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domingo, 4 de outubro de 2026

ESTUDANTES FRANCESES NAS RUAS EM PROTESTO POR CONDIÇÕES DE ENSINO


Estudantes franceses foram às ruas em protesto por melhores condições de ensino. 
As manifestações começaram na semana passada e se espalharam por outras regiões. Segundo autoridades, 564 escolas foram afetadas pelo movimento. Em Paris e Estrasburgo, os protestos tiveram episódios de violência. Um policial foi brutalmente agredido em Belfort, no nordeste do país. Os jovens reclamam da carga horária excessiva e da falta de professores. Também criticam a ausência de substitutos e os baixos salários dos docentes. O estudante Simon, de 15 anos, relatou jornadas escolares das 8h às 18h. Ele afirmou ainda dedicar cerca de duas horas diárias aos estudos em casa. O cientista político Jean-Yves Camus atribui os protestos à falta de recursos. Segundo ele, a escassez de verbas provoca salas de aula superlotadas. Camus também apontou a falta de professores como causa das manifestações. Parte dos manifestantes, porém, inclui pautas políticas, como o apoio a Gaza. O partido de extrema esquerda LFI é acusado de incentivar a mobilização. Com a eleição presidencial próxima, a tensão política tende a aumentar. O governo reconhece a legitimidade dos protestos, mas condena os atos violentos. 

O ministro da Educação tentou negociar com sindicatos e associações estudantis. As conversas, entretanto, não produziram um acordo entre as partes. Os estudantes convocaram uma nova jornada nacional de protestos. Mais de 300 policiais e gendarmes ficaram feridos desde o início do movimento. Também foram feridos funcionários da Educação e cerca de 170 estudantes. Mais de 5 mil pessoas foram detidas desde segunda-feira, segundo o governo. Em Marselha, escolas adotaram aulas remotas após interrupções nos transportes. O governo pretende responsabilizar pais por danos provocados pelos filhos. Na Espanha, protestos também pressionaram o governo por soluções habitacionais. O Parlamento rejeitou dois decretos apresentados pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez. As propostas buscavam proteger inquilinos vulneráveis e limitar despejos. A derrota representou um duro revés para o governo de esquerda espanhol. A oposição aproveitou a votação para cobrar eleições legislativas antecipadas. Sánchez, porém, não indicou intenção de antecipar o pleito previsto para 2027.

 

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