Mário Covas Neto, o Zuzinha (PSDB), declarou apoio à candidatura de Lula (PT). Filho do ex-governador Mário Covas, ele foi vereador de São Paulo. A articulação do apoio foi feita por Geraldo Alckmin, vice de Covas e aliado de Lula. Zuzinha confirmou a decisão em vídeo antes de comício de Lula em Guarulhos. Ele afirmou que Flávio Bolsonaro seria pior que o pai, Jair Bolsonaro. Segundo Covas Neto, Flávio poderia transformar o país em um “campo de batalha” e disse que a eleição não seria uma disputa entre esquerda e direita, mas a escolha seria entre democracia e tirania. Zuzinha afirmou repetir o gesto político de seu pai, morto em 2001. Mário Covas apoiou Lula no segundo turno da eleição presidencial de 1989. Alckmin e Lula destacaram o legado político do ex-governador tucano. Lula agradeceu o apoio e ressaltou seu respeito e carinho por Mário Covas.
Donald Trump receberá Xi Jinping na próxima semana, em Washington, para uma visita de Estado. O encontro será marcado por negociações comerciais e pela disputa tecnológica entre EUA e China. Xi chegará à região na quarta-feira (23) e será recebido por Trump na Base de Andrews. Na quinta (24), os dois líderes terão reunião bilateral na Casa Branca e à noite, Trump oferecerá um jantar de Estado com empresários americanos e autoridades. Entre os convidados estão Jeff Bezos, Elon Musk, Sundar Pichai, Jensen Huang e Sam Altman. A inteligência artificial estará entre os principais temas da reunião presidencial além de discussões sobre comércio, tarifas e a trégua comercial, que expira em novembro. Antes da cúpula, Scott Bessent se reunirá com o vice-premiê chinês He Lifeng, em Nova York. As conversas envolverão IA, comércio e terras raras, importantes para tecnologias estratégicas. Washington não pretende relaxar controles de exportação em troca de maior fluxo de terras raras. Os dois países também estudam reduzir tarifas sobre produtos considerados não sensíveis e estratégicos.
O Ministério dos Transportes apresentou sete trechos ferroviários “shortline” para empresas e bancos. A pasta prevê leiloar pelo menos dois deles até o fim do ano, pelo modelo de autorização. Os trechos estão distribuídos pelas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
Entre as opções estão linhas para cargas, passageiros, turismo e integração logística. Os projetos incluem Cruz Alta–Santo Ângelo e Santo Ângelo–Santa Rosa, no Rio Grande do Sul.
Também estão na lista trechos em Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba e Distrito Federal.
Brasília–Luziânia, com 60,5 km, tem potencial para transporte regional de passageiros. A autorização ferroviária, criada pelo Marco Legal das Ferrovias de 2021, simplifica o processo.
Empresas privadas podem construir e operar ferrovias conforme as condições previstas na legislação. O governo ainda não definiu quais projetos serão leiloados neste ano. Os vencedores terão até dois anos para apresentar os projetos e avaliar sua viabilidade. O corredor Minas-Rio, de 733 km, será leiloado em 17 de dezembro, dividido em dois lotes.
O TSE suspendeu liminarmente a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado pelo Paraná. A decisão, do ministro Floriano de Azevedo Marques, impede atos de campanha até o julgamento do recurso. Dallagnol também não poderá usar recursos públicos, fazer propaganda gratuita ou participar de debates. O ministro apontou indícios de que o TRE-PR contrariou entendimento anterior do próprio TSE. Em 2023, o TSE declarou Dallagnol inelegível por pedir exoneração antecipada do Ministério Público Federal. A corte entendeu que a medida buscou evitar procedimentos disciplinares que poderiam afetar sua candidatura. Segundo o TSE, a conduta configurou fraude e atraiu a inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. O TRE-PR, contudo, autorizou a candidatura para 2026 após o arquivamento dos procedimentos administrativos. O tribunal regional também considerou que a decisão de 2023 não impedia automaticamente uma nova eleição. Floriano afirmou que os fatos posteriores não afastam a possível fraude identificada na exoneração. A liminar foi pedida pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança. Ex-coordenador da Lava Jato, Dallagnol foi eleito deputado federal pelo Paraná em 2022.
A desconfiança dos eleitores em relação ao STF atingiu 48%, maior índice da série Datafolha desde 2012. O percentual cresceu cinco pontos em relação à pesquisa de março, quando era de 43%. Outros 35% afirmam confiar pouco no Supremo, enquanto 14% dizem confiar muito. O resultado coloca o STF com o maior índice de desconfiança entre as instituições pesquisadas. Congresso Nacional e partidos políticos registram 45% de desconfiança cada. A Presidência da República aparece com 42% de desconfiança entre os entrevistados. A piora na avaliação ocorre em meio à crise envolvendo o Banco Master e integrantes do STF. Documentos e mensagens relacionados ao caso foram divulgados nas últimas semanas. O material inclui conversas atribuídas a Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes. Também há referências a Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e familiares de ministros. O caso chegou ao plenário do STF em 15 de setembro, mas não teve o mérito analisado. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores, de 15 a 17 de setembro, com margem de erro de dois pontos.
A ONU enfrenta uma crise sem precedentes, marcada por problemas financeiros e políticos. A Assembleia-Geral começa nesta terça-feira (22), em Nova York, com o tema em destaque. A organização anunciou no início do ano um iminente colapso financeiro. Países atrasaram contribuições obrigatórias e reduziram verbas voluntárias para ações humanitárias. Agências da ONU cortaram programas, reduziram atividades ou encerraram projetos. O combate ao HIV sofreu queda de 23% no financiamento mundial em 2025. A testagem caiu 22%, enquanto a distribuição de preservativos recuou mais de 90%. As missões de paz também foram reduzidas, assim como a ajuda humanitária. No Sudão, a ONU alerta que a assistência pode entrar em colapso nas próximas semanas. Os EUA, maior financiador, ainda devem mais de US$ 1 bilhão à organização. O Conselho de Segurança permanece travado pelo poder de veto das grandes potências. Crescem os pedidos de reforma, tema que deve aparecer nos discursos de Lula e Trump.
Salvador, 20 de setembro de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
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