Pesquisar este blog

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

AVENTUREIRO CAMINHA NO MUNDO HÁ 28 ANOS


Há 28 anos, o aventureiro britânico Karl Bushby percorre o mundo a pé em uma jornada que se aproxima do fim. 
Aos 29 anos, ele partiu do Chile rumo à sua cidade natal, Hull, na Inglaterra. Estabeleceu duas regras: não usar transportes para avançar e não retornar ao Reino Unido antes de concluir o percurso. A viagem, inicialmente prevista para durar 12 anos, já ultrapassa 28 anos. Restrições de visto, a crise financeira de 2008, a pandemia e questões geopolíticas atrasaram a expedição. Bushby atravessou Argentina, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, América Central, México, EUA e Canadá. Também cruzou o estreito de Bering e percorreu regiões da Rússia, Mongólia, China e Ásia Central. Ele atravessou a nado, em trechos, cerca de 300 quilômetros do mar Cáspio. Aos 57 anos, já percorreu mais de 48 mil quilômetros. Agora, caminha pela Bélgica em direção a Calais, na França. De Calais, pretende atravessar a nado o Canal da Mancha em outubro. Seu pedido para usar um túnel de serviço do Eurotúnel foi rejeitado. Durante a aventura, Bushby enfrentou situações de extremo risco e dificuldades financeiras. No Tapón del Darién, chegou a se disfarçar de pessoa em situação de rua para evitar sequestros. Sua principal companheira de viagem é “A Fera”, um carrinho que ele próprio construiu na Nicarágua. Quando iniciou a jornada, tinha apenas US$ 500 e nenhum patrocinador. Depois, passou a financiar a expedição com publicações, livros e palestras. Bushby afirma que a persistência foi seu principal aprendizado durante a caminhada.
Ele também diz que a viagem mudou sua visão sobre as pessoas e mostrou a solidariedade que recebeu.

Sua mãe, Angela, continua acompanhando a aventura e enviou-lhe uma carta durante a etapa final. Ela lembrou ao filho que ele havia provado ser capaz de realizar aquilo que antes julgava impossível. Bushby conta que a dislexia não diagnosticada na infância afetou sua confiança e o tornou alvo de bullying. O Exército britânico, segundo ele, ajudou a recuperar parte dessa confiança. Aos poucos, a jornada tornou-se também uma forma de provar a si mesmo e aos outros do que era capaz. Agora, porém, ele afirma que chegou a hora de encerrar a aventura.
Bushby admite ter receio do futuro após tantos anos vivendo na estrada. Ele considera os relacionamentos a parte mais difícil da viagem, mais dolorosa que os desafios físicos. Espera sentir grande emoção ao avistar os famosos penhascos brancos de Dover. Essa será sua primeira visão da Inglaterra desde que partiu do Chile, há 28 anos. Depois de uma jornada extraordinária, Bushby se prepara para finalmente voltar para casa. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário