O governo Donald Trump lançou ontem, 6, um site no domínio oficial da Casa Branca que relembra os cinco anos do ataque ao Capitólio. O material descreve o episódio como um “protesto pacífico” e volta a afirmar, sem provas, que as eleições de 2020 foram fraudadas. O site celebra a decisão de Trump de perdoar condenados pela invasão de 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores tentaram impedir a certificação da vitória de Joe Biden no Congresso. Segundo o texto, os réus teriam sido “perseguidos injustamente” e usados como exemplos políticos pelo governo Biden. A Casa Branca afirma que mais de 1.600 “americanos patrióticos” foram processados apenas por estarem presentes no Capitólio. O material diz que os manifestantes foram tratados como golpistas por um Departamento de Justiça aparelhado e que os perdões encerraram abusos como confinamento solitário e separação de famílias.O site acusa os democratas de distorcer os fatos e sustenta que o verdadeiro golpe teria sido a certificação de uma eleição fraudulenta. Há uma linha do tempo que descreve o discurso de Trump e a marcha de apoiadores ao Capitólio. Segundo essa versão, a violência teria começado por falhas da polícia legislativa. O texto afirma que agentes usaram força excessiva contra manifestantes pacíficos, o que teria provocado o caos. Embora cinco pessoas tenham morrido em decorrência da invasão, o site diz que nenhum policial morreu e destaca apenas a morte da apoiadora Ashli Babbitt. A página ignora policiais feridos e suicídios posteriores, mas homenageia apoiadores mortos e acusa o então vice Mike Pence de traição por certificar o resultado eleitoral.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu ontem, 6, o arquivamento do inquérito contra o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) por falta de provas.
Em vitória para Zelenski, França e Reino Unido 


TRUMP AMEAÇA AMÉRICA LATINA
IDADE PARA SER JUIZ
A população da Groenlândia é soberana para decidir seu futuro político, e o território ártico, integrante da Otan, deve ter sua integridade respeitada segundo a Carta da ONU. A posição consta de comunicado conjunto de líderes da União Europeia, divulgado hoje, 6, em reação a novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a ilha autônoma do Reino da Dinamarca. Segundo França, Alemanha, Itália, Espanha, Polônia, Reino Unido e Dinamarca, “a Groenlândia pertence a seu povo” e apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o território. O texto reforça que a Otan considera o Ártico uma prioridade e que aliados europeus ampliam sua presença na região. Trump afirmou no domingo (4) que os EUA “precisam da Groenlândia” por razões de segurança nacional. Desde que voltou ao poder, ele defende a tomada do território, o que gerou tensões com aliados europeus. O tema havia perdido força, mas voltou após a nomeação de um enviado político para a ilha e após uma ação militar americana em Caracas.