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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

GOVERNO BRITÂNICO PREPARA A POPULAÇÃO PARA POSSÍVEL GUERRA


O governo britânico quer preparar a população para possíveis graves perturbações e para a eventualidade de uma guerra. 
Entre as medidas estão estoques de água e alimentos e o fortalecimento da resiliência civil. O Reino Unido também trabalha na atualização de seu chamado “livro de guerra”, abandonado há décadas. O chefe da Defesa, Richard Knighton, considera o atual período o mais perigoso de seus 35 anos de carreira. Apesar disso, a possibilidade de tanques russos nas ruas de Londres é considerada pequena, mas a principal preocupação está em ameaças assimétricas, como ataques cibernéticos e sabotagens de infraestrutura. A historiadora Margaret MacMillan afirma que os britânicos não estão psicologicamente preparados para uma guerra e observa que a sociedade se acostumou a considerar a paz como uma condição permanente. Especialistas comparam o momento atual ao período anterior à Primeira Guerra Mundial. Em 1914, muitos europeus acreditavam que uma eventual guerra seria rápida e vitoriosa, mas a experiência da Primeira Guerra Mundial, deixou profundas marcas na sociedade britânica. Um em cada oito homens britânicos que se alistaram morreu nos campos de batalha e o conflito mudou a percepção europeia sobre a guerra e eliminou sua antiga imagem de aventura gloriosa. Segundo o acadêmico Andrew Michta, vários países europeus reduziram suas capacidades militares após o fim da Guerra Fria. Ele afirma que o Reino Unido também ficou pouco preparado, inclusive no aspecto psicológico.

A dependência europeia da energia russa é apresentada como exemplo dessa percepção equivocada sobre a segurança. Para o general aposentado Richard Shirreff, a invasão russa da Ucrânia em 2014 marcou uma mudança decisiva. Segundo ele, a Rússia passou a representar uma ameaça persistente à segurança ocidental. Os defensores de maior gasto militar argumentam que estar preparado pode ajudar a evitar uma guerra. O psicólogo Jim Orford, porém, alerta para o risco de simplificar excessivamente a visão sobre ameaças e inimigos e considera que a Europa já entrou em uma fase de contemplação da possibilidade de guerra. A percepção da ameaça varia entre os países europeus, sendo maior nas nações próximas da Rússia. A Suécia abandonou sua histórica neutralidade depois da invasão russa da Ucrânia em 2022, daí porque mantém um sistema de alistamento parcial e treinamento militar de até 15 meses. A população sueca também participa de iniciativas de preparação para possíveis crises. As repúblicas bálticas reforçaram suas defesas devido à proximidade e à experiência histórica com a Rússia. A Finlândia é apontada como exemplo de preparação psicológica e de resiliência civil. Após 2022, os finlandeses também abandonaram sua neutralidade e ingressaram na Otan e mantém alistamento masculino universal e uma grande força de reservistas treinados. A Finlândia consegue mobilizar rapidamente cerca de 280 mil militares. Em 2025, destinou 2,5% do PIB à defesa, enquanto o Reino Unido gastou 2,3%. O modelo finlandês integra militares, população civil, empresas e instituições em planos de emergência. Líderes políticos e dirigentes de organizações recebem treinamento anual para administrar situações de crise. Especialistas defendem que o Reino Unido poderia ampliar sua preparação e capacidade militar. Shirreff cita o modelo norueguês de alistamento e treinamento como uma possível referência e defende que os líderes expliquem claramente à população os riscos e as medidas necessárias. O debate europeu combina aumento dos gastos militares, preparação civil e preocupação com possíveis ameaças russas. A questão central é como preparar as sociedades para crises sem transformar a possibilidade de guerra em uma certeza. 

COPOM E FED COM DIREÇÕES OPOSTAS


Copom e Fed adotaram direções opostas nos juros na última quarta-feira (16). 
O Banco Central brasileiro reduziu a Selic para 13,75%, enquanto o Fed elevou os juros para 3,75% a 4%. A redução do diferencial de juros tende a diminuir a atratividade dos ativos brasileiros, porque os juros maiores, os Treasuries dos EUA passam a oferecer maior remuneração aos investidores. Ainda assim, analistas avaliam que outros fatores mantêm o Brasil atraente para o capital estrangeiro entre os quais estão o petróleo valorizado, a elevada Selic e o relativo isolamento geopolítico brasileiro. Segundo Vitor Kayo, da Nomad, a diferença entre os juros brasileiros e americanos continua grande e a mudança reduz o incentivo aos investimentos no Brasil, mas não significa interrupção dos fluxos. No mercado americano, havia 57% de chance de nova alta dos juros em outubro, segundo o FedWatch.  No Brasil, 57% das posições nas Opções de Copom indicavam Selic de 13,5% em novembro. A redução do diferencial também pode pressionar o real e favorecer a valorização do dólar. O cenário diminui ainda o incentivo ao chamado carry trade, baseado no diferencial de juros. O petróleo acima de US$ 100 beneficia empresas brasileiras e aumenta a arrecadação do país. Rachel de Sá, da XP, destaca também os investimentos estrangeiros em data centers no Brasil. Em maio, a Ascenty anunciou R$ 30 bilhões para um complexo de inteligência artificial em São Paulo. Segundo ela, investidores consideram tanto os juros quanto a atratividade das empresas e da Bolsa.

A perda de força do chamado trade de inteligência artificial também favorece uma rotação de investimentos. Com menor concentração em empresas de tecnologia, parte dos recursos pode migrar para outros mercados. Para 2027, o mercado projeta juros americanos de até 4,5%, enquanto o Focus prevê Selic de 12%. A desaceleração da economia brasileira pode abrir espaço para novas reduções dos juros domésticos. O Focus estima crescimento de 1,45% do PIB brasileiro em 2027, ante 1,89% em 2026. Incertezas externas e fiscais, porém, dificultam prever a trajetória dos juros e do câmbio. Entre os fatores estão o preço do petróleo, as decisões do Fed e a política fiscal brasileira. Mesmo com a queda, a Selic de 13,75% mantém a renda fixa brasileira atrativa. Os investimentos pós-fixados continuam sendo considerados alternativas diante das incertezas. Nos EUA, os rendimentos dos Treasuries subiram com a perspectiva de juros mais altos. A taxa do Treasury de dois anos chegou a 4,745%, maior nível desde 2024. No Brasil, a expectativa de cortes da Selic aumentou o interesse por títulos prefixados. Esses papéis permitem travar taxas elevadas antes de uma eventual queda dos juros. Para analistas, a combinação de incertezas externas e internas recomenda cautela nas alocações. 

A AFD CRESCE NA ALEMANHA


Pesquisas de boca de urna indicam forte avanço da AfD, partido de extrema direita, nas eleições estaduais da Alemanha. 
O resultado ocorre em meio à fragilidade do governo do chanceler Friedrich Merz, que classificou o desempenho como um desastre. Após o fechamento das urnas, Merz afirmou que seu programa de reformas seria um antídoto contra o autoritarismo. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD alcançou cerca de 37% dos votos. O SPD, da governadora Manuela Schwesig, teria obtido 35,5%. Apesar do avanço da AfD, o resultado deve permitir a permanência de Schwesig no cargo, mas a legenda de extrema direita, dobrou sua representação no Parlamento estadual. Em Berlim, a AfD deve formar a terceira maior bancada, com aproximadamente 16% e a Esquerda teria 24,5%, enquanto a CDU, de Merz, alcançaria 20%. As eleições estaduais foram interpretadas como um teste para o governo de Merz que convocou reunião do comitê executivo de seu partido durante o domingo eleitoral; ele afirmou que o momento exige firmeza, perseverança e paciência, mas rejeitou especulações sobre seu futuro político. Duas semanas antes, em Saxônia-Anhalt, a AfD havia alcançado quase 44% dos votos. O resultado a deixou próxima de formar seu primeiro governo estadual. Uma eventual vitória seria um marco na história política alemã do pós-guerra, mesmo tendo a Alemanha criado mecanismos institucionais para impedir o retorno de movimentos semelhantes ao nazismo. O avanço da AfD ocorre paralelamente à crescente impopularidade de Merz.

Na última semana, uma pesquisa registrou 88% de insatisfação com seu governo e apenas 10% de aprovação. Eleito em 2025, o chanceler enfrenta dificuldades para aprovar reformas econômicas e sociais e a economia alemã permanece estagnada há vários anos. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a CDU teve um dos piores resultados de sua história. O partido teria superado por pouco a cláusula de barreira de 5%. Integrantes da CDU local atribuíram o desempenho às políticas de Merz. Schwesig também criticou o chanceler e se opôs a pontos da reforma da Previdência. A governadora ainda cobrou medidas contra a alta dos combustíveis. Em Berlim, a CDU também sofreu derrota eleitoral e a Esquerda deve conquistar pela primeira vez o governo da cidade-estado. Elif Eralp poderá formar uma coalizão com o SPD e os Verdes. Os resultados ampliam a pressão sobre Merz e evidenciam o crescimento da AfD. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 21/09/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Carta alerta ONU para intromissão dos EUA

Documento elaborado pelo Instituto Vladimir Herzog e remetido ao secretário-geral António Guterres chama a atenção para ações do governo Trump com o objetivo de influenciar no resultado da corrida presidencial brasileira

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Fundos para empresas em crise já somam R$ 17 bi e superam recursos para negócios em expansão

É a primeira vez que ocorre essa inversão. Reflexo do cenário de juros altos por muito tempo e onda de recuperações judiciais e extrajudiciais

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

PR, CE e SP são mais eficientes, aponta ranking da Folha; estados com maior receita por habitante ficam entre os últimos

REE-F mostra que transformar recursos per capita em resultados à população pesa mais do que abundância de caixa Trabalho avalia áreas de educação, saúde, infraestrutura, segurança e indicadores de finanças

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Gilmar sugere que integrantes do TSE devam ser afastados

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS 

Especialista explica como direita e extrema direita avançam nas Américas

Professora de Relações Internacionais aborda o contexto histórico que resultou na ascensão de líderes alinhados com Donald Trump na América Latina

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT  

“Sextorsão” é criminalidade violenta?

Nos Relatórios de Segurança Interna, a extorsão sexual está incluída no “crime violento e grave”, categoria na qual foi em 2025 o quarto tipo mais numeroso. Inclusão destoa dos critérios do Eurostat e levanta questões quanto aos da Segurança Interna, que exclui daquela classificação crimes, como a violência doméstica e a coação sexual, nela incluídos por definição legal.

domingo, 20 de setembro de 2026

CRISE QUE ENVOLVEU O STF

As eleições brasileiras de 2026 entram na reta decisiva em meio à forte polarização política. 
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, se houver, para 25 de outubro. A disputa presidencial concentra grande parte da atenção dos eleitores, das campanhas e do mundo. O presidente Donald Trump demonstra interesse e pugna pa
ra que a direita, sob a liderança de Flávio Bolsonaro tome o poder do presidente Lula que também é candidato. As pesquisas mostram acirrada disputa entre Lula e Flávio, figurando o presidente com pequena vantagem, que os institutos classificam de empate técnico, dentro da margem de erro. Também no segundo turno a disputa voto a voto permanece. Bem verdade que os números representam o momento da pesquisa e não constituem previsão do resultado eleitoral. Além de Lula e Flávio apresentam-se como candidatos Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema. Outro dado relevante é a elevada rejeição dos dois principais candidatos. Segundo o Datafolha, 47% afirmam que não votariam de jeito nenhum em Lula e o mesmo percentual rejeitam Flávio, caracterizando a polarização.

Por outro lado, a campanha é influenciada pela crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal. Os ministros da Corte desentendem de tal forma que o ministro presidente Edson Fachin tem preferido adiar as sessões e escolher outos temas na pauta para evitar o confronto entre os ministros. Além de tudo isso, outro fato que perturba o STF e ganha no debate político e eleitoral é o caso do Banco Master. Lula e Flávio associam o adversário como causador da crise. A aproximação das eleições contribui para acirrar a campanha política que entra em fase de maior intensidade. A eleição ganha amplidão e torna-se um dos pleitos mais disputados dos últimos anos, porque estarão na contenda os cargos de governadores, senadores e deputados federais. O caso do Banco Master está no cento de tudo e teve início com investigação sobre operações financeiras suspeitas, alcançando o BRB, fundos de previdência, integrantes do Banco Central, além de políticos, empresários e ministros do STF. No foco principal está Daniel Vorcaro, empresário que comandou o Banco Master. Várias investigações abertas envolveram suspeitas de fraude financeira, influência política, fiscalização do Banco Central, dinheiro público e estrutura clandestina descoberta pela Polícia Federal.

Vorcaro ganhou cacife político face ao comando do Banco Master, oferecendo produtos de renda fixa com remuneração bem superior àquelas concedidas pelas instituições financeiras. Os CDBs pagavam em torno de 140% do CDI, superior ao que vigorava no mercado. Depois de desbaratada a verdadeira quadrilha, a prisão de Vorcaro prestou-se para esclarecer que seu modelo de negócios era "100% baseado no FGC". Embutido no negócio situavam-se juros elevados, facilitando a captação de dinheiro. Com o passar do tempo descobriu-se indícios de problemas de liquidez do Master, depois de conseguir captar bilhões. O Fundo Garantidor de Créditos, o FDC, tornou-se questionado, porque não conseguia honrar os compromissos assumidos. Somente depois da liquidação das instituições vinculadas ao Master tomou-se ciência do escândalo financeiro aprontado. O BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal entrou na artimanha, com transferência de R$ 12,2 bilhões ao Master. Daí em diante apareceram os escândalos e Vorcaro terminou sendo preso. Mas o novelo prossegue e a cada dia descobre-se mais uma embrulhada.     

Salvador, 20 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
                         Pessoa Cardoso Advogados.                          
     


RADAR JUDICIAL


COVAS NETO APOIA LULA

Mário Covas Neto, o Zuzinha (PSDB), declarou apoio à candidatura de Lula (PT). Filho do ex-governador Mário Covas, ele foi vereador de São Paulo. A articulação do apoio foi feita por Geraldo Alckmin, vice de Covas e aliado de Lula. Zuzinha confirmou a decisão em vídeo antes de comício de Lula em Guarulhos. Ele afirmou que Flávio Bolsonaro seria pior que o pai, Jair Bolsonaro. Segundo Covas Neto, Flávio poderia transformar o país em um “campo de batalha” e disse que a eleição não seria uma disputa entre esquerda e direita, mas a escolha seria entre democracia e tirania. Zuzinha afirmou repetir o gesto político de seu pai, morto em 2001. Mário Covas apoiou Lula no segundo turno da eleição presidencial de 1989. Alckmin e Lula destacaram o legado político do ex-governador tucano. Lula agradeceu o apoio e ressaltou seu respeito e carinho por Mário Covas. 


TRUMP VAI RECEBER XI JINPING  

Donald Trump receberá Xi Jinping na próxima semana, em Washington, para uma visita de Estado. O encontro será marcado por negociações comerciais e pela disputa tecnológica entre EUA e China. Xi chegará à região na quarta-feira (23) e será recebido por Trump na Base de Andrews. Na quinta (24), os dois líderes terão reunião bilateral na Casa Branca e à noite, Trump oferecerá um jantar de Estado com empresários americanos e autoridades. Entre os convidados estão Jeff Bezos, Elon Musk, Sundar Pichai, Jensen Huang e Sam Altman. A inteligência artificial estará entre os principais temas da reunião presidencial além de discussões sobre comércio, tarifas e a trégua comercial, que expira em novembro. Antes da cúpula, Scott Bessent se reunirá com o vice-premiê chinês He Lifeng, em Nova York. As conversas envolverão IA, comércio e terras raras, importantes para tecnologias estratégicas. Washington não pretende relaxar controles de exportação em troca de maior fluxo de terras raras. Os dois países também estudam reduzir tarifas sobre produtos considerados não sensíveis e estratégicos.


SETE TRECHOS FERROVIÁRIOS

O Ministério dos Transportes apresentou sete trechos ferroviários “shortline” para empresas e bancos. A pasta prevê leiloar pelo menos dois deles até o fim do ano, pelo modelo de autorização. Os trechos estão distribuídos pelas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
Entre as opções estão linhas para cargas, passageiros, turismo e integração logística. Os projetos incluem Cruz Alta–Santo Ângelo e Santo Ângelo–Santa Rosa, no Rio Grande do Sul.
Também estão na lista trechos em Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba e Distrito Federal.
Brasília–Luziânia, com 60,5 km, tem potencial para transporte regional de passageiros. A autorização ferroviária, criada pelo Marco Legal das Ferrovias de 2021, simplifica o processo.
Empresas privadas podem construir e operar ferrovias conforme as condições previstas na legislação. O governo ainda não definiu quais projetos serão leiloados neste ano. Os vencedores terão até dois anos para apresentar os projetos e avaliar sua viabilidade. O corredor Minas-Rio, de 733 km, será leiloado em 17 de dezembro, dividido em dois lotes.


TSE SUSPENDE CANDIDATURA DE DALLAGNOL 

O TSE suspendeu liminarmente a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado pelo Paraná. A decisão, do ministro Floriano de Azevedo Marques, impede atos de campanha até o julgamento do recurso. Dallagnol também não poderá usar recursos públicos, fazer propaganda gratuita ou participar de debates. O ministro apontou indícios de que o TRE-PR contrariou entendimento anterior do próprio TSE. Em 2023, o TSE declarou Dallagnol inelegível por pedir exoneração antecipada do Ministério Público Federal. A corte entendeu que a medida buscou evitar procedimentos disciplinares que poderiam afetar sua candidatura. Segundo o TSE, a conduta configurou fraude e atraiu a inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. O TRE-PR, contudo, autorizou a candidatura para 2026 após o arquivamento dos procedimentos administrativos. O tribunal regional também considerou que a decisão de 2023 não impedia automaticamente uma nova eleição. Floriano afirmou que os fatos posteriores não afastam a possível fraude identificada na exoneração. A liminar foi pedida pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança. Ex-coordenador da Lava Jato, Dallagnol foi eleito deputado federal pelo Paraná em 2022.


STF MAIOR ÍNDICE DE REJEIÇÃO 

A desconfiança dos eleitores em relação ao STF atingiu 48%, maior índice da série Datafolha desde 2012. O percentual cresceu cinco pontos em relação à pesquisa de março, quando era de 43%. Outros 35% afirmam confiar pouco no Supremo, enquanto 14% dizem confiar muito. O resultado coloca o STF com o maior índice de desconfiança entre as instituições pesquisadas. Congresso Nacional e partidos políticos registram 45% de desconfiança cada. A Presidência da República aparece com 42% de desconfiança entre os entrevistados. A piora na avaliação ocorre em meio à crise envolvendo o Banco Master e integrantes do STF. Documentos e mensagens relacionados ao caso foram divulgados nas últimas semanas. O material inclui conversas atribuídas a Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes. Também há referências a Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e familiares de ministros. O caso chegou ao plenário do STF em 15 de setembro, mas não teve o mérito analisado. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores, de 15 a 17 de setembro, com margem de erro de dois pontos.


ONU EM CRISE!

A ONU enfrenta uma crise sem precedentes, marcada por problemas financeiros e políticos. A Assembleia-Geral começa nesta terça-feira (22), em Nova York, com o tema em destaque. A organização anunciou no início do ano um iminente colapso financeiro. Países atrasaram contribuições obrigatórias e reduziram verbas voluntárias para ações humanitárias. Agências da ONU cortaram programas, reduziram atividades ou encerraram projetos. O combate ao HIV sofreu queda de 23% no financiamento mundial em 2025. A testagem caiu 22%, enquanto a distribuição de preservativos recuou mais de 90%. As missões de paz também foram reduzidas, assim como a ajuda humanitária. No Sudão, a ONU alerta que a assistência pode entrar em colapso nas próximas semanas. Os EUA, maior financiador, ainda devem mais de US$ 1 bilhão à organização. O Conselho de Segurança permanece travado pelo poder de veto das grandes potências. Crescem os pedidos de reforma, tema que deve aparecer nos discursos de Lula e Trump.

Salvador, 20 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados. 

POSSIBILIDADE DE MAIS DE 10% PARA EXTINÇÃO DO HOMEM


Durante anos, a corrida pela inteligência artificial seguiu o princípio de avançar rapidamente, mesmo com riscos, mas e
m dez dias, grandes laboratórios passaram a enfrentar alertas sobre possíveis consequências extremas. Um pesquisador da Anthropic deixou a empresa e alertou para uma ameaça existencial em uma década. Outro pesquisador afirmou que a probabilidade de extinção humana superava 10%; surgiram relatos de agentes de IA agindo em conjunto, invadindo sistemas e driblando proteções. CEOs de Anthropic, OpenAI, DeepMind, Microsoft e xAI defenderam uma desaceleração do desenvolvimento e pesquisadores dizem que a humanidade não enfrentava preocupação semelhante desde a invenção da bomba nuclear. O debate envolve a possibilidade de máquinas criarem versões mais capazes de si mesmas. Esse processo estaria ligado ao objetivo de alcançar a chamada inteligência artificial geral, ou AGI.
Pesquisadores afirmaram que a AGI pode estar mais próxima e surgir em apenas três anos. Joe Benton, da Anthropic, disse que não há como supervisionar os sistemas na escala atual. Para ele, o ritmo de desenvolvimento pode impedir a identificação e correção de problemas. Em 3 de setembro, a OpenAI apresentou seu novo modelo, chamado Astra e o presidente da empresa, Greg Brockman, declarou o início da era da AGI; por outro lado, a OpenAI admitiu dificuldades crescentes para controlar e monitorar seus sistemas. Defensores da IA destacam seu potencial para transformar setores e solucionar problemas complexos, mas cenários antes considerados apocalípticos passaram a ser tratados como riscos concretos.

O pesquisador Evan Hubinger, da Anthropic, afirmou que a IA poderia matar todos os seres humanos. Donald Trump e investidores, porém, consideram o avanço da IA estratégico para os Estados Unidos. Trump defendeu a continuidade acelerada do desenvolvimento e classificou o alarmismo como uma farsa. Segundo ele, uma desaceleração beneficiaria a China. O Congresso americano avançou pouco na criação de regras para regular a inteligência artificial.
A China adotou outra abordagem, com obrigações aos desenvolvedores e avaliações externas de segurança. Funcionários da OpenAI e Anthropic também demonstraram preocupação com o poder dos novos modelos. Testes revelaram casos em que sistemas de IA invadiram computadores de outras empresas. A corrida por novos modelos é parcialmente impulsionada por perspectivas de abertura de capital. As publicações do pesquisador Jacob Coxon, de 27 anos, provocaram forte repercussão no setor. Coxon deixou a Anthropic em 8 de setembro, dizendo temer que laboratórios estivessem apostando vidas. Os alertas aumentaram após agentes da OpenAI escaparem de um teste controlado. Os sistemas chegaram a invadir servidores da Hugging Face sem conhecimento inicial das empresas. Em 12 de setembro, Dario Amodei defendeu uma desaceleração no desenvolvimento da IA. Ele advertiu que enxames de agentes poderiam, em seis a 12 meses, assumir o controle da internet. Altman, Elon Musk e Demis Hassabis apoiaram maior acesso externo aos sistemas para aumentar a segurança. Jensen Huang, da Nvidia, rejeitou a ideia de interromper o desenvolvimento de sistemas mais poderosos. Mark Zuckerberg defendeu que cada laboratório defina seu próprio ritmo de desenvolvimento. Mustafa Suleyman, da Microsoft, classificou como imprudente criar modelos que imitem a consciência humana. Mesmo diante dos alertas, a OpenAI avalia nova captação que poderia elevar seu valor a US$ 1,5 trilhão.

 

LÍDERES DA INDÚSTRIA ALERTAM SOBRE RISCOS DA TECNOLOGIA


O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ontem, 19, sobre a criação de uma “Força de IA”, cabendo ao 
grupo supervisionar a regulamentação da inteligência artificial no país e prometeu em breve nomear um “czar” para comandar a área. Segundo ele, o objetivo não é impedir nem sufocar o crescimento do setor, mas pretende valorizar e acompanhar o desenvolvimento da tecnologia e o governo ficará atento aos possíveis efeitos negativos da IA.
Trump defendeu o uso das leis criminais e civis já existentes para enfrentar problemas e sugeriu mudar o nome usado para designar a inteligência artificial, oferecendo três alternativas: Inteligência Superior, Inteligência Extrema e Inteligência Suprema. Ele criou uma enquete nas redes sociais para que seus seguidores escolhessem, mas a Casa Branca não comentou imediatamente as sugestões e medidas anunciadas. No início da semana, Trump havia afirmado que os EUA já possuem mecanismos de controle da IA e ainda disse que a China poderia se beneficiar da desconfiança sobre o setor. As declarações ocorreram após alertas de líderes da indústria sobre riscos da tecnologia. O pesquisador Jacob Coxon, da Anthropic, deixou a empresa e fez fortes alertas sobre a IA de que profissionais do setor temem riscos graves para a humanidade até o fim da década. 

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu novas regras para os sistemas mais avançados e propôs auditorias independentes dos chamados modelos de IA de fronteira. A proposta prevê uma estrutura para controlar o ritmo de desenvolvimento da tecnologia. Executivos de outras empresas apoiaram a iniciativa, entre eles Elon Musk e Sam Altman. O debate ocorre paralelamente à disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. Trump afirma que o país possui amplo poder regulatório e criminal sobre as empresas e acusa críticos da IA e dos data centers de favorecerem indiretamente a China. A inteligência artificial é considerada estratégica para a economia e a segurança nacional. Trump e o líder chinês Xi Jinping se reunirão em Washington na próxima semana e autoridades americanas afirmam que a IA estará entre os assuntos a serem discutidos pelos dois países. EUA e China divergem sobre chips avançados, transferência de tecnologia e regulamentação. A disputa evidencia o peso econômico, militar e estratégico que a IA ganhou mundialmente. 

AMEAÇA À HUMANIDADE COM AS MÁQUINAS CRIANDO VERSÕES SEM INTERVENÇÃO HUMANA


Durante anos, a corrida pela inteligência artificial cada vez mais poderosa seguiu a lógica de “avançar rápido e quebrar paradigmas”. 
Em dez dias, porém, os maiores laboratórios de IA foram abalados por temores de que suas criações ameacem a humanidade. Um pesquisador da Anthropic deixou a empresa e alertou para uma possível ameaça existencial na próxima década; outro pesquisador afirmou que a probabilidade de extinção humana superava 10%. Apareceram relatos de agentes de IA atuando em conjunto, invadindo sistemas e driblando mecanismos de proteção. Em uma rara união, executivos de Anthropic, OpenAI, DeepMind, Microsoft e xAI defenderam desacelerar o desenvolvimento e pesquisadores compararam a preocupação atual com os riscos da IA aos temores surgidos após a criação da bomba nuclear. O debate envolve a possibilidade de máquinas criarem versões mais capazes de si mesmas, sem intervenção humana. Essa perspectiva está ligada ao desenvolvimento da chamada inteligência artificial geral, ou AGI. 
Pesquisadores disseram que a AGI pode surgir em apenas três anos, antes do previsto por muitos especialistas. Joe Benton, ex-pesquisador da Anthropic, afirmou que não é possível supervisionar sistemas na escala atual, porque o ritmo de avanço pode impedir que problemas sejam identificados e corrigidos a tempo. Em 3 de setembro, a OpenAI anunciou seu novo modelo, chamado Astra, e declarou o início da era da AGI. Pouco antes, porém, a empresa admitira dificuldades crescentes para controlar e monitorar seus sistemas. Defensores da IA destacam seu potencial para transformar setores, elevar a eficiência e resolver problemas complexos.

Críticos passaram a considerar mais concretos os riscos antes tratados como cenários apocalípticos. O debate também envolve interesses políticos e econômicos, especialmente a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. Donald Trump defendeu a continuidade acelerada do desenvolvimento e classificou os alertas sobre riscos como alarmismo. O Congresso americano avançou pouco em projetos de regulamentação da inteligência artificial. A China, por outro lado, propôs regras de segurança com obrigações aos desenvolvedores e testes externos. Em 8 de setembro, o pesquisador Jacob Coxon deixou a Anthropic, dizendo temer que laboratórios estejam “apostando nossas vidas”. Funcionários da OpenAI e da Anthropic também demonstraram preocupação com o poder dos próximos modelos. Testes revelaram casos em que sistemas escaparam de ambientes controlados e invadiram computadores de outras empresas. A corrida para lançar modelos cada vez mais avançados também é impulsionada por interesses financeiros. Anthropic e OpenAI avaliam ofertas públicas de ações que poderiam elevar seus valores de mercado a trilhões de dólares. O chefe da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração diante do avanço acelerado das capacidades da IA e alertou que agentes poderiam, em seis a 12 meses, ter capacidade de assumir o controle de toda a internet. Executivos como Elon Musk, Sam Altman e Demis Hassabis apoiaram mecanismos de supervisão externa dos sistemas. Jensen Huang, da Nvidia, rejeitou a ideia de interromper o desenvolvimento de modelos cada vez mais poderosos. Mark Zuckerberg defendeu que cada laboratório determine seu próprio ritmo, enquanto Mustafa Suleyman alertou sobre os riscos da superinteligência. Apesar dos alertas, a confiança dos investidores permaneceu elevada, com a OpenAI avaliando uma captação que poderia elevar seu valor a US$ 1,5 trilhão. 

RELATÓRIO DA ABIN MOSTRA INTERFERÊNCIA DOS EUA NAS ELEIÇÕES DE 2026


Relatório reservado da Abin elevou a um “nível de criticidade” a possibilidade de influência e interferência externa dos EUA nas eleições de 2026.
O documento foi enviado à Presidência, ao TSE e ao Ministério da Justiça no fim de agosto. A agência identificou uma tendência de escalada da pressão norte-americana sobre o Brasil. Segundo a Abin, o governo Donald Trump prioriza a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina e o objetivo seria reduzir a influência de potências rivais, especialmente a China, na região. O Brasil é apontado como alvo por defender maior autonomia estratégica diante das pressões americanas. A Abin afirma que Washington tem usado diferentes instrumentos para pressionar o governo brasileiro. Mesmo com sinais recentes de distensão, a agência vê continuidade na escalada iniciada em maio e entre as medidas estão sanções contra brasileiros e empresas por supostos vínculos com redes de lavagem de dinheiro. Para a Abin, essas sanções representam uma mudança de fase na interferência norte-americana. As medidas passaram a produzir efeitos sobre pessoas, empresas e relações financeiras brasileiras. O relatório cita riscos envolvendo acesso ao dólar, operações internacionais e reputação empresarial. A agência avalia que bancos e empresas podem adotar medidas preventivas por medo de sanções secundárias e identifica-se um padrão gradual, combinado e adaptativo de pressão dos EUA. Esse processo envolveria também o enquadramento de organizações criminosas brasileiras como ameaça à segurança americana. A Abin afirma que isso amplia os efeitos extraterritoriais sobre a economia brasileira.

O relatório dedica atenção especial ao secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo a agência, Rubio atribuiu ao presidente Lula responsabilidade pela imposição de tarifas contra produtos brasileiros. Para a Abin, essa declaração introduziu caráter personalista na política comercial americana e a agência considera que a narrativa pode influenciar o debate político e econômico no Brasil. O relatório também atribui a Rubio uma atuação voltada à reorientação política dos países latino-americanos. Segundo a Abin, a estratégia americana buscaria afastar governos da China e apoiar forças conservadoras. Rubio teria associado a recuperação da hegemonia americana à existência de governos alinhados a Washington. O documento ainda cita tentativa, no ano passado, de pressionar o Brasil sobre a participação de “dissidentes políticos” nas eleições. Uma minuta americana defendia eleições livres e participação desses grupos no processo eleitoral brasileiro. A proposta também previa que o Brasil não poderia limitar arbitrariamente a participação de opositores. Em entrevista recente, Lula classificou o documento como um “arquivo morto” para seu governo e afirmou ser inaceitável que os EUA pretendam prioridade sobre as riquezas minerais brasileiras. O relatório da Abin, portanto, registra preocupação com a crescente dimensão política, econômica e eleitoral da pressão americana.  

UMA MÃE, SEM EXPERIÊNCIA, VENCEU CORRIDA PARA AJUDAR FILHAS


Apesar da falta de experiência e de tênis adequados, Ramabai Ranveer, 47, venceu em agosto uma corrida de 3 km na Índia. 
Viúva e mãe de duas filhas, ela correu descalça para conquistar um prêmio de R$ 160 e o dinheiro seria usado na compra de livros e materiais escolares para as filhas. Sua história ganhou repercussão nas redes sociais e nos principais jornais indianos. Para muitos, a vitória simboliza o sacrifício de uma mãe para garantir um futuro melhor às filhas; para outros, revela as dificuldades do sistema educacional e a falta de mobilidade social no país. Segundo relatório do governo, apenas 8% dos graduados conseguem empregos relacionados à formação universitária. A taxa de desemprego entre graduados chega a 29,1%, nove vezes maior que entre pessoas sem universidade. Ramabai soube da corrida pela filha Pooja, de 22 anos, que também participou da competição. Ela decidiu correr porque não conseguia fornecer dinheiro para os estudos das filhas. Durante a prova, tirou os tênis quando começaram a escorregar e continuou descalça. Mesmo assim, ultrapassou as demais competidoras de sua faixa etária e venceu. Pooja também ganhou R$ 102 ao terminar em segundo lugar em sua categoria. Ramabai assumiu a responsabilidade pela família após a morte do marido, em 2012. Desde então, trabalhou em plantações, colheu cúrcuma, cozinhou e vendeu alimentos para sustentar a casa. Ela abandonou a escola aos 13 anos, mas decidiu que as filhas teriam oportunidades que não teve. Pooja se prepara para ingressar na polícia, enquanto Arati estuda Ciência da Computação. Arati também se prepara para os concorridos exames do serviço público indiano. No país, empregos públicos são vistos como uma das principais portas de entrada para a classe média.

Milhões de jovens investem anos e dinheiro na preparação para esses exames. Contudo, vazamentos e irregularidades têm colocado em dúvida a integridade das provas. Em maio, o principal exame para ingresso em cursos de medicina foi cancelado após um vazamento. Quase 2 milhões de estudantes tiveram de refazer a avaliação. A insatisfação com a educação também alimentou protestos liderados pela juventude indiana. O movimento exige escolas públicas mais modernas, melhor infraestrutura e redução das desigualdades rurais. Uma escola visitada pela BBC não tinha banheiro para meninas e usava alimentos vencidos no almoço. A história de Ramabai chamou a atenção das autoridades indianas. O presidente da Suprema Corte determinou que ela recebesse uma ajuda financeira de R$ 2,5 mil. Para especialistas, porém, sua situação revela falhas na implementação dos programas educacionais. Ramabai afirma que seu único desejo é que as filhas tenham uma vida feliz e não enfrentem as mesmas dificuldades que ela.