Estudantes franceses foram às ruas em protesto por melhores condições de ensino. As manifestações começaram na semana passada e se espalharam por outras regiões. Segundo autoridades, 564 escolas foram afetadas pelo movimento. Em Paris e Estrasburgo, os protestos tiveram episódios de violência. Um policial foi brutalmente agredido em Belfort, no nordeste do país. Os jovens reclamam da carga horária excessiva e da falta de professores. Também criticam a ausência de substitutos e os baixos salários dos docentes. O estudante Simon, de 15 anos, relatou jornadas escolares das 8h às 18h. Ele afirmou ainda dedicar cerca de duas horas diárias aos estudos em casa. O cientista político Jean-Yves Camus atribui os protestos à falta de recursos. Segundo ele, a escassez de verbas provoca salas de aula superlotadas. Camus também apontou a falta de professores como causa das manifestações. Parte dos manifestantes, porém, inclui pautas políticas, como o apoio a Gaza. O partido de extrema esquerda LFI é acusado de incentivar a mobilização. Com a eleição presidencial próxima, a tensão política tende a aumentar. O governo reconhece a legitimidade dos protestos, mas condena os atos violentos.
O ministro da Educação tentou negociar com sindicatos e associações estudantis. As conversas, entretanto, não produziram um acordo entre as partes. Os estudantes convocaram uma nova jornada nacional de protestos. Mais de 300 policiais e gendarmes ficaram feridos desde o início do movimento. Também foram feridos funcionários da Educação e cerca de 170 estudantes. Mais de 5 mil pessoas foram detidas desde segunda-feira, segundo o governo. Em Marselha, escolas adotaram aulas remotas após interrupções nos transportes. O governo pretende responsabilizar pais por danos provocados pelos filhos. Na Espanha, protestos também pressionaram o governo por soluções habitacionais. O Parlamento rejeitou dois decretos apresentados pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez. As propostas buscavam proteger inquilinos vulneráveis e limitar despejos. A derrota representou um duro revés para o governo de esquerda espanhol. A oposição aproveitou a votação para cobrar eleições legislativas antecipadas. Sánchez, porém, não indicou intenção de antecipar o pleito previsto para 2027.
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