ELEIÇÃO EM HONDURAS
Os hondurenhos votam hoje, 30, em uma disputa marcada por acusações de fraude e preocupação internacional sobre a integridade eleitoral, com influência direta dos EUA e apoio de Donald Trump a Nasry Asfura. A eleição em turno único escolherá o sucessor de Xiomara Castro; pesquisas mostram empate técnico entre Rixi Moncada, Asfura e Salvador Nasralla. Cada candidato afirma que a derrota só ocorreria por fraude, ampliando a polarização. UE, OEA e congressistas dos EUA acompanham o pleito. Trump chama Asfura de “único amigo da liberdade” e ataca Moncada e Nasralla. Moncada acusa seus rivais de servirem à oligarquia e de terem apoio dos responsáveis pelo golpe de 2009; adversários a chamam de comunista. A Procuradoria investiga suposta trama de fraude baseada em gravações contestadas pelo Partido Nacional. O estado de exceção aumenta a tensão. Mais de 6,5 milhões votam para presidente, Congresso e prefeituras. Pesquisa aponta que só 27% confiam no resultado do CNE, indicando um cenário de instabilidade pós-eleitoral.
FLAMENGO CONQUISTA LIBERTADORES
Com o título da Libertadores de 2025, o Flamengo garantiu vaga na Copa Intercontinental e também assegurou presença na próxima Copa do Mundo de Clubes, prevista para 2029. A Intercontinental, em novo formato, já teve partidas preliminares: o Pyramids, do Egito, venceu o Auckland City em 14 de setembro e, depois, superou o Al Ahli por 3 a 1 no dia 23. Agora, o time egípcio espera o vencedor de Flamengo x Cruz Azul, confronto marcado para 10 de dezembro. Quem avançar encara o PSG, campeão europeu, no dia 13. No calendário atual da Fifa, há dois torneios mundiais: a Copa Intercontinental, anual, e a Copa do Mundo de Clubes, quadrienal. Assim, 2025 terá dois campeões mundiais, e o Chelsea, vencedor do Mundial deste ano, não disputa a Intercontinental. Já o ciclo de classificação para o próximo Mundial vai de 2025 a 2028, deixando Flamengo, PSG, Al Ahli, Pyramids, Auckland City e Cruz Azul próximos de vaga em 2029.
TIROTEIO DEIXA MORTOS
Quatro pessoas morreram e dez ficaram feridas em um tiroteio durante uma reunião de família em um salão de festas em Stockton, na Califórnia, segundo o escritório do xerife de San Joaquin neste sábado (29). Entre as vítimas há crianças e adultos. A porta-voz Heather Brent afirmou que os indícios sugerem que o ataque pode ter sido direcionado. O tiroteio ocorreu dentro do salão, que divide estacionamento com outros estabelecimentos. Detetives investigam o possível motivo. As autoridades não divulgaram mais detalhes sobre o estado das vítimas, apenas que várias foram levadas a hospitais.
CRIME AVANÇA COM FACÇÕES
O ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi executado em uma emboscada na Praia Grande após ter o carro atingido por um ônibus e ser alvo de disparos. A polícia identificou dois dos seis suspeitos, um deles ligado ao PCC. Fontes, com 40 anos de carreira, havia indiciado Marcola nos anos 2000 e atuava como secretário municipal. O promotor Lincoln Gakiya, que investiga o PCC há 20 anos, afirma que o crime demonstra o avanço das facções e alerta para o risco de o Brasil se tornar um narcoestado. Segundo ele, um dos suspeitos é vinculado ao PCC, embora o envolvimento direto da facção ainda precise ser confirmado. As cenas mostram uma ação profissional: criminosos emboscaram e perseguiram a vítima, três deles armados com fuzis. Gakiya defende uma legislação antimáfia, afirmando que o PCC já atua como máfia e expandiu sua influência para além dos presídios, inclusive em setores econômicos. O Ministério da Justiça discute um projeto para reforçar o combate às facções e ampliar a proteção a agentes públicos.
BRASILEIROS TEMEM PRISÕES E DEPORTAÇÕES
Brasileiros que buscaram segurança e estabilidade nos EUA agora estão retornando ao Brasil, temendo prisões e deportações diante do endurecimento das políticas migratórias do governo Donald Trump. A trajetória de Silvia Santos, moradora de Sarasota, ilustra esse movimento. Ela voltará para São Luís em 10 de dezembro para cuidar da mãe gravemente doente, levando a filha de 9 anos, enquanto o marido permanece nos EUA aguardando a aprovação do visto. Trabalhando com entregas e sustentando duas filhas, Silvia diz que o dinheiro nunca foi suficiente e que faltava rede de apoio. O medo das operações migratórias acelerou sua decisão: mesmo com Social Security e permissão de trabalho, conta que a insegurança cresceu após ver deportações de pessoas com processos em andamento. Seu maior temor é ser separada da filha, citando casos recentes de brasileiras detidas e afastadas dos filhos.
Salvador, 30 de novembro de 2025.
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