalmente ataques contra um objeto civil”, disse Sara Hossain, presidente da Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre o Irã, criada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU em 2022. O relatório da investigação, baseado em entrevistas com vítimas e testemunhas, imagens de satélite e documentos, foi apresentado ao Conselho de Direitos Humanos nesta segunda-feira. Segundo Hossain, 80 pessoas — incluindo uma criança e oito mulheres — morreram no ataque, que atingiu o portão principal e áreas estratégicas da prisão durante a chamada “guerra dos doze dias”. Ela também alertou que a repressão do regime dos aiatolás pode aumentar em meio à guerra entre a coalizão Estados Unidos-Israel contra o Irã, que chegou ao 17º dia nesta segunda. “A principal lição de nossas investigações é clara: a ação militar externa não traz responsabilidade nem mudanças significativas. Em vez disso, pode intensificar a repressão interna”, afirmou.

O bombardeio ocorreu durante um conflito de 12 dias entre Israel e Irã, que deixou ao menos 638 mortos, quase 8 mil feridos, mais de 2 mil ataques e centenas de prisões. A guerra aérea começou após Israel afirmar que o programa nuclear iraniano representava uma “ameaça existencial”. O conflito terminou com um cessar-fogo frágil mediado pelos Estados Unidos, que também bombardearam três instalações nucleares iranianas. Fundada em 1972, a prisão de Evin é o principal local de detenção de presos políticos no Irã. Após a Revolução Islâmica de 1979, o local passou a ser usado pela inteligência iraniana. A prisão abriga milhares de detentos, entre jornalistas, ativistas, acadêmicos e estrangeiros acusados de espionagem. Organizações de direitos humanos denunciam há anos torturas e abusos no local, incluindo choques elétricos, espancamentos, isolamento extremo e violência sexual.

 

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