A escalada levou à criação da ADPF das Favelas no STF, que desde 2020 impõe regras ao uso da força. Após isso, o número de mortes caiu, segundo o Geni/UFF e o Fórum de Segurança Pública. Mesmo assim, o governo Cláudio Castro (PL) liderou três das quatro operações mais letais desde 2007 — Jacarezinho (28 mortos, 2021), Vila Cruzeiro (23, 2022) e Penha/Alemão (117, 2025). O governo nega execuções e diz que enfrentou o Comando Vermelho. Para a defensora Cristiane Xavier, as ações perpetuam o ciclo de violência: “Sempre que morre policial, a vingança é maior. Esse modelo falhou.” O delegado aposentado Vinicius George concorda: “Matamos 30 mil e morreram 3 mil dos nossos. Nada melhorou. É uma espiral de violência. Precisamos mudar o rumo.”
Após revisão judicial, o porteiro foi absolvido em 51 casos, e outros processos seguem em análise. Segundo Schietti, o erro destruiu a vida do homem, que passou três anos preso e perdeu o convívio com a filha. Dados citados pelo ministro mostram que, em 2025, o STJ concedeu 234 Habeas Corpus para corrigir reconhecimentos irregulares, sendo 70 deles (30%) do Rio de Janeiro. A pesquisa indica que 70% dos pareceres do MPF nesses casos foram contrários à concessão da ordem. Diante disso, a 6ª Turma decidiu comunicar o CNJ para adotar medidas contra tribunais que desobedecem a jurisprudência. Schietti alertou que juízes e agentes públicos poderão ser responsabilizados civil, administrativa e criminalmente por condenações baseadas em reconhecimentos inválidos.












